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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

Sweetener

Ser feliz com adoçante!

15
Fev21

Vê-los passar

Tem sido assim, cada dia, cada semana, cada mês. Não tarda nada, um ano.

 

Tenho, como acredito que a maioria, visto a vida a passar por mim. Não tenho a real noção do tempo, do que já fiz ou do que me falta fazer. Se está na hora de ir apanhar ar ou ir dormir. Pegar nos sacos para ir às compras ou resumir-me ao meu horário laboral.

 

Antes de tudo isto, tinha formação em pós-laboral. Ia ao ginásio com uma frequência regular. Visitava os avós, ligava aos amigos. Lia livros, via séries. Planeava a minha vida.

Agora? Ironicamente, não sobra tempo. Não sobra ou só perdi a vontade e/ou capacidade de o gerir. É levantar, ir trabalhar, voltar a casa, petiscar, dormir. Quando a disposição abona, sou capaz de jantar em condições, colocar uma música animada e desfrutar da minha companhia. Dou por mim, todas as semanas, a pensar que volto aqui ao blog falar-vos mas quando efetivamente volto, percebo que voltaram a passar dois meses entre publicações.

 

Dois meses... Como é possível? Como é possível que agora que o mundo parou é que parece que o tempo tem brincado connosco? Não se sentiu o verão, as festas, o Natal, o Ano Novo. Parece que nada teve "valor" ou foi carregado do sentimento habitual. E eu, que mantenho a minha atividade laboral como se nada fosse, nada tenho para me queixar.

 

A Clínica continua aberta. A minha família saudável, os amigos também. O contrato renovou nos entretantos. Não há trabalhos perfeitos mas ali estou perto. Há quem diga que tive pouca sorte no que tive antes mas o facto, é que continuo a sentir-me no paraíso. Sinto-me abençoada por viver sozinha, ter o meu silêncio, a minha paz. Por ter aprendido a falar com os meus botões e por finalmente, gostar tanto deles! Estar cheia de planos e objetivos, ideias e projetos para tornar o meu lar cada vez mais meu e sobretudo, radiante pelo estado psicológico em que me encontro.

 

Bati ontem de frente com a frase "Quando descobres o valor que tens, não permites que mais ninguém duvide dele". Não é a primeira vez que a ouço mas agora, sinto-a de uma forma totalmente nova. Mais do que a sentir, é ver que à minha volta isso se nota. Fiz um upgrade à minha pessoa e sem dúvida, que isso, foi a melhor coisa que aconteceu neste último ano.

 

Encontrei o amor. O maior deles todos. E hoje rio-me por não perceber como demorei 23 anos a decidir procura-lo. Por não ter percebido que enquanto eu não me amasse, não poderia amar. Por não ter percebido que uma segunda pessoa serve para complementar e não completar.

E céus... Como é revitalizante por fim sentir-me completa! 

 

Que estejam todos completos e saudáveis desse lado! 

 

06
Dez20

A terapia que faz falta

Passou mais tempo do que aquele que eu gostaria de ter estado ausente por aqui. Muito tempo em que deixei a rotina tomar conta de mim e estar em casa se traduzia em vir dormir para recomeçar tudo novamente horas depois. A última vez foi em Junho... Quase meio ano (shame on me).

 

Meti-me em tudo aquilo que podia: o trabalho na clínica aumentou exponencialmente (houve baixas cruciais na equipa e novas chegadas ainda em adaptação), as idas ao ginásio voltaram à rotina e fiz formação pós-laboral todos estes meses. As duas últimas, que no início eram atividades extra-curriculares que me permitiam alegrar e descarregar as energias após um dia de trabalho, com o passar das semanas tornaram-se pesos que começavam a ser difíceis de carregar. E sim, não é desculpa mas sim, deixei a rotina levar a melhor de mim.

 

Fui mantendo a escrita pelos cadernos, colocando leituras em dia nas curtas horas de almoço e orientando o meu tempo da melhor maneira que sabia. A grande diferença dos cadernos, é a falta de interação e carinho que ia tendo por aqui. E sem dúvida, que senti falta disso. Não posso garantir um regresso frequente mas vou fazer um esforço por isso. Ler-vos e permitir que me leiam é uma terapia da qual já não me vejo a abdicar. Agora que o toque e calor humano é tão reduzido... Céus, como fazem falta os abraços! Sem medos, só carregados de amizade e amor!

 

Nestes últimos meses tenho-me mantido saudável e cautelosa. Retrocedi naquela que era uma jornada pela boa alimentação e permiti que alguns kg voltassem a fazer-me companhia. Vivi situações, boas e más - tanto pessoais como laborais. Fiz um quarto de século, naquele que havia planeado uma festa de arromba mas que pelo bichinho de estimação que 2020 nos trouxe, não foi exequível. Os meus, estão bem. Espero que vocês e os vossos, também! 

 

Até já, que tenho meio ano de muitos cantinhos para espreitar! 

 

21
Jun20

O regresso à rotina

Foi bem mais fácil do que esperei, tenho que admitir. Pensei que estes dois meses fechada em casa, de pijama e cabelo despenteado dia-sim-dia-sim, a preguiça residual, a TV de manhã à noite, as poucas e irregulares horas de sono me fossem dificultar o regresso à vida ativa mas efetivamente não. A vontade, ansiedade e até o medo do desemprego fizeram com que voltar à clínica fosse e seja o ponto alto dos meus dias. E sou tão feliz ali! Acordo todos os dias com vontade e energia para receber e atender pacientes. O funcionamento requer bastantes precauções. Estamos com praticamente metade do funcionamento, os médicos parecem astronautas e na receção anda tudo de máscara e touca. As pessoas querem tratamentos para ontem e as agendas voltaram à loucura que eram. As relações interpessoais melhoraram. Sendo o elemento mais novo da equipa, sinto-me muito mais incluída e parte da família que temos ali.

 

A formação retomou na semana passada, o ginásio já abriu. De repente, os meus 97% de ocupação diária voltaram e estou tão feliz por finalmente ter voltado a "não ter tempo".

 

Passei para vos desejar um bom domingo! Espero que desse lado estejam todos bem! 

 

04
Mai20

Ah... A tal quarentena

Há mês e meio, pela altura em que a prevenção de tornou mais rígida e que fiquei em casa em regime de layoff como milhares de pessoas, pensei para com os meus botões que "É agora! Vais voltar ao blog em força, pôr as tuas histórias, vivências, tudo isso em dia. Vais agarrar naquele curso online parado há meses e acaba-lo. Vais ler, ver aquela lista interminável de filmes que só aumenta, vais dedicar te a ti!". Pois é... 52 dias depois, não fiz quase nada disto.

 

Nas primeiras semanas confesso que consegui. Todos os dias estudava/aperfeiçoava entre uma a duas horas de uma língua estrangeira. Comia em condições, fazia as minhas aulas de ginásio dia-sim-dia-não, arrumei e limpei a casa a fundo e tive cinquenta mil ideias novas de redecoração. Fiz planos e orçamentos que ando doida para colocar em prática. Dar um ar novo a esta casa.

 

Apesar de não me sentir desmotivada, acho que o estou. Estou porque me tenho rendido ao fácil e a minha vida tem se resumido a Netflix de manhã à noite, de Domingo a qualquer que seja o dia da semana em que estamos. Chego ao ponto de me doer o rabo de tanto tempo passar sentada. É irónico, não? E a despensa? Essa inimiga silenciosa, hã?! Nunca pensei que se iria tornar a divisão mais frequentada da casa nesta quarentena que terminará com a ruína do trabalho de ginásio dos últimos dois anos! E doces? Sabem lá a quantidade de chocolates que tenho comido? Deus, já nem me lembrava do que era esta necessidade de doces... Ai, ai Sweetener!

 

Queixamos-nos de falta de tempo ou de tempo a mais. Mas neste tempo a mais, que tínhamos tanto que fazer, damos por nós a não fazer quase nada. A minha vida pré-quarentena era preenchida. Uns 97% talvez. Trabalho (regra geral) das 9h às 18h, formação até às 23h dois dias por semana, ginásio nos outros três, noite de sábado para descansar e Domingo para arrumar a casa e abastecer a despensa. E não sei se é por viver sozinha e não ter que prestar contas a ninguém mas céus, como eu andava feliz pela minha falta de tempo! E raramente me queixava dela! (Vá, só quando queria ir ao médico, lavar o carro ou a serviços que não conseguia pelos meus horários). Sinto falta de não ter tempo para relaxar, agora que forçadamente tenho tanto.

 

Hoje parece que se recupera um pouco de normalidade. Alguns serviços vão retomar, uns com horários reduzidos outros com bastantes regras e recomendações. O uso de máscara passa finalmente a obrigatório (Aleluia!). Eu cá, continuo por casa, à espera de novas ordens. A espera é que é o terrível da coisa e eu ando com tanto receio de ser dispensada... Mas bom, o pensamento deve tem que ser sempre positivo e venha o que vier, é porque tem que ser!

 

O que esta quarentena trouxe de bom, foi manter quase tudo exatamente como estava. O que não manteve, melhorou. Foi neste mês e meio que se viu quem se importa e quem manda mensagem a quem. Quem liga só para dizer que está ali e quem te faz fazer diretas e ficar meio dia ao telemóvel a falar sabe-se-lá sobre quê. São estas pessoas, as que fizeram com que a distância física fosse relativa que temos que manter por perto e estimar. E abraçar, assim que o possamos! Sou uma abençoada e estou tão grata à vida, por tudo o que me tirou e trouxe. Percebo agora que realmente foi no tempo certo. E porque estes raios de sol que me batem na cara agora me estão a fazer sorrir, sorriam também. Sejam gratos e acreditem que quase tudo, vai ficar bem! 

 

16
Mar20

Uma pausa não anunciada

Nem tinha a real noção da última vez que tinha vindo até aqui. Sabia que fora algures pelo final do ano mas só agora me apercebo que se passaram praticamente quatro meses. 

 

Quatro meses em que muita coisa aconteceu e mudou na minha vida. E sinto-me abençoada por poder dizer que quase tudo foram coisas boas. Tenho a certeza que com o devido tempo, voltarei a ser mais ativa por cá. Tive intenção e sobretudo necessidade de fazer uma pausa mas falhei ao não vos comunicar isso. Daí e por isso, lamento imenso e peço-vos desculpa.

 

Sinto-me renovada física e intelectualmente. Têm sido meses de trabalho interior, meses em que surgiram novas rotinas, novas pessoas e mais importante que tudo, novos desafios. 

 

Digo, com alegria que já me encontro a trabalhar. Esta é, uma das melhores mudanças que o mês de Janeiro me trouxe. Sou rececionista numa clínica dentária, no coração da minha cidade. Uma experiência nova e totalmente diferente. Uma área desafiante onde existem ainda 'demasiadas' coisas para aprender. Um contrato de um ano, uma equipa (até ver) agradável e sem dúvida, uma vontade enorme de ser bem sucedida neste novo desafio.

 

Tendo em consideração a pandemia que vivemos, finalmente levada a sério, eu, como pessoa que tem contacto direto com muitas pessoas e com profissionais de saúde, estou desde sábado em casa, sossegada, a aproveitar o tempo para colocar tanta coisa em dia.

 

Espero que esteja tudo bem com todos desse lado. E reforçando a mensagem já tão aclamada: Façam por ficar em casa, pelo bem de todos. Beijinhos e força