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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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27
Jun21

Alinhar o foco

Mais uma vez, voltou a passar demasiado tempo desde o meu último post. Demasiado tempo em que fiz "demasiado" pouco. Aquelas ausências a que, infelizmente, já vos habituei mas que tento (sem sucesso) combater. Até acordo com a vontade, a saudade, tudo aquilo que mantém a chama viva e a vida a funcionar. Chego a escrever neste e naquele pedacinho de papel, no bloco de nota do telemóvel quando tenho uma ideia de texto iluminada. Mas sentar-me, relaxar. Agarrar-me ao teclado e permitir-me ter uma hora em que me dedico a mim e a vocês, não tem acontecido...

 

No meu último post usei como título "Vê-los passar" e é exatamente, nada mais, nada menos do que aquilo que eu tenho feito. Encontrei um estado de apatia, comodismo onde o "deixa andar" é o mote do dia e sem me aperceber, deixei-me envolver por ele mais do que aquilo que gostaria.

 

A rotina, não existe. Ou existe, mas é só aquilo que tem mesmo que ser. Levantar, preparar, fazer o almoço, embalar, sair para trabalhar, regressar, dia sim dia não ir à formação, comer quando a vontade o permite e ir dormir. Toca o despertador and repeat all over again.

 

Dei conta que algo se estava a apoderar de mim e confesso, que deixei. Vai uma semana, vai outra e quando dou por mim, estou tão conformada que não me apetece fazer nada que saia deste loop em que me enfiei. Até a tarefa de ir às compras, sair de casa para caminhar, respirar outros ares me parece demasiado exaustiva para me dar ao trabalho de.

 

Mas há cerca de duas/três semanas que já me estou a irritar. Estou me a irritar a mim própria de maneiras que já nem me lembrava serem possíveis. Critico os outros, que vivem neste estado de comodismo e conformismo e mesmo assim, deixei que me apanhassem na mesma teia. Todos os dias digo que já chega, é hoje que isto pára mas... Não tem parado. 

 

Aborrece-me o facto de estar a deixar o humor dos outros domar o meu. Tenho me deixado influenciar demasiado pelo negativismo de pessoas com quem convivo e, com quem trabalho. Isso tem me criado um estado de "tanto se dá, como se deu" que se está a refletir demasiado na minha vida pessoal e saúde mental. E como tudo o que é demais, enjoa (e já vamos em três meses disto...) marco o meu regresso ao blog para me lembrar que a partir de hoje, acabou!

 

Sim, acabou! Nem que tenha que fazer força para isso! Já chega de ver a vida a passar por mim sem lhe dar cavaco de nada. Respirar fundo e alinhar o foco. Lembrar-me de tudo aquilo que tenho de bom na vida e tudo aquilo por que anseio viver. Mandar a Sweetener "procrastinadeira" tirar umas férias e reencarnar aquela que está sempre de bem com a vida!

 

Tentar, nem que seja uma vez por semana, vir aqui. Ler-vos e deixar-vos ler-me. Escrever, que tanta paz e tranquilidade me traz à alma. Gravar mais um registo de como me senti naquele determinado dia ou semana, para a posterioridade. Aplicar regras do NÃO!

 

NÃO me deixar afetar por negativismo alheio.

NÃO argumentar com aquilo que não vale a pena.

NÃO pensar nem cuidar de pessoas que não cuidam de mim.

NÃO deixar a vida decidir o que quer que seja sem eu ter um dizer.

NÃO me deixar afetar por a minha identidade ter sido novamente descoberta.

E mais importante: NÃO deixar que suguem a minha energia nem tão pouco a minha luz!

 

Todos temos direito a deixar que a vida nos leve por 'segundos' para sítios que não queremos para assim, sabermos realmente onde pretendemos estar e que rumo tomar. Cabe-nos, com ou sem ajuda, saber quanto tempo queremos ficar no limbo até termos a capacidade de nos levantarmos e seguir caminho. O vosso corpo e mente dir-vos-ão, quando essa hora chegar... Alinhem o foco, que eu, finalmente recebi as instruções para alinhar o meu! Bom Domingo 

 

31
Mai17

O porquê das coisas

O post de hoje foi escrito com um pesar enorme, para além de uma grande dose de reflexão.

 

Ontem, na minha visita habitual por blogues alheios, encontrei um post que me deixou muito reflexiva. O título despertou-me a curiosidade, mas sendo quem era, nunca pensei que o mesmo fosse o conteúdo do post. Uma das pessoas que sigo com maior regularidade decidiu fechar o blog. Por falta de tempo, segundo ela, falta de conteúdos interessantes, optou por tomar essa decisão. Deixou-me triste, não minto, apesar de conseguir compreendê-la na perfeição...

 

A maioria das pessoas que decide criar um blog é por este ser um certo escape. Uma forma de desanuviar da vida real, do stress e da rotina. Uma forma de conhecer pessoas de um outro meio, todas elas reais também, mas com um certo secretismo que dá piada à coisa. Pessoas que não nos conhecem no dia-a-dia, pessoas que são imparciais e a quem podemos contar aquelas pequenas coisas que não dizemos a outros, e que aqui, não nos denunciam. Pessoas que nos acalmam quando é preciso, que mostram o outro lado da coisa, diferentes pontos de vista. 

 

E isso faz-me chegar ao ponto chave. 

 

Um blog não é algo que tenha retorno imediato. Pelo menos o meu não teve. Porquê? Provavelmente porque eu não me dediquei a ele como devia. Porque publicava de mês a mês, porque não respondia a horas a quem aqui vinha, porque não visitava outros blogues, porque não me dava a conhecer. Em dois anos de Sweetener, posso dizer que estive aqui talvez nem meio ano. A atenção diária, deu-se quando estive em Londres. Recomeçou agora, depois de ter ido até à outra ponta da Europa. Felizmente, consegui manter. Talvez por estar desempregada de momento, talvez porque comecei a ver que existem pessoas desse lado, que em vez de lerem apenas, falam comigo. E esse retorno tem sido tão bom, que me tem feito ficar. 

 

Mas isso faz me pensar... E quando a minhas condições de vida mudarem? Será que mudarei igualmente com vós? Será que o tempo se tornará tão escasso e precioso que não me permita vir até cá e dizer, nem que seja só um olá? E mesmo que tenha tempo para isso, será que vale a pena manter um blog quando só se vem cá dizer que se está vivo, mesmo sem conteúdo?

 

Por isso digo, que a compreendo. E compreendo tão bem. Há dias em que a inspiração é tanta, que até me sinto mal por vos dar trabalho em vir-me ler e falar. Não penso em abandonar o blog, não, claro que não. Mas tenho receio de entrar nessa espiral e de sentir a mesma necessidade...

 

Que a inspiração e a vontade venham, e que venham com força. Muitos de nós usam 'isto' como escape, e é um escape tão bom como outro qualquer. Que a sinceridade prevaleça acima de tudo, que sejamos sempre honestos e que saibamos quando chega a altura certa de parar. 

 

Boa quarta-feira blogueiros, mantenham-se por aí 

 

04
Mai17

Ocupar os tempos livres

Tempo livre é coisa que não me tem faltado ultimamente. Por opção, decidi quando regressei a Portugal fazer uma pequena pausa no meio laboral e aproveitar, já que o Doce se encontra também desempregado, para passarmos mais tempo de qualidade juntos. O prazo inicial por mim estipulado foram os dois meses, e como tal, as férias estão quase a acabar e está quase na altura de me fazer à vida e começar a procura de trabalho, porque o dinheiro não dura sempre!

 

No entretanto, também para aproveitar os dias livres, despoletei antigas paixões e tentei mudar alguns hábitos de sedentarismo. Tenho ido caminhar e tenho também, pintado. Pois é, voltei às pinturas. Voltei a pegar nas ferramentas que o meu extremamente útil curso de artes visuais me deu (só que não) e tenho ocupado grande parte do meu tempo assim.

 

No 12º ano foi o ano em que inseriram no nosso leque de técnicas a pintura a óleo. Aprendemos as coisas básicas de como utilizar e misturar cores, a junção de água rás ou terbentina e mesmo o próprio óleo, que não só ajuda a manter as cores fixas numa tela, como lhes dá uma maior durabilidade. Nessa mesma altura comecei um quadro. Claro que, não consegui termina-lo durante o ano letivo, tendo ficado com ele em casa, arrumado a um canto.

 

Já lhe tinha deitado o olho imensas vezes mas a danada da minha preguiça era o costume. Porque ao pegar no quadro, tinha que começar a passar um bom tempo nele. Não compensa a preparação das tintas de óleo se não se for pintar no mínimo dos mínimos duas-três horas.

 

E muito raramente, uma vez por semana se tanto, lá passo uma tarde inteira de volta da minha obra prima. Uma boa forma de não enferrujar, e uma excelente forma de passar tempo! 

 

Desse lado, alguém é da área das artes? Já experimentaram pintar a óleo? 

 

21
Abr17

Tratar da roupa

Hoje venho falar-vos de um dos mais banais trabalhos domésticos: a roupa.

 

Desde cedo que vejo a forma como a minha mãe coloca a roupa a lavar, desde separa-la por cores, à forma como a estende e ainda como a arruma. Nada disso me parecia uma tarefa de teor extraordinário, e muito menos uma tarefa difícil até ao dia em que saí e vi outras formas de tratar da roupa. Uau, afinal é preciso ciência. Ou será que é só inteligência...?

 

A minha mãe nunca se sentou comigo e me ensinou a pôr uma máquina a lavar, nem me disse como estender cuecas, meias ou camisolas. Aprendi a ver, e pelos vistos aprendi muito bem.

 

O primeiro processo é o da preparação da roupa. A parte pré-lavagem é mais importante do que aquilo que muita gente possa pensar. É isso que vai ajudar, em muito, a boa lavagem da roupa. Ora, colocar a roupa do direito ou do avesso, vai muito ao critério de cada pessoa. A minha mãe coloca a maioria do avesso porque diz que por dentro é que ela está suja, já eu, acredito que deveria ser do direito, porque foi essa parte que esteve em contacto com o exterior. O primeiro pau de dois bicos, portanto. Mas acho que temos as duas razão, tendo em consideração que aqui em casa, ninguém tem trabalhos muito sujos e que a roupa está 'limpa'. A questão aqui é... Ou de um lado ou do outro, mas nunca uma perna ou uma manga para cada lado! Ou como é isso?!

 

Depois da lavagem, vem o processo de estender. Uma coisa aparentemente tão fácil mas que afinal é imensamente difícil para tanta gente... Há quem sacuda a roupa, quem a endireite pelas costuras (quando é possível), quem deixe as meias direitinhas estando prontas a apanhar, dobrar e arrumar. E depois há quem estenda conforme saiu da máquina, toda enrodilhada, dobrada e mais que dobrada, vincada, torta, com uma perna para cada lado como foi colocada a lavar e etc. 

 

Será que é assim tão difícil de entender que, com pequeninas coisas, aparentes perdas de tempo, se pode poupar imenso trabalho quando à apanha, arrumação e dobragem? Não sou nenhuma mestra das tarefas domésticas. Nada disso, até porque a minha mãe é que põe a roupa a lavar na maioria das vezes. Mas apesar de não me terem ensinado diretamente, é quando confrontados com estas coisas que vemos quem levou a lição bem estudada de casa e quem não.

 

Um dia, um amigo da família disse que avaliava o caráter das pessoas pela forma como estendiam a roupa na rua. Aquilo pareceu-me tão preconceituoso e até ridículo, mas acreditam que hoje lhe dou imensa razão? Porque é, efetivamente verdade. A teoria comprova-se.

 

E vocês? Como estendem a roupa? Bom fim-de-semana! 

 

Venham daí!

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