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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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Ser feliz com adoçante!

07
Jun19

Os cursos do IEFP

Inscrevi-me neste curso com toda a vontade. Com receio, claro está que o que chega ao fim do mês não fosse suficiente mas lá se aperta o cinto noutro buraco e a coisa vai indo. Tenho tido opiniões, das pessoas que vão sabendo, que estou a desperdiçar tempo e recursos do estado. Porque sejamos sinceros, toda a gente pensa assim. Eu também.

 

Já lá vão três meses de formação e eu estou como peixe na água. Estou a gostar sinceramente daquilo. Então agora, que entrou em cena a gestão de recursos humanos e contabilística, estou nas nuvens! Sinto-me com 15 anos, com aquela sede de conhecimento e aprendizagem (a maioria não sentiu isto, eu sei. Sou um caso especial). Mas depois olho em volta...

 

Os meus colegas chegam a tarde e más horas, sem justificações (é sempre culpa do autocarro). Quando em aula, é telemóvel ou pc a toda a hora (curso de informática, recursos constantes). Há quem passe as aulas a ver filmes. Há quem passe as aulas na conversa. Há quem venha só quando lhe apetece. Comecei a perceber que, em 16 pessoas, três ou quatro estão verdadeiramente interessadas em aprender. Só três ou quatro é que estão ali de vontade e não a viver à custa do desemprego (dessas quatro, somos só dois a usufruir dele. Os outros dois não têm descontos suficientes). Todos os outros estão ali só porque sim. Porque é mais fácil pegar num caderno e caneta (e quando a levam!) e ficar sentado das 9h às 17h a ouvir alguém falar. E quando o formador/professor pergunta algo, vêm as respostas das chacha dos distraídos, que conseguem sempre os risos porque são uns engraçados. 

 

A mais nova tem 20 anos e o mais velho 45. Cinco que estão na casa dos 30, nunca trabalharam na vida. Andam de formação em formação, a receber os apoios do estado sem lhe darem nada em troca. E eu, que tenho 23 e 3 anos de descontos ando aflita, por achar que já devia ter 5!

 

Fico triste por estar incluída neste leque. Porque cá fora, somos todos iguais. Somos todos "sugadores do estado e das minhas contribuições". Ninguém sabe quem tem vontade ou não, quem recebe ou não. Fico triste porque estou ali mesmo para aprender e só eu sei quanto me está a custar a diferença de rendimentos ao fim do mês. E anda ali tanta gente a brincar...

 

Confesso que tenho dias, quando vejo as contas a pagar, que me apetece desistir e ir trabalhar. Já estive na corda bamba duas vezes. Mas mesmo com dificuldade, vou até ao fim. Posso acabar numa loja de roupa na mesma mas já não tenho SÓ o 12ºano. Pode não me levar a lado nenhum a nível público mas a nível pessoal, é uma realização tão mas tão grande... Estou feliz! E não interessa o que os outros pensam! Eu é que sei da minha vida! 

 

Bom fim-de-semana! 

 

16
Abr19

Aquele momento em que... #89

... constato com os meus colegas em como fomos crianças felizes!

 

Em como nos enchia o peito saltar nos sacos de batatas, arrancar cenouras e ficar com a rama na mão, andar em baloiços feitos de pneus ou partes de mangueiras pendurados em árvores. Correr descalços pelos regos da água durante as regas e ouvir a avó a ralhar. E tantas, tantas outras!

 

O que é que as crianças têm hoje? Tecnologia. Tecnologia e mais tecnologia.

 

E sabem o que dói mais? É quando estes assuntos vêm à conversa, os miúdos olharem para nós e acharem que somos extraterrestres por termos sido felizes com tais coisas...

 

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(Imagem retirada da internet)

 

25
Mai17

O Círculo

E foi ontem que finalmente aproveitei o Festival do Cinema e me dirigi a uma das salas para assistir a uma bela sessão de entretenimento. A ideia inicial era ver o filme português "Perdidos", mas felizmente para eles e infelizmente para nós, a sessão estava esgotada. Ok, vamos pensar noutras opções, vamos lá ver. Porque não ver aquilo que se prevê acontecer na humanidade? Porque não ver "O Círculo"? E foi mesmo esse. Também por pouco, mas conseguimos.

 

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Tenho que admitir que, tirando o final, foi tal e qual o que esperei. Trata uma temática que me interessa e ao mesmo tempo me preocupa muito. A forma como estamos a deixar a tecnologia preencher as nossas vidas, invadir a nossa privacidade. Quando será que vamos parar? Qual será, e será que existe limite para o ser humano? Nem sei se fiquei mais admirada ou preocupada com a real dimensão que isto pode tomar, porque é algo que não me parece estar longe de acontecer. Cabe nos a nós, a cada um de nós reduzir um bocadinho de toda esta pegada tecnológica.

 

Vi, gostei e recomendei. Alguém por aí tem opiniões diferentes a dar? 

 

21
Mar17

Isto de ter novas tecnologias

O meu (antigo atenção!) telemóvel não estava estragado. Estava lento, mais a cada dia que passava, mas todas as funcionalidades eram usadas sem qualquer problema. O fator 'fora de moda' nunca me incomodou, mas admito que havia coisas que ele não tinha que já me começavam a fazer falta. Foi o telemóvel que tive durante mais tempo - três anos.

 

Este 'bicho' tem tudo e mais alguma coisa. Ainda só passou um dia e já o ADORO! Já instalei tanta coisa, e tirei tantas fotos. A qualidade de imagem é fenomenal! Tem uma enorme capacidade de memória entre tantas outras coisas. E isto de ter câmara frontal... É uma verdadeira delicia! Mais! Tem uma aplicação que conta os passos que dou. Acham isto normal?! 

 

Ele gozou tanto comigo... Diz que pareço uma criança que recebeu o primeiro telemóvel. E tem razão, é praticamente isso: eu também me sinto assim, como uma criança mas super super feliz!

 

Após a reação tida e as descobertas feitas nesta pequena maravilha, tenho a certeza que estava verdadeiramente desactualizada no que diz respeito a esta vertente da tecnologia. Se estava!

 

Ainda não acredito que tenho um telemóvel que saiu há pouco mais de um mês para o mercado. Ainda não acredito que o Doce orquestrou isto tudo nas minhas costas sem eu, que sou uma desconfiada por natureza, suspeitar de nada! Mais uma vez, obrigada Doce 

 

10
Ago15

Geração em risco

Sou muito crítica em relação a tudo o que me rodeia. Tenho o defeito de ver defeitos, se é que assim se pode chamar... Diariamente uma nova situação. O que falo hoje é apenas um pequeno pormenor, um simples aspeto. Olho para as crianças e sinto que o futuro está seriamente comprometido. E de quem é a culpa? Dos pais. Exclusivamente dos pais. Aposto agora que esses mesmo pais me vão cair em cima. Vão dizer-me que sou uma miúda que nada sabe da vida e/ou que quando for mãe, também não vou gostar de ouvir uma 'fedelha' fazer estas afirmações. De qualquer das formas, mantenho o meu ponto de vista.

 

Eu fui criança. Fui criança no verdadeiro sentido da palavra. Andei de baloiço, corri, caí, esfolei-me, trepei árvores, puxei cabelos, entre tantas outras coisas. Traduzido a miúdos: tive infância. E o que é que as crianças têm hoje? Tecnologia. Computadores, telemóveis e tablets, tudo o mais moderno possível. E isto acontece porquê? Simplesmente porque os pais têm perguiça. Perguiça de os aturar. Perguiça de lhes transmitir valores, de os ensinar. É tão mais fácil comprar-lhes tudo sem se preocuparem com nada.

 

E sabem o que me dói mais? Saber que estas crianças nunca saberão o que é ter infância. Nunca saberão o que é ter infancia porque não sabem o que é brincar...

 

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