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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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Ser feliz com adoçante!

19
Set18

Confidencialidade hotel - hóspede

O que me traz aqui hoje, como o título indica é a questão da confidencialidade hotel - hóspede.

 

No início desta minha aventura pelo ramo do turismo, foi-me dito que nunca deveria dar informações a alguém do exterior sobre alguém que estivesse ou viesse a estar alojado na propriedade. Pareceu-me bizarro até que entendi o porquê. Veja-se que, quando um casal chega a um hotel, podem nem sempre ser um 'casal'. Pode ser uma facadinha no matrimónio. Quando uma pessoa vem sozinha, pode nem sempre vir em turismo. Pode estar a fugir de algo ou alguém. Entre tantas outras opções que não me vou dar ao trabalho de enumerar.

 

Hoje tive um senhor que me veio perguntar se fulanos X e Y estavam cá hospedados. Com um sorriso, informei que não lhe poderia confirmar nem negar essa informação. Pensei que o assunto terminasse por aqui mas não. Fui ofendida e chamada de diversos nomes impróprios. O meu profissionalismo e educação foram postos em causa. E eu já nervosa, porque sou uma criatura demasiado sensível, convidei o senhor a sair que, a praguejar, lá o fez.

 

Será que estamos assim tão mal? Será que só porque alguém não nos responde o que queríamos ouvir, temos que partir para o insulto? Será que não entendem que há informações que não podem ser facultadas pelos exemplos acima mencionados? Será que há assim tantos broncos?!

 

É tão triste ao ponto que se chega...

 

 

 

18
Mai17

Afinal ainda há pessoas honestas

Saí de casa para ir pagar uma fatura, e como não me apeteceu levar carteira, enfiei tudo para os bolsos. Dinheiro e telemóvel de um lado, chaves de casa e lenços do outro. Ia muito sossegada, já com o assunto resolvido, e tirei o telemóvel do bolso porque alguém me estava a ligar.

 

Entretanto, ouço berros...

 

- Oh menina, menina!

 

(Não deve ser para mim, penso eu e continuo na minha)

 

- Oh menina! Não o semeie que ele não nasce!

 

Quando meto as mãos ao bolso e dou conta, o Sr. já está a vir na minha direção, com uma nota de 10€ que eu deixei cair ao chão, aquando a retirada do telemóvel. Provavelmente, só daria conta quando chegasse a casa. Nunca saberia onde, quando nem se de facto os teria perdido!

 

Ainda há pessoas honestas, hã? 

 

03
Mai17

Sobre o tal processo de seleção

Como disse anteriormente, na sexta fui à minha primeira entrevista desde o regresso. Ao meu primeiro processo de seleção, uma coisa que nem sabia o que ser.

 

À hora marcada lá cheguei. Estavam três pessoas, comigo quatro. Candidatas, eram só três: uma senhora com os seus quarenta anos, eu e uma rapariga com provavelmente mais um ou dois anos que eu, que achou por bem levar a mãe a uma entrevista de emprego. Pouco depois, fomos chamadas para uma sala onde nos entregaram umas folhas com testes de lógica. O momento em que a orientadora sai, foi o momento em que o recreio começou. Uma a dizer que tinha mais que fazer, a outra a dizer que tinha voltado à primária, ambas a dizerem que não estavam para aquilo, e eu, que me tentava concentrar, interrompida por elas que me picavam a entrar na onda. Como nem a cara da folha levantei, desistiram de me puxar e continuaram a festa sozinhas. Até que a senhora volta e pergunta simpaticamente o que se está a passar. A mais nova, diz arrogantemente que tem mais que fazer e que quer ir à entrevista e - passo a citar - bazar daqui. A outra, diz que não é nada e baixa-se numa aparente tentativa de concluir o exercício. De três, passámos a duas.

 

Entretanto houve uma troca de testes e recebi um teste de personalidade, enquanto que a outra senhora recebeu mais um de cálculo. Mais uns resmungares mas lá se calou. A orientadora volta e pede-lhe que a acompanhe, coisa que ela faz, mas não sem antes me desejar boa sorte para a entrevista e sair sorridente. Poucos segundos depois, a responsável volta e dá me mais um teste de cálculo. E se eu vos disser que já não me lembrava do quanto gostava de matemática?! Foi uma delícia ter um cronómetro e problemas matemáticos para resolver!

 

Chegou a minha vez e percebi que ia ser entrevistada pela senhora que nos orientou a sessão toda. Foi tudo muito básico, quis saber todo o meu historial laboral, os motivos de entrada e saída de cada trabalho, defeitos e qualidades e do resto tudo um pouco. Entretanto disse que a vaga que tinham para me oferecer (que pelos vistos não foi a mesma para todas) era trocando por miúdos trabalho de escritório. Papéis, papéis e mais papéis - tudo o que sempre quis! 

 

Disseram que num prazo máximo de quinze dias seria chamada para a entrevista no verdadeiro contexto onde me seriam ditos horários, vencimentos e funções e que, quer positiva quer negativa, seria contactada com uma resposta.

 

No dia, vim cheia de espetativas. Agora, nem sei. Costuma dizer-se: que seja o que Deus quiser!

 

21
Abr17

Tratar da roupa

Hoje venho falar-vos de um dos mais banais trabalhos domésticos: a roupa.

 

Desde cedo que vejo a forma como a minha mãe coloca a roupa a lavar, desde separa-la por cores, à forma como a estende e ainda como a arruma. Nada disso me parecia uma tarefa de teor extraordinário, e muito menos uma tarefa difícil até ao dia em que saí e vi outras formas de tratar da roupa. Uau, afinal é preciso ciência. Ou será que é só inteligência...?

 

A minha mãe nunca se sentou comigo e me ensinou a pôr uma máquina a lavar, nem me disse como estender cuecas, meias ou camisolas. Aprendi a ver, e pelos vistos aprendi muito bem.

 

O primeiro processo é o da preparação da roupa. A parte pré-lavagem é mais importante do que aquilo que muita gente possa pensar. É isso que vai ajudar, em muito, a boa lavagem da roupa. Ora, colocar a roupa do direito ou do avesso, vai muito ao critério de cada pessoa. A minha mãe coloca a maioria do avesso porque diz que por dentro é que ela está suja, já eu, acredito que deveria ser do direito, porque foi essa parte que esteve em contacto com o exterior. O primeiro pau de dois bicos, portanto. Mas acho que temos as duas razão, tendo em consideração que aqui em casa, ninguém tem trabalhos muito sujos e que a roupa está 'limpa'. A questão aqui é... Ou de um lado ou do outro, mas nunca uma perna ou uma manga para cada lado! Ou como é isso?!

 

Depois da lavagem, vem o processo de estender. Uma coisa aparentemente tão fácil mas que afinal é imensamente difícil para tanta gente... Há quem sacuda a roupa, quem a endireite pelas costuras (quando é possível), quem deixe as meias direitinhas estando prontas a apanhar, dobrar e arrumar. E depois há quem estenda conforme saiu da máquina, toda enrodilhada, dobrada e mais que dobrada, vincada, torta, com uma perna para cada lado como foi colocada a lavar e etc. 

 

Será que é assim tão difícil de entender que, com pequeninas coisas, aparentes perdas de tempo, se pode poupar imenso trabalho quando à apanha, arrumação e dobragem? Não sou nenhuma mestra das tarefas domésticas. Nada disso, até porque a minha mãe é que põe a roupa a lavar na maioria das vezes. Mas apesar de não me terem ensinado diretamente, é quando confrontados com estas coisas que vemos quem levou a lição bem estudada de casa e quem não.

 

Um dia, um amigo da família disse que avaliava o caráter das pessoas pela forma como estendiam a roupa na rua. Aquilo pareceu-me tão preconceituoso e até ridículo, mas acreditam que hoje lhe dou imensa razão? Porque é, efetivamente verdade. A teoria comprova-se.

 

E vocês? Como estendem a roupa? Bom fim-de-semana! 

 

27
Mar17

A primeira vez que abasteci o carro

A primeira vez que isso aconteceu não foi ontem nem num tempo necessariamente recente mas ver acontecer aos outros aquilo que me aconteceu, fez-me soltar uma gargalhada e recordar todos os estados e momentos do pânico do dia em que me aconteceu a mim.

 

Corria o mês de Setembro quando precisei do carro da mamã para me deslocar ao trabalho. Ela advertiu-me sobre o combustível existente poder não ser suficiente para os quase 150km totais desta deslocação. O ponteiro estava no primeiro tracinho, 1/4, e achei que o dito levava bem 40€ de gasolina. Assim foi, já estacionada e pronta para abastecer o carro, visto que os trabalhadores estavam todos a atender alguém, lá tive que ir pegar na mangueira e fazer eu o trabalho. Marquei os 40€ e comecei a abastecer para o querido me poder levar ao destino sem interrupções.

 

Estávamos perto dos 30€ quando a mangueira me deu um puxão e parou. Não percebi porque é que aquilo tinha acontecido e voltando a puxar o que devia, continuei o meu serviço. 33€ outro puxão, 34€ igual. Hum, alguma coisa se passa, mas depois de olhar para todo o recinto das bombas de gasolina continuava a não haver ninguém disponível. Aperto novamente quando por volta dos 36€ a gasolina me começa a cair aos pés. Entrei em pânico total, não sabia o que fazer! A pessoa que estava atrás de mim para abastecer já estava a rir, os empregados das bombas continuavam ocupados e eu aflitíssima por aquilo ter acontecido! Corri para dentro do local de pagamento e quando chegou a minha vez lá disse o que tinha acontecido.

 

Com um grande sorriso de gozo a senhora lá me disse que não havia problema nenhum, para além de ter que pagar a gasolina vertida no chão. Voltei a questionar se não haveria problema, se o facto de ter vertido pelo carro abaixo não seria um perigo e ela ainda a rir, disse-me que não. Ok, respirei de alívio, paguei a quantia ridícula de 36,53€, entrei no carro como se nada tivesse acontecido e fui à minha vida, corada que nem um tomate pela burrice e vergonha passada.

 

Ontem enquanto a minha mãe atestava o carro vi acontecer o mesmo a um jovem rapaz na bomba do lado. Vi os mesmos sinais de pânico, vi-o a correr para o funcionário provavelmente a fazer as mesmas perguntas que eu. Senti a vontade de rir que a funcionária sentiu quando foi comigo, senti pena dele porque certamente também devia ser a primeira vez, e acredito que tal como eu, nunca mais vai abastecer o carro e vai esperar sempre que seja um funcionário a fazê-lo!