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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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Ser feliz com adoçante!

26
Ago19

O SNS no seu melhor!

Na altura da minha segunda cirurgia, o cirurgião que me operou através do SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia) ou mais conhecido "Vale-Cirurgia", disse-me que daí por três meses, seria chamada para uma consulta de seguimento e respetiva alta no hospital de origem do meu pedido de cirurgia. Esses três meses passaram, um ano, dois, até hoje.

 

Na semana passada, recebi uma carta dos CHUC (Hospitais Universidade Coimbra) - o tal hospital de origem, para ir à consulta pré-cirúrgica. "Esperem lá, como assim? Fui operada há mais de dois anos e estão a chamar-me para a consulta pré-cirúrgica? Deve ser brincadeira".

 

Liguei para lá e depois de dois dias inteiros a tentar que me atendessem, lá consegui. Expliquei que devia haver um engano uma vez que já tinha sido submetida à cirurgia há dois anos através de um vale-cirurgia. Notei claramente a gaguez da moça que se limitou a dizer-me para lá ir, dizer o que lhe dissera para assim ter alta.

 

Compreendo que os tempos de espera estejam pela hora da morte, da mesma maneira que compreendo que o meu caso não era urgente. Agora não consigo compreender esta falta de comunicação entre instituições. Logo no momento em que aceitei o vale e marquei consulta, devia ter sido feita a comunicação entre eles. Descobri agora, que nem sabiam que já tinha sido operada... Dá para entender como são tratadas as coisas no serviço nacional de saúde. E do meu ponto de vista, não muito bem. Já parece a mentira pregada no dia 1 de Abril! 

 

20
Set17

A minha primeira agenda!

Há anos e anos que eu sonhava em ter uma agenda. Nunca a comprei, nem sei muito bem porquê. Sempre me contentei com um caderno de linhas com separadores que chegava para os efeitos.

 

Mas agora, que já tenho mais obrigações e compromissos, sinto uma necessidade de andar com os dias em ordem e saber a cada vez que viro a página, aquilo que tenho para fazer durante toda a semana. Foi assim que este ano, não resisti à tentação de comprar uma agenda. Mas calma, não comprei uma qualquer... Fui vaidosa até mais não e atirei me de cabeça à Mr. Wonderfull!

 

Vi que este ano tinham quatro agendas diferentes: duas de argolas, uma com vista diária e outra com vista semanal e duas tipo livro, respetivamente. Logo aí o processo de escolha complicou-se. Qual seria o artigo mais vantajoso? Será que precisaria de vista diária, ou a semanal chegava? E em termos de tamanho: mais de bolso ou caderno A6? Acabei por me decidir pela vista semanal, no formato caderno. Apesar de grande, consigo andar com ela todos os dias na carteira e tem me dado um jeitão enorme! Só tenho pensado no que raio estava a pensar para não ter comprado uma agenda antes! É um bocadinho infantil se calhar, eu sei... Mas não consegui resistir! 

 

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Adoro as frases motivacionais que tem todos os dias, um texto mês a mês. Os post-it que tem no final da agenda que dão um jeitão! Um planeamento mensal para as contas. Autocolantes que talvez seja a coisa que menos usarei, mas de resto: TOP! Estou encantadíssima! 

 

E vocês? Têm agendas ou sentem necessidade de as ter? Contem-me tudo 

 

21
Abr17

Tratar da roupa

Hoje venho falar-vos de um dos mais banais trabalhos domésticos: a roupa.

 

Desde cedo que vejo a forma como a minha mãe coloca a roupa a lavar, desde separa-la por cores, à forma como a estende e ainda como a arruma. Nada disso me parecia uma tarefa de teor extraordinário, e muito menos uma tarefa difícil até ao dia em que saí e vi outras formas de tratar da roupa. Uau, afinal é preciso ciência. Ou será que é só inteligência...?

 

A minha mãe nunca se sentou comigo e me ensinou a pôr uma máquina a lavar, nem me disse como estender cuecas, meias ou camisolas. Aprendi a ver, e pelos vistos aprendi muito bem.

 

O primeiro processo é o da preparação da roupa. A parte pré-lavagem é mais importante do que aquilo que muita gente possa pensar. É isso que vai ajudar, em muito, a boa lavagem da roupa. Ora, colocar a roupa do direito ou do avesso, vai muito ao critério de cada pessoa. A minha mãe coloca a maioria do avesso porque diz que por dentro é que ela está suja, já eu, acredito que deveria ser do direito, porque foi essa parte que esteve em contacto com o exterior. O primeiro pau de dois bicos, portanto. Mas acho que temos as duas razão, tendo em consideração que aqui em casa, ninguém tem trabalhos muito sujos e que a roupa está 'limpa'. A questão aqui é... Ou de um lado ou do outro, mas nunca uma perna ou uma manga para cada lado! Ou como é isso?!

 

Depois da lavagem, vem o processo de estender. Uma coisa aparentemente tão fácil mas que afinal é imensamente difícil para tanta gente... Há quem sacuda a roupa, quem a endireite pelas costuras (quando é possível), quem deixe as meias direitinhas estando prontas a apanhar, dobrar e arrumar. E depois há quem estenda conforme saiu da máquina, toda enrodilhada, dobrada e mais que dobrada, vincada, torta, com uma perna para cada lado como foi colocada a lavar e etc. 

 

Será que é assim tão difícil de entender que, com pequeninas coisas, aparentes perdas de tempo, se pode poupar imenso trabalho quando à apanha, arrumação e dobragem? Não sou nenhuma mestra das tarefas domésticas. Nada disso, até porque a minha mãe é que põe a roupa a lavar na maioria das vezes. Mas apesar de não me terem ensinado diretamente, é quando confrontados com estas coisas que vemos quem levou a lição bem estudada de casa e quem não.

 

Um dia, um amigo da família disse que avaliava o caráter das pessoas pela forma como estendiam a roupa na rua. Aquilo pareceu-me tão preconceituoso e até ridículo, mas acreditam que hoje lhe dou imensa razão? Porque é, efetivamente verdade. A teoria comprova-se.

 

E vocês? Como estendem a roupa? Bom fim-de-semana! 

 

23
Jan17

Serei demasiado maníaca?

Toda a minha vida fui organizada e muito metódica. Sempre me impus limites e objetivos a cumprir, com diferentes tipos de recompensa: estudar e ter boas notas, para não desiludir os meus pais; ser boa filha por um dia esperar receber essa retribuição, o mesmo serve para namorada, irmã, entre tantas outras coisas que agora não me vêm à mente. Gosto de ter tudo planeado, tudo debaixo de rédea curta. Saber que tenho sempre uma margem. Se quiser comprar uns doces, poder. Se quiser ir passear, poder. Se quiser muito aquela peça de roupa, poder. Se quiser não fazer nenhum durante um tempo, poder. Resume-se tudo nisto: fazer para poder. 

 

Sempre organizei o meu dinheiro de forma muito rigorosa, aplicando-me castigos quando deixava o orçamento escorregar por qualquer que fosse o motivo. Verdade seja dita, morava com a minha mãe, o que me permitia uma gerência limpa e clara, e consequentemente uma boa margem de poupança. Tudo a planear o futuro (talvez seja esse mesmo o meu problema). Estou sempre a pensar em longo prazo: quando quiser ir morar sozinha, ou junta, onde vou ter dinheiro para isso? E o casamento, pagar-se-à sozinho? Os filhos, a vida em si, o funeral?! Ok, estou a pensar muito lá longe mas não é verdade que é o que temos mais certo...?

 

Gosto de discutir, de ter divergências de opinião, de confrontos, de pessoas que disponham de temas interessantes, que me dêem luta, vontade de contra argumentar. Tenho aquele vício de achar que tem de ser tudo "à minha maneira". Gosto de ter razão, gosto de ter a última palavra.

 

Serei só demasiado maníaca, ou maníaca pelo controlo...?