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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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14
Dez18

Desafio - 52 Semanas

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Semana 50: Pessoas que eu admiro.

 

Esta para mim, é demasiado fácil. Podia dizer tantas pessoas, tantas coisas que eu admiro... Mas não posso tirar mérito a quem de direito e assim, vou falar na minha mãe.

 

Admiro a minha mãe muito para além do facto de ser minha mãe. Admiro a minha mãe porque toda a vida se adaptou. Foi e é uma pessoa de muito trabalho, seguiu as vontades do marido quanto à emigração. Trocou de país, voltou a terras lusas contra a vontade. Deixou um casamento, uma casa, o sonho de uma vida para se manter a salvo a ela e às filhas. Sem trabalho, sem casa própria, mas nunca se deixou maltratar. Cresceu enquanto mulher e hoje, é uma valente mulher de tomates, como se costuma dizer. Criou duas filhas praticamente sozinha, passou pela adolescência, os namoros e todas essas provas sem um apoio masculino. Ficou desempregada e escavou tudo o que pôde para continuar a pôr o pão na mesa. Tem vindo a perder a audição com o passar dos anos, e mesmo assim sorri para a vida. Por todas estas, e mais algumas, tenho uma admiração enorme pela minha mãe.

 

(Não quero de forma alguma desvalorizar outros lutadores. Sei que há pessoas que merecem mais admiração pelas batalhas diárias que travam, seja por alguma deficiência seja por problemas graves de saúde. Todos nós merecemos louvores, porque todos, uns mais que outros, é certo, lutamos da maneira que sabemos e conseguimos para nos manter à tona.)

 

24
Abr17

Furar as orelhas

Ontem foi tema de conversa o momento épico de furar as orelhas.

 

Aqui a peste fazia das suas para ser obrigada a tirar os brincos. Deviam fazer-me alergia ou o raio que eu não aguentava muito tempo sem fazer alguma. Furaram me as orelhas três vezes. A última, pelos meus 6 anos quando fiz um valente dói dói. Um dói dói a sério. Caí na escola e rasguei a orelha, a primeira e mais velha cicatriz que trago no corpo. Como a minha mãe achou que só um brinco não tinha piada, tirou me o outro, acabando os buracos por fechar.

 

Numa vinda a Portugal, a minha mãe decidiu furar-me as orelhas novamente. Eu, que já sabia o quanto custava e comecei a fazer daquelas birras fáceis de aturar. Sem mais opção, disseram que, caso não chorasse, teria direito a um Cornetto de morango. Têm a noção do que significava um Cornetto há quinze anos para mim?! Era o Céu! A menina lá foi e o primeiro furo aguentou. Mas ao segundo, deu-se um gemidozinho e ficou-se cheia de medo de já não receber o dito.

 

Mas a mamã achou que me portei bem e lá me comprou a recompensa!

 

As crianças realmente são umas interesseiras 

 

21
Abr17

Tratar da roupa

Hoje venho falar-vos de um dos mais banais trabalhos domésticos: a roupa.

 

Desde cedo que vejo a forma como a minha mãe coloca a roupa a lavar, desde separa-la por cores, à forma como a estende e ainda como a arruma. Nada disso me parecia uma tarefa de teor extraordinário, e muito menos uma tarefa difícil até ao dia em que saí e vi outras formas de tratar da roupa. Uau, afinal é preciso ciência. Ou será que é só inteligência...?

 

A minha mãe nunca se sentou comigo e me ensinou a pôr uma máquina a lavar, nem me disse como estender cuecas, meias ou camisolas. Aprendi a ver, e pelos vistos aprendi muito bem.

 

O primeiro processo é o da preparação da roupa. A parte pré-lavagem é mais importante do que aquilo que muita gente possa pensar. É isso que vai ajudar, em muito, a boa lavagem da roupa. Ora, colocar a roupa do direito ou do avesso, vai muito ao critério de cada pessoa. A minha mãe coloca a maioria do avesso porque diz que por dentro é que ela está suja, já eu, acredito que deveria ser do direito, porque foi essa parte que esteve em contacto com o exterior. O primeiro pau de dois bicos, portanto. Mas acho que temos as duas razão, tendo em consideração que aqui em casa, ninguém tem trabalhos muito sujos e que a roupa está 'limpa'. A questão aqui é... Ou de um lado ou do outro, mas nunca uma perna ou uma manga para cada lado! Ou como é isso?!

 

Depois da lavagem, vem o processo de estender. Uma coisa aparentemente tão fácil mas que afinal é imensamente difícil para tanta gente... Há quem sacuda a roupa, quem a endireite pelas costuras (quando é possível), quem deixe as meias direitinhas estando prontas a apanhar, dobrar e arrumar. E depois há quem estenda conforme saiu da máquina, toda enrodilhada, dobrada e mais que dobrada, vincada, torta, com uma perna para cada lado como foi colocada a lavar e etc. 

 

Será que é assim tão difícil de entender que, com pequeninas coisas, aparentes perdas de tempo, se pode poupar imenso trabalho quando à apanha, arrumação e dobragem? Não sou nenhuma mestra das tarefas domésticas. Nada disso, até porque a minha mãe é que põe a roupa a lavar na maioria das vezes. Mas apesar de não me terem ensinado diretamente, é quando confrontados com estas coisas que vemos quem levou a lição bem estudada de casa e quem não.

 

Um dia, um amigo da família disse que avaliava o caráter das pessoas pela forma como estendiam a roupa na rua. Aquilo pareceu-me tão preconceituoso e até ridículo, mas acreditam que hoje lhe dou imensa razão? Porque é, efetivamente verdade. A teoria comprova-se.

 

E vocês? Como estendem a roupa? Bom fim-de-semana! 

 

04
Abr17

Gatos e cães, será boa opção?

Durante o tempo que morava na aldeia com os meus avós, tive dois cães. Foram nossos companheiros até a altura da mudança, quando vim para a cidade e ficámos impossibilitadas de os trazer. Eram cães de aldeia, habituados à rua, a ladrar... Incompatível com um apartamento. Acabámos por entrega-los a uma instituição. Na altura nada diferente podia ter sido feito. 

 

Quando a nossa vida mudou em termos financeiros e a minha mãe conseguiu recuperar a sua independência recebi um gato pelo aniversário. Sempre foi um desejo de criança, nunca antes concretizado não por falta de opções mas porque alguém não autorizava. Já estamos juntos há cinco longos anos, e assim espero continuar pelo menos por outros tantos.

 

Mas a minha mãe nunca recuperou da perda forçada dos nossos cães e continuou sempre a querer um. Tal como um gato era ideia minha, o cão era a ideia dela e ultimamente tem falado nisso com bastante frequência. Apesar de eu e a minha irmã lhe fazermos ver todos os prós e contras ela parece estar absolutamente decidida. Não é que nós não queiramos, claro que gostávamos, mas acho que apesar de tudo, não reunimos as melhores condições para tal. Sei bem que as despesas são para a minha mãe e que é ela que manda. Sei bem que a responsabilidade de passear o cão ou cadela será principalmente dela. O problema no meu ponto de vista é outro, capaz de ultrapassar todos os 'ses' que tenho: o meu bebé, o Blacky. É um macho e sempre foi o único macho da casa. É TUDO dele e todos sabemos que os gatos são super territoriais. Ele recebe imenso carinho, ele tem imensa atenção - atenção essa que não é dividida com ninguém. Ele dorme nas nossas camas. Ele é um verdadeiro mimado. E isto pode correr verdadeiramente mal.

 

A minha questão é: será mesmo boa ideia meter um cão cá em casa?