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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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Ser feliz com adoçante!

12
Fev19

Vamos a isso?

Estas últimas três semanas têm sido um descanso e ao mesmo tempo um desespero. Não me lembro de alguma vez ter tido três semanas de férias seguidas. Aproveitei para pôr coisas em dias, enviar currículos, informar-me e quando dei por ela, já se passaram.

 

Hoje, tornei-me oficialmente desempregada. Uma desempregada com direito ao desemprego mas que com sorte, nem chegarei a ativar... Porque hoje, tive uma entrevista. A primeira resposta da dúzia de currículos que tenho enviado. E amanhã, vou fazer o dia experimental. Não quero deitar já os foguetes porque pode não ser aquilo que estou a pensar e só no final do dia de amanhã saberei. Mas pelo que me foi dito, já é melhor do que aquilo que tinha.

 

Por isso, estou confiante! Que seja bom! 

 

23
Jan19

Uma mudança inesperada

É engraçado como as coisas acontecem às vezes. Falamos com pessoas, sobre coisas sem termos a mínima noção do que pode mudar logo em seguida. Foi assim o meu Domingo.

 

Estava sossegada, a fazer o meu turno quando o boss apareceu. O mesmo informou-me que tinha tido uma reunião com o Turismo do Centro e que o hotel iria sofrer remodelações para atrair mais e variados turistas. Consta que, as rececionistas necessitam de qualificações, coisa que eu, no papel, não tenho. E posto isto, foi-me comunicado que o meu contrato não seria renovado.

 

A reação inicial foi de choque. Choque porque não contava minimamente e porque horas antes, tive uma conversa engraçada com a senhora da limpeza. Mas por incrível que pareça. não estou triste. Claro que estou alarmada pelas contas que tenho para pagar, mas triste não. Então o Doce, parece que só lhe faltou abrir o champanhe. Tenho que admitir que não estava bem, tanto que uma das minhas resoluções de ano novo era mudar de trabalho. Olhem, acabou por acontecer, ainda com vantagens, uma vez que não me demiti e terei direitos que não teria.

 

Assim, Domingo foi o último dia que vi o padeiro, sem o saber. Sem aviso, foi o meu último dia de trabalho, porque fiquei a gozar férias até fim de contrato. Sem aviso, sem contar, sem ter que me chatear, saiu-me um 'peso' de cima. E assim se fecha mais um ciclo, mais uma experiência. Experiência boa porque adorei o turismo, e sem dúvida que adorei ser rececionista. 

 

Mal acabe o vínculo laboral, é mãos à obra! Um novo desafio me espera! 

 

19
Set18

Confidencialidade hotel - hóspede

O que me traz aqui hoje, como o título indica é a questão da confidencialidade hotel - hóspede.

 

No início desta minha aventura pelo ramo do turismo, foi-me dito que nunca deveria dar informações a alguém do exterior sobre alguém que estivesse ou viesse a estar alojado na propriedade. Pareceu-me bizarro até que entendi o porquê. Veja-se que, quando um casal chega a um hotel, podem nem sempre ser um 'casal'. Pode ser uma facadinha no matrimónio. Quando uma pessoa vem sozinha, pode nem sempre vir em turismo. Pode estar a fugir de algo ou alguém. Entre tantas outras opções que não me vou dar ao trabalho de enumerar.

 

Hoje tive um senhor que me veio perguntar se fulanos X e Y estavam cá hospedados. Com um sorriso, informei que não lhe poderia confirmar nem negar essa informação. Pensei que o assunto terminasse por aqui mas não. Fui ofendida e chamada de diversos nomes impróprios. O meu profissionalismo e educação foram postos em causa. E eu já nervosa, porque sou uma criatura demasiado sensível, convidei o senhor a sair que, a praguejar, lá o fez.

 

Será que estamos assim tão mal? Será que só porque alguém não nos responde o que queríamos ouvir, temos que partir para o insulto? Será que não entendem que há informações que não podem ser facultadas pelos exemplos acima mencionados? Será que há assim tantos broncos?!

 

É tão triste ao ponto que se chega...

 

 

 

17
Jul18

Mentalidades

Há coisas que me moem o juízo. Assim para o muito, que me fazem querer explodir de raiva pela ignorância e estupidez alheia. Pela racismo, as opiniões aparvalhadas. Por tudo.

 

Somos apenas quatro funcionárias aqui no hotel. Três rececionistas e uma empregada de limpeza. Sou a mais nova, sendo que todas elas têm idade para ser minhas mães. Há situações em que se torna-se estranho esta diferença abismal, confesso, mas damos-nos todas bem.

 

O que não funciona bem para mim é a mentalidade delas. Delas e de tanta gente nesta sociedade mas foco-me nelas porque existe uma convivência diária. Uma mais que outra, mas acho que nunca tinha visto uma mentalidade tão retrograda. Pelo menos, não numa pessoa na casa dos 40.

 

A partir do momento em que trabalhas na hotelaria, ou no atendimento ao público em si, sabes que vais encontrar bastante diversidade. Diversidade essa que, talvez pela minha idade, seja fácil de aceitar. Ou porque tento ser mente aberta. Ou porque a delas é fechada demais.

 

A grande maioria das reservas chega pela Booking. As pessoas colocam o nome, a data da estadia, o contacto e o número de pessoas que vêm. A grande surpresa é quando.... Chanã: chegam duas pessoas do mesmo sexo. Começa a discriminação. Não chega a ser aquela discriminação odiosa, porque em frente aos hóspedes o teatro é perfeito. Mas mal viram costas...

 

- "Qua sorte a minha, aturar panascas!"

- "Já viste isto? Até parece que não tinham mais para onde ir!"

- "Olha, o quarto que veio são dois fofinhos!"

 

Entre tantas outras.

 

Sou heterossexual e por isso, tive a minha vida facilitada. Nunca soube o que era ter que mentir sobre os meus sentimentos, ser ofendida na rua ou gozada pela minha orientação sexual. Mas não suporto ver alguém passar por isso. Fico fula e sinto que até perco o discernimento. Só me apetece dar um abanão na pessoa e desejar secretamente que o cuspo lhe caia em cima.

 

Sei que é muito feio o que acabei de escrever mas é só no que penso. Nestas mães que, em vez de ensinarem a diversidade do amor aos filhos, educam-nos com este preconceito. Estas crianças tornam-se adultos, e vão ensinar tal como foram ensinados. E o ciclo, nunca se quebra...

 

Sinto-me ofendida sem ser diretamente comigo. Ofendida com tanta ignorância. 

 

11
Jun18

Reservar hotel: plataformas ou direto?

Hoje trago-vos uma questão que certamente apoquentará muita gente quando chega a deliciosa hora de marcar férias, nem que seja apenas aquela escapadinha ou o mini-break ideal.

 

Apesar de eu ser daquelas que ainda acredita nas agências de viagens, verdade é que a internet nos permite cada vez mais marcar tudo à nossa vontade e gosto. Sites como a Trivago, Momondo ou a Booking, tornaram-se o nossos melhores aliados. Além de reunirem toda a informação importante relativamente aos espaços e envolvências, disponibilizam o mais variado feedback que outros viajantes tiveram a boa vontade de partilhar com o mundo.

 

Como rececionista de hotel, tenho aprendido muito. Não só porque não sou de forma alguma da área de turismo como admito nunca ter pensado enveredar pela área. A oportunidade surgiu e confesso que está a ser uma experiência fantástica e muito recompensadora, o que é maravilhoso.

 

Isto leva-me ao ponto chave: reservar numa plataforma ou tratar diretamente com o hotel?

 

Eu aconselho a reservar diretamente com o hotel, mas depois de dar uma olhada numa plataforma. E isto porquê? Porque todos os hotéis têm os preços de tabela que, podem ou não coincidir com os valores apresentados nas plataformas. Na maioria dos casos, podem negociar. Estando ou não cientes, as plataformas cobram taxas absurdas em comissões. Fala-vos quem fazia tudo através da Booking, e acreditem - mudei a minha opinião. Numa qualquer reserva, as comissões rondam os 20%, o que traduz um pagamento de quase 20€ numa reserva de 100€!

 

Mas negociar como?

 

É fácil! Como digo em cima, as comissões são muitos altas e a maioria dos hotéis prefere mexer no preço que receber a reserva pela plataforma. Continuando a utilizar os valores acima: compensa a um hotel baixar o preço para 90€, e estes serem limpos que receber 100€ do hóspede e ir buscar apenas 80€. E quem sai a ganhar com isto? Todos! Porque o hóspede paga efetivamente menos e o hotel consegue preservar mais.

 

Testando a teoria, reservei duas noites para um mini-break em Setembro. Vi os preços na Booking e em todas as plataformas a fim de encontrar o valor mais baixo. Em seguida, liguei para o hotel em questão e perguntei quais os preços para as noites pretendidas. O valor dado pela rececionista foi o mesmo que nas plataformas. Aí, disse à senhora que tinha conhecimento das taxas que as mesmas cobravam e se poderiam fazer algum ajuste no preço. Prontamente, recebi uma resposta positiva e poupei assim 15€ do meu bolso e mesmo assim, o hotel ainda ficou a ganhar 12€ com a minha reserva direta. 27€ que não foram para os cofres da Booking. 

 

Mas atenção: nem todos os hotéis têm esta margem de manobra. Por isso é que perguntar é sempre a melhor solução. Não custa nada e não ofende ninguém.

 

Espero que este post seja útil, que vos ajude a negociar e a conseguir sempre os melhores preços para o tão merecido descanso! Lembrem-se que tentar, não custa nada!