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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

Sweetener

Ser feliz com adoçante!

22
Abr19

O que fica no pensamento das crianças

Espero que todos tenham tido uma boa Páscoa! Com doces q.b. e muita animação familiar.

 

Isto leva-nos ao tradicional almoço de Domingo, seguido da visita pascal. É por hábito ter para a mesma, uma mesa com uma jarra de flores, uma laranja, um folar ou são bento e um envelope com a côngrua. Quando finalmente chega a hora do "Cristo ressuscitou. Aleluia. Aleluia" entram pela casa,  normalmente 4 pessoas: o padre (ou substituto), o senhor que carrega a cruz, o que traz o sino e o que levanta a côngrua. (Todos sabem o que é a côngrua, certo?). Na aldeia dos meus avós os filhos destes respetivos senhores costumam vir a acompanhar a "procissão". Ontem, quando chegou a nossa vez, uma das meninas entra, vai direta à mesa e diz:

 

- Pai, aqui não há envelope!

 

O pai rapidamente a ajuda a "procurar" o dito cujo e lá percebem que sim, há envelope.

 

Uns riram-se pela audácia da miúda, outros, como eu, pensam no que se está a ensinar às crianças e em como a igreja católica infelizmente se tornou um negócio...

 

(Não me batam por esta última linha que escrevi. É a minha opinião)

 

31
Dez18

O melhor ano da minha vida

Este é só mais um post cheio de todos os planos que cumpri ou que pensei vir a cumprir, um clichê pegado naquele tão aguardado resumo de tudo o que foi feito neste ano. O título diz que foi o melhor ano da minha vida, e sem dúvida alguma que o foi. Nestes 23 anos, em que metade deles não entraram para esta avaliação (por ser criança, claro), 2018 foi o meu ano.

 

Comecei 2018 chateada. Chateada com o Doce, numa chatisse que virou zanga, e uma zanga que continuou a descambar pelos dois meses seguintes. Chegou ao ponto limite e a bomba rebentou. E com ela, rebentei eu também.

 

Depois de quase três anos a viver com estes sentimentos de agonia, de apatia, a juntar a outros dez de falta de amor-próprio, ganhei coragem e procurei um especialista. Resolvi-me, resolvi conflitos do passado e percebi que coisas que eu achava sem nexo, moldaram demasiado a minha maneira de ser. Percebi que fora vítima de bulling nas diferentes vezes que mudei de país. Aprendi a perdoar. E a cereja no topo do bolo: aprendi a amar-me.

 

Inscrevi-me no ginásio e mudei a minha alimentação. Disse adeus definitivo a 5kg e a 9% de gordura corporal. Aumentei a massa muscular e a minha força num geral. Reduzi no sal e drasticamente no açúcar. Deixei de beber sumos, o ponto alto de toda esta jornada.

 

Resolvi-me com o Doce e decidimos em cima do joelho, ir morar juntos. Tivemos percalços e despesas não previstas mas mesmo com uma corda ao pescoço, não nos afogámos. Dividimos tarefas de uma forma que nunca pensei ver acontecer.

 

Investi verdadeiramente em mim. Tratei o psicológico, o corporal e vai a meio o espiritual. Entrei numa duvida religiosa, e tenho questionado muita coisa desde então. Foi o pior ano, desde que me lembro em poupança. Nem um tostão. Mas sinto-me a super mulher por ter conseguido até aqui, pagar renda, alimentação, mobilar a casa, prestação do carro, ginásio, depilação a laser e afins. Foi um verdadeiro desafio, talvez o maior até hoje. 

 

Para 2019 não quero grande coisa. Espero que tudo o que alcancei não desapareça, estou deserta que chegue Julho para acabar com a prestação do carro e finalmente me sobrar algum ao fim do mês. Quero saúde para mim e para os meus. 

 

Desejo a todos vós um excelente ano novo.

Que alcancem tudo o que não conseguiram este ano e ainda mais!

 

Feliz 2019! 

 

(P.S.: Nos próximos dias responderei aos comentários que estão em atraso, visitarei os vossos blogues e farei as minhas atualizações. Acabarei de publicar o Desafio das 52 Semanas, que ficou em falta nas duas últimas semanas. Mais uma vez me desculpo. Isto de estar sem computador faz mais falta do que eu pensava)

 

27
Dez18

O nosso primeiro Natal

Começo este post com um pedido de desculpa. Desculpem por não vos ter vindo desejar um feliz natal. Como previsto, o meu portátil foi-se e como fiquei em casa nestes dias de natal, não tive acesso a um computador para conseguir dar aqui um saltinho. Acabo de perceber que fui destaque, e que a equipa do Sapo não quer que seja o fim. O fim do Toshiba foi, infelizmente. Mas o fim da Sweetener, esse não será para tão cedo de forma alguma! 

 

Este ano, foi o primeiro natal que passei com o Doce, enquanto família. Como tal, e para 'celebrar' a casa nova, a consoada foi passada aqui. Foi uma noite extremamente animada, não fosse a minha família tagarela e tudo correu dentro do melhor. Acho que todos se sentiram bem-vindos e que o espírito que se espera nestes dias foi alcançado. Os presentes, pelo menos o que me calhou, foram perfeitos. Já não me lembrava de ficar feliz e contente com todos eles. Nenhum foi uma 'desilusão'. Acredito que os nossos também tenham sido bem recebidos, embora de pouco valor mas todos com muito sentimento.

 

Agora, estou de volta ao trabalho e para compensar a gazeta no Natal vou trabalhar na passagem de ano. Uma pessoa nem queria, mas o que tem que ser, tem muita força. 

 

Espero que os vossos natais tenham sido felizes e que tenham vivido bons momentos. E toca a preparar essas resoluções de ano novo, que ele já está curioso, aí ao virar de esquina! 

 

30
Jun17

Pessoas com sorte

Sou uma sortuda e nem sabia... Possuo a infeliz qualidade de me agarrar a tudo o que é negativo enquanto o que é importante fica de parte. Tenho tanta coisa boa que devia dar graças por ter... Todos temos um pouco desta qualidade, certo? Aquilo de querer sempre mais, querer que tudo esteja nos parâmetros que achamos corretos, que idealizamos. Ter todos os I's com pontos.

 

E porquê querer mais quando o que temos chega tão perfeitamente? Passo a vida a questionar tudo. Aquilo que tenho, o que não, o que devia ou não devia ter. Questiono porque tenho o pai que tenho mais a porcaria de família paterna que me saiu na rifa, por exemplo. Porquê?!

 

Não aceito e revolto-me, mato-me interiormente para nada! Tudo, porque durante anos vi a coisa da perspetiva errada. Tudo, porque durante anos tentei mudar coisas e pessoas que não podiam ser mudadas. E afinal sempre tive de um outro lado gente tão boa... Tios, primos, avós. Quase tudo gente que se preocupa, que está presente e que ajuda quando é preciso. Porque será que nunca vi com olhos de ver? Porque é que nunca me contentei com meia família?

 

Porque até agora, achei que tinha meia família quando na verdade é essa meia que importa.

 

20
Mar17

Sobre ontem

O meu dia ontem começou bem cedo. Esta coisa de querer viajar nas low cost e poupar algum dinheiro, tem por preço a falta de horas de sono. Levantei-me à segunda hora do dia, e cheguei perto da nona hora ao Porto. Pela primeira vez, ao sair com a minha bagagem tinha alguém à minha espera do outro lado: o Doce. Foi uma sensação tão boa, tão aconchegante. Tão semelhante a sentir-me em casa e de volta à vida maravilhosa que tinha!

 

Lá fomos os dois, todos contentes e eu a rir até ao carro. Reparei desde o primeiro segundo que ele trazia um saco com ele, mas decidi não perguntar nada até este me ser entregue...  Ao abrir, vejo que a compra que prometi ser a primeira que faria em território nacional já não se iria concretizar. Porque o malote estava ali, à minha frente! Palpável, real! O meu coração veio fazer os trabalhos de casa aqui ao blog e decidiu ser o Pai Natal que eu falava e oferecer-me este mimo! Fiquei delirante - a mala ainda era mais bonita ao vivo. 

 

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Ia toda lampeira para dentro do carro quando ele me pergunta se não vou abrir a mala, ver como era por dentro. Estranhei ele estar tão interessado e abri a dita cuja. Havia mais um embrulho lá dentro. Meia desconfiada, abri e admito que ia sofrendo um ataque cardíaco. Acho que ainda hoje estou um bocadinho em choque... Ele comprou-me um telemóvel. E não foi um qualquer... 

 

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Depois do choque inicial, entrei finalmente no carro e rumámos a Viseu. Durante a viagem ele contou-me toda a organização desta enorme surpresa e eu fiquei tão derretida por pensar no trabalho todo que ele teve para me agradar... Já disse que só gosto de telemóveis brancos e que o pobre homem andou feito doido à procura deste? E que ele avaliou todas as vertentes do 'bicho', sistema operativo, câmara, etc para chegar à conclusão que este telemóvel era a minha cara? E já disse que é efetivamente a minha cara?! Oh meu Deus! Ele surpreendeu-me mesmo!

 

Chegar a casa foi uma sensação do outro mundo. As minhas Marias, o meu Blacky, a minha casa, o meu quarto, a minha cama... Oh que saudades de tudo isto! Tive um dia em cheio, em todos os sentidos. Estou tão feliz por voltar para casa. Olá Portugal, olá Viseu, estou de volta!

 

Boa segunda-feira!