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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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03
Out18

Ser saudável, de corpo e mente... #6

Hoje, venho falar da segunda e mais importante vertente desta rubrica: a mente.

 

Até podemos ser muito fits, correr a meia maratona, ter um corpo escultural, uma vida desafogada, uma relação estável (seja com outrem, seja com os próprios), uma bela casa e tudo o que aparenta ser felicidade. O que infelizmente temos grande tendência a esquecer, é que a mente, é o nosso motor. O foro psicológico é só a parte mais importante de uma estabilidade geral. Podemos ter tudo o que digo em cima, mas sem a mente sã, de nada serve.

 

Abordo este tópico hoje porque nunca soube o que era gostar de mim. O eu que aparecia no espelho era tão longe daquilo que sonhava ser. Fui vítima de bulling na escola, nomeadamente quando os meus pais decidiram regressar a Portugal. Felizmente, nada físico, mas fiquei com mazelas que nem eu sabia que tinha. Muito provavelmente tudo começou aí. Os anos foram avançando e as 'amizades' mudando. As minhas colegas tinham peito, e eu não, elas davam beijinhos a tudo o que mexia, e eu não. Elas eram rebeldes, e eu não. Uma interminável lista que não vejo necessidade de prolongar. Note-se que me orgulho de ter sido uma criança calma. Foquei-me nos estudos por opção, porque foi tudo aquilo que quis. 

 

Cresci e pouca coisa mudou. O foco no estudos manteve-se, as poucas amizades também. Um primeiro amor perfeito que me fez acreditar num mundo justo, e um segundo (amor) que matou todas essas ideias. Um corpo com imperfeições e a vergonha de vestir um bikini. Uma carta de condução que não se tirou à primeira, um ingresso falhado na universidade. Todas estas coisas contribuíram para ter chegado ao ponto que cheguei. Em fevereiro deste ano tomei (finalmente) a decisão de consultar um especialista, e recorri à psicologia.

 

A medo, marquei a primeira consulta. Pensei muitas vezes o que iria lá fazer verdadeiramente e porquê gastar dinheiro quando talvez nem fosse necessário. Quando lá cheguei, a conversa fluiu tão bem que nem dei pelo tempo passar. Percebi que algumas gavetas da minha vida que eu acreditava em nada terem influência, tinham. Resolvi muitos nós e aprendi a perdoar-me. 

 

O amor próprio é a minha grande luta, e é uma luta constante. Nestes últimos meses percebi que eu tenho que me agarrar a mim em primeiro lugar e não nos outros. Porque por qualquer motivo, os outros podem desaparecer. E aproveitando a promo do leite Matinal, "Se eu gostar de mim, quem não gostará?". Gostar de nós próprios não tem de ser levado ao extremo. Quando o digo, falo nos padrões base. Aprendi a dizer não sem sentir remorsos. Aprendi a decidir mais por mim e menos pelos outros. E a minha maior vitória foi que me apaixonei pela pessoa que vejo no espelho. Com falhas, com defeitos. Porque é assim que a vida tem de ser.

 

A saúde mental é muito desvalorizada. Há pessoas que até chegam ao ponto de querer consultar um especialista mas por opiniões desconcertantes, desistem. Depois chega-se aos limites, onde o suicídio e ferir-mo-nos passa a ser uma opção. Graças a Deus, não cheguei a esse ponto, mas conheço muita gente que sim. A depressão, os esgotamentos e a apatia são reais. Procurem ajuda. Ir a um psicólogo não faz de ninguém maluco/a. Faz de alguém um corajoso/a, um lutador/a porque teve a noção que estava mal e quis tratar-se. 

 

A mudança começa aí. Nunca nos podemos esquecer que somos o maior amor das nossas vidas. O único que é verdadeiramente eterno. E por esse amor, devemos fazer tudo! 

 

27
Nov17

Os efeitos da pílula

Antes de mais, o tema de hoje é uma dúvida que surgiu como iluminação na minha mente depois de ler, ontem, um texto no blog d' A carta fora do baralho . 

 

Aliado ao 'problema' que me levou a ser operada ao mesmo, pela segunda vez este ano, enquanto adolescente, fui ainda massacrada noutro campo: o acne. Inicialmente era o normal mas cheguei a um ponto que procurei soluções e cheguei assim, à tão aclamada pílula. Tomo-a há cerca de seis anos. Depois de uma marca que me fez engordar a olhos vistos, mudei para outra que mantenho até aos dias de hoje. Ciclos regulados, acne zero e o peso voltou ao normal.

 

Voltando ao presente, e para vos fazer entender o ponto deste meu post há meses que me sinto como que apática. Quero dizer, vivo a minha vida normalmente, faço tudo aquilo que tenho para fazer mas é como que se algo não estivesse bem. Dou por mim inúmeras vezes a olhar para o ontem, não tenho aquela energia do costume. Como se tivesse virado comodista. Tanto se dá, como se deu. Estou muitas vezes a vaguear, a olhar para o vazio. 

 

Cheguei a falar com a família, com o médico para tentar perceber se fora a depressão que voltou. Segundo eles, não. Não há indícios disso e bem que podia ser só e apenas exaustão (Mas de quê?!). Acabei por deixar passar e, como não sei bem como explicar aquilo que sinto, guardei só para mim. Mas que algo está diferente, isso tenho a certeza absoluta que está.

 

Então, li esse texto e lembrei-me: e se for da pílula? 

 

Realmente já vi relatos de que, quando deixaram a pílula, se sentiram extremamente melhores com elas próprias, com menos variações de humor. Que o corpo sentiu mudanças e voltou a ser aquilo que era. E isso deixa-me a dúvida... Será que o que tenho sentido se deve a esta toma consecutiva de hormonas? Será que depois de seis anos, vou ter que optar por outras alternativas?

 

Por isso vos pergunto, mulheres desta blogoesfera: tomam a pílula? Acham que esta apatia pode ser resultado da mesma? Que diferenças sentiram quando começaram a tomar? Estarei só a culpar a pobre pílula da minha depressão mal curada e/ou preguiça? Obrigada! 

 

 

Venham daí!

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