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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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Ser feliz com adoçante!

07
Dez19

Parar, observar e respirar

Cantou, Angélico Vieira: "É engraçado como a vida nos prega, partidas. Quanto mais fortes pensamos que somos, caímos em armadilhas...". E isto, retrata tão bem a minha vida neste ano.

 

É engraçado, como somos capazes de nos tornar personagens da nossa própria vida. Como conseguimos confundir aquilo que pensamos querer, aquilo que pensamos ser correto, o que achamos que esperam de nós, com aquilo que queremos e precisamos verdadeiramente. 

 

Desde que a minha identidade foi descoberta, há cerca de um ano, que tenho calado muitas coisas que gostaria de ter mencionado aqui. Dúvidas que tive em determinados momentos, medos, angústias... Mas, uma vez mais, pensei que pessoas do meu dia-a-dia ficariam a saber demasiado da minha vida e usar isso contra mim e então, optei por me calar. Optei por manter a fachada. A personagem que criei para mim. Aquela que fazia o esperado, o politicamente correto. A aparência de uma relação feliz. Os pseudo-projetos, planos futuros, desejos de casamento, filhos. A realização pessoal e profissional. O amor-próprio, quando tudo isto é uma grande hipocrisia.

 

Uma grande hipocrisia porque, algures no meio disto, perdi-me. Perdi-me e esqueci-me de quem fui, de quem queria ser. Deixei-me enrolar pela personagem e afoguei-me. Dei-me tanto e recebi tão pouco. Mas fiquei. Porque, vamos ser sinceros... "Eras a única encalhada e fracassada na tua família". Era assim que eu via, pelo menos. Deixei as minhas falhas, os meus erros toldarem o meu discernimento. Deixei que todas as vozes que me avisaram que eu não seria capaz, e como efetivamente não fui, levassem a melhor. Esqueci-me de ler, esqueci-me de procurar. Esqueci-me de querer sempre mais e melhor. Meia fraca, mas houve sempre uma voz em segundo plano. Dizia-me constantemente que "tu mereces mais", mas a vontade de não falhar novamente era tão grande que levei tudo até às últimas consequências. Conformei-me às minhas próprias dúvidas.

 

São agora visíveis os danos. Aqueles, que me provoquei conscientemente. E ter a noção disso está a ser a maior onda de todas. Aquela que quase me levou. Saber que fui eu e só eu que infligi isto a mim própria pelo meu desejo estúpido de agradar a toda a gente. 

 

Finalmente consegui parar. Observar. "Stop and stare. I think I'm moving but I go nowhere...". E eu estava mesmo a ir a lado nenhum. Nenhum positivo, pelo menos. Perdi a minha individualidade, a minha essência. Aquilo que me faz ser quem sou. Respirar. Tão simples, tão necessário, tão colocado em último lugar. Tão bom! Ver o mundo com os mesmos olhos mas agora com mais cor. Apreciar os pequenos prazeres da vida. Trocar a viagem de carro e ir a pé. Sentir o vento a lavar e levar esta personagem de mim. Recuperar-me, recompor-me.

 

Não é um processo fácil e muito menos rápido. É doloroso e nem todos os dias são alegres. Por vezes, a necessidade de carinho, atenção alheia torna-se demasiado alta. Alta ao ponto de criar confusão na nossa mente, questionar tudo: o que foi feito, o que nos trouxe até aqui.

 

Demorei, mas cheguei. "Wake me up when it's all over (...) all this time I was finding myself and I... Didn't know I was lost...". Sei agora que estive. Mas vou deixar de estar. 

 

Que este texto ajude, quem como eu, em algum momento se perdeu:

https://www.fasdapsicanalise.com.br/nao-deixe-de-ser-voce-mesmo-para-ter-um-relacionamento/

 

23
Jul19

Mau comportamento

É o que eu ando a ter convosco, eu sei... Disse há umas semanas que andava meio de férias no que toca aos blogs e tem sido mesmo. Não tenho escrito, nem visto/respondido aos vossos comentários, e muito menos lido os vossos cantinhos. Shame on me!

 

Isto do estudar tem que se lhe diga. É muito bom ter um horário fixo, de segunda a sexta, tenho que admitir. Fins-de-semana em casa e tal. Mas acreditam que me custa mais organizar assim? É uma correria sempre que preciso de tratar de um assunto nos serviços (banco, segurança social, médico) porque fecham sempre antes de eu estar livre. As idas ao ginásio foram reajustadas, e tudo junto tem me dado tanto trabalho e tão pouco tempo livre. 

 

No entanto, posso confessar uma coisa. Depois da espera finalmente: já tenho computador!  Não era exatamente aquilo que queria, tenho de admitir mas vai servir nos próximos tempos. 

 

O curso vai ter pausa na 1ª semana de Agosto. Finalmente vou puder descansar um pouquinho. Espero aí conseguir organizar-me de vez de modo a vir aqui com mais regularidade e escrever coisas com mais conteúdo. Vou tentar pôr tudo em dia brevemente! Esperem por mim! 

 

03
Mar19

Quatro anos de Sweetener!

Hoje é um dia especial. Hoje, estou de parabéns! O meu refúgio, o meu cantinho celebra quatro primaveras. Quatro anos em que tanta coisa mudou, quatro anos em que cresci tanto. Quatro anos de grande evolução, de aprendizagem. Quatro anos de realização pessoal.

 

Parabéns a todos vós: à equipa Sapo, aos que me acompanham desde o princípio, aos que chegaram no entretanto e aos que ainda vão chegando. É um orgulho tão grande ver o que alcançámos juntos. A decisão de criar um blog foi das melhores que já tomei na minha vida. E sem dúvida que a minha recompensa são vocês! Obrigada!