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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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Ser feliz com adoçante!

11
Mar19

Vamos viajar!

Dentro de uma semana, por esta hora, estarei na outra ponta da Europa. Lembram-se quando nas resoluções de ano novo, falei que em 2019 iria fazer uma viagem jeitosa? Pois é, eu e a Maria mais nova decidímos ir passear, vamos até Frankfurt!

 

Corria o mês de Outubro quando falámos no assunto, assim muito por acaso. Que seria giro fazermos uma viagem as duas, uma estreia entre irmãs, ir conhecer algum lugar novo. Sempre dentro da Europa, pensamos em imensas cidades mas a decisão acabou por um consenso. Tendo em consideração que o nosso pai anda para aqueles lados, pensámos que seria uma boa opção aproveitar a deixa e fazer uma visita. Faltava escolher quando. Março, Abril, Maio, era igual. Para mim tinha que ser após Fevereiro, pois só aí ia ficar mais folgada nas contas. (Ironia das ironias, acabei desempregada antes disto tudo)

 

Então a mana disse: "E porque não apanhar o dia do pai?". E pronto, é três em um. Viagem e visita, num dia especial. Assim, vamos (já!) na próxima segunda-feira e voltamos na quinta bem tarde. Alinhámos os pormenores e as coisas, comprámos os bilhetes e pronto, temos vivido nesta ansiedade maluca há quase meio ano. Claro que, eu ter ficado sem emprego abanou-me bastante. Nunca esteve em questão abdicar desta viagem (já está tudo pago) mas tornou-se um impedimento na procura de trabalho. Empresa alguma me faria um contrato e menos de um mês depois, dar-me uma semana de férias, não é... Logo, estive este mês meio que em intermitência. Fui a várias entrevistas mas mal falava do impedimento, fechava portas. 

 

Posto isto, não sei se alguém já foi a Frankfurt. Em caso afirmativo, têm alguma sugestão de restaurantes ou sítios que devamos visitar? Obrigada 

 

10
Out15

Coisas

Hoje sinto-me cheia de amor. Amor, de todos os lados possíveis.

 

Foi dia de falar com a mamã, a mana e os vovós no Skype. Foi dia de os ver, dia de me sentir amada e acarinhada. Senti-me tão em casa, ainda que não lhes pudesse tocar. Os pequenos gestos, fazem mesmo uma enorme diferença. Pequenas coisas, como dizerem que já têm castanhas guardadas para mim, quando os visitar, no natal. Sim, leram bem, castanhas. Faço anos no dia de S.Martinho, é a tradição, tem que haver castanhas nesse dia! Eles estão a apoiar-me tanto e eu sinto que de alguma forma, não lhes estou a retribuir o gesto. Mas vou fazer um esforço, e estes pequenos momentos dão-me força para continuar!

 

E depois, é o blog. Finalmente, consigo dedicar mais tempo ao blog e os frutos, começam a aparecer. Ontem, foi provavelmente o melhor dia do blog desde que o criei. 83 visualizações, 8 novos subscritores! Sei que, comparado a muitos é algo completamente insignificante mas para mim, é um número absolutamente fantástico! Ah, e mais, pela primeira vez, na página de leituras, vi o meu blog como sendo um dos recomendados! Estou tão contente por isso! Vou fazer de tudo para continuar assídua, e tentar deixar de fazer posts deprimentes mas sim de todas as coisas boas que esta nova aventura me vai trazer. 

 

Amanhã é um novo dia, e cada dia, é uma nova aventura! 

 

Obrigada! 

 

03
Out15

Diferenças

Há um ano atrás, quando decidi candidatar-me a uma universidade britânica, sabia que, se fosse aceite, muita coisa iria mudar na minha vida. Sair de casa, voltar aos estudos depois de um ano de pausa, conhecer pessoas novas, deixar a minha gente para trás, entre tantas outras coisas que esta mudança implicava. A parte que me moveu, foi a oportunidade de um futuro melhor. Só conseguia pensar que, uma licenciatura tirada no reino unido, ia valer uma fortuna no meu currículo. E provocar muita dor de cotovelo, claro.

 

Sou supersticiosa. Não tenho qualquer problema em admiti-lo. Já vivi situações que me fizeram acreditar que, quando alguém não gosta de ti ou simplesmente não suporta o teu sucesso, o mau olhado existe e pode vir com muita força. Não é que eu seja especial, não sou. Sou apenas mais uma comum mortal que tenta tirar o melhor partido do que a vida lhe dá. 

 

Vir para Londres, era a melhor prova que poderia ter para ver quem estava comigo e quem não. Ver quem me apoiava genuinamente, sem qualquer contra-partida. E tal como esperava, houve reacções bastante reveladoras.

 

Há umas semanas, num momento de fraqueza, disse aqui que me sentia triste por perceber que as amizades não eram tão fortes como eu julgava que fossem. Nunca fui uma pessoa com muitos amigos. Os meus conceitos de amizade, amor, família, entre outros, sempre foram muito singulares. Há uma enorme diferença entre colega e amigo, entre dizer adoro-te ou amo-te. Talvez seja por ser tão selectiva, que nunca vivi a vida normal de um adolescente. Nunca tive grandes amores, grandes amizades nem grandes festas para recordar.

 

Voltando ao ponto inicial deste post, a inveja, é um sentimento que caracteriza a minha jornada. Já ninguém acreditava que eu ia voltar a estudar. Aquilo que ninguém sabe, ninguém pode estragar. Por isso, tranquei este projeto a sete chaves durante o máximo tempo que pude. Até que apanhei o avião, cheguei a Londres, mudei os meus dados no facebook e começou a chuva de perguntas. Confesso, tenho me divertido imenso com os relatos que a minha querida mãe faz quando falamos, todos os dias, de todas as pessoas que perguntam e não perguntam por mim.

 

Fui surpreendida tanto pela positiva como pela negativa. Duas tias, que falam regularmente para saber como estou. O resto, que nem pergunta pela minha irmã porque sabem que depois parece mal não perguntar pela Nadine. Aquela única amiga, que eu pensava ser amiga e que afinal não o é. Aquele rapaz da festa, que fala comigo diariamente para saber tudo sobre esta aventura e os meus diferentes estados de espírito. Os amigos da mana, que me dizem olá pelo skype e me mandam muitos beijinhos e muita sorte. Aquele colega, com quem não falava há anos e me dá muita força para perseguir este sonho. A mãe, o pai, a irmã e os avós maternos que são os melhores do mundo.

 

Porque é nas pequenas coisas, que se veem as grandes diferenças.

 

 

18
Set15

Estados de espírito

Se tivesse que escolher um sentimento para descrever o que sinto, a verdade é que não saberia o que escolher. Estas últimas semanas, desde que acabou o contrato de trabalho e voltei a ficar enfiada em casa sem ocupação, a minha cabeça faz de tudo, pensa em tudo, e na verdade, acho que não pensa em nada!

 

As malas estão meias feitas, as papeladas estão todas tratadas, a família já foi mais ou menos informada. E eu, continuo neste estado zen como se nada fosse comigo. Porque é mesmo assim que me sinto, num magnifico estado zen. Acho que nem quando chegar a Lisboa, ao aeroporto vou estar mentalizada. Talvez só quando chegar a Heathrow e tiver um grupo de pessoas com camisolas vermelhas à minha espera, isto porque me inscrevi no programa de orientação (dura uma semana, tem como objectivo ajudar os estudantes internacionais a ambientarem-se à cidade, aos serviços básicos e afins).

 

Acabo por não saber até que ponto me sinto melhor ao pior pelo facto de ir completamente sozinha, por não conhecer ninguém, por ser uma experiência completamente nova. Exactamente por ir sozinha, optei por ficar nas residenciais para evitar todo o trabalho de procurar casa e a possibilidade de não me sair na rifa assim uns housemates muito simpáticos. No primeiro ano, a decisão está tomada, depois, logo se verá.

 

Faltam três dias. Três dias. É imenso tempo ainda! 

 

23
Ago15

Nostalgia

E o tempo continua a passar. Aliás, de dia para dia, corre, cada vez mais. Já faltam menos que 30 dias. Faltam 28 dias, 23 horas e 46 minutos para mudar de ares, para embarcar numa nova aventura, na maior de toda a minha vida. É algo que eu quero tanto e ao mesmo tempo, tenho tanto medo de fazer...

 

Vou celebrar as minhas duas décadas de vida longe casa, longe da minha família, longe das pessoas de quem gosto. Está claro que vou conhecer outras que farão parte da minha nova vida, da vida de universitária, que se tornarão especiais. Que vão partilhar os meus melhores momentos e suportar os dias mais difíceis. Sei que não serei a única a sofrer de homesickness, mas sou uma menina da mamã. As minhas expectativas estão tão altas quanto o meu receio. E se eu não for capaz de suportar as saudades? E se, e se... Tantos 'ses'!

 

Mas também existem as coisas positivas, que no final, são bem mais que as negativas. Depois de tanto trabalho, tanta burocracia consegui! A altura é a certa, é agora ou nunca. Tenho 19 anos e preciso de conhecer o mundo. Tenho tanta coisa para viver, tantas pessoas para conhecer, tantos dias para sorrir, para chorar, para ser feliz. E vai-me fazer tão bem mudar de ares. Mas tão bem mesmo!

 

Deposito em ti, Londres, todas as minhas esperanças, expectativas e sonhos.

Estou ansiosa por te conhecer! Até breve 

 

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