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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

Sweetener

Ser feliz com adoçante!

07
Ago21

Quando sorrimos à vida, ela sorri de volta

Que a vida é uma incógnita, todos sabemos. Que nos traz tudo (ou quase) nos momentos certos, também. Que por vezes nem nós sabemos que o momento era o certo e nos revoltamos? Sem dúvida! Mas se pararmos para respirar e fazer aquela introspeção necessária (e fundamental!) percebemos que há momentos que nos pareceram maus mas que estavam camuflados de coisas novas, tão boas e positivas, que até questionamos se as merecemos de facto!

 

Demorei muito tempo a perceber que era merecedora. Merecedora de "sorte", de amor, na sua forma mais pura e genuína. Em todas as áreas desta vida. Demorei demasiado tempo a encontrar o amor próprio, e encontrei-o da forma mais banal e ao mesmo tempo mais incrível possível. Os últimos dois anos da minha vida, têm sido uma montanha russa de emoções mas sobretudo, de evolução! Pasmo-me quando me olho ao espelho e finalmente, sinto orgulho naquilo que sou e me tornei (mesmo que me tenha desleixado, principalmente no exercício físico). Abraço as minhas cicatrizes e estou a aprender a viver com elas. Entender que sem eles, não estaria aqui. 

 

Tenho pena que as minha publicações se tenham tornado um pouco vagas. Além das ausências prolongadas, não tenho revelado/contado muito daquilo que tenho vivido e feito. Das pequenas às grandes coisas, de amores e desamores. Das novas experiências que tenho tido e de algumas que fui buscar ao baú... Gostava de estar a escrever mais do que aquilo que escrevo, mas por enquanto, posso só dizer-vos que finalmente, tudo se está a alinhar. O anonimato ou neste caso, já algumas lacunas nele, fazem com que eu não queira, para já, dizer tudo preto no branco e que saibam de coisas que ainda não quero revelar ao mundo. Espero que compreendam.

 

Votos de um excelente fim-de-semana! E se por acaso, estiveram naquela fase em que nada parece certo, acreditem que a vida, é aleatória e mais cedo ou mais tarde, tudo se alinha! 

 

27
Jun21

Alinhar o foco

Mais uma vez, voltou a passar demasiado tempo desde o meu último post. Demasiado tempo em que fiz "demasiado" pouco. Aquelas ausências a que, infelizmente, já vos habituei mas que tento (sem sucesso) combater. Até acordo com a vontade, a saudade, tudo aquilo que mantém a chama viva e a vida a funcionar. Chego a escrever neste e naquele pedacinho de papel, no bloco de nota do telemóvel quando tenho uma ideia de texto iluminada. Mas sentar-me, relaxar. Agarrar-me ao teclado e permitir-me ter uma hora em que me dedico a mim e a vocês, não tem acontecido...

 

No meu último post usei como título "Vê-los passar" e é exatamente, nada mais, nada menos do que aquilo que eu tenho feito. Encontrei um estado de apatia, comodismo onde o "deixa andar" é o mote do dia e sem me aperceber, deixei-me envolver por ele mais do que aquilo que gostaria.

 

A rotina, não existe. Ou existe, mas é só aquilo que tem mesmo que ser. Levantar, preparar, fazer o almoço, embalar, sair para trabalhar, regressar, dia sim dia não ir à formação, comer quando a vontade o permite e ir dormir. Toca o despertador and repeat all over again.

 

Dei conta que algo se estava a apoderar de mim e confesso, que deixei. Vai uma semana, vai outra e quando dou por mim, estou tão conformada que não me apetece fazer nada que saia deste loop em que me enfiei. Até a tarefa de ir às compras, sair de casa para caminhar, respirar outros ares me parece demasiado exaustiva para me dar ao trabalho de.

 

Mas há cerca de duas/três semanas que já me estou a irritar. Estou me a irritar a mim própria de maneiras que já nem me lembrava serem possíveis. Critico os outros, que vivem neste estado de comodismo e conformismo e mesmo assim, deixei que me apanhassem na mesma teia. Todos os dias digo que já chega, é hoje que isto pára mas... Não tem parado. 

 

Aborrece-me o facto de estar a deixar o humor dos outros domar o meu. Tenho me deixado influenciar demasiado pelo negativismo de pessoas com quem convivo e, com quem trabalho. Isso tem me criado um estado de "tanto se dá, como se deu" que se está a refletir demasiado na minha vida pessoal e saúde mental. E como tudo o que é demais, enjoa (e já vamos em três meses disto...) marco o meu regresso ao blog para me lembrar que a partir de hoje, acabou!

 

Sim, acabou! Nem que tenha que fazer força para isso! Já chega de ver a vida a passar por mim sem lhe dar cavaco de nada. Respirar fundo e alinhar o foco. Lembrar-me de tudo aquilo que tenho de bom na vida e tudo aquilo por que anseio viver. Mandar a Sweetener "procrastinadeira" tirar umas férias e reencarnar aquela que está sempre de bem com a vida!

 

Tentar, nem que seja uma vez por semana, vir aqui. Ler-vos e deixar-vos ler-me. Escrever, que tanta paz e tranquilidade me traz à alma. Gravar mais um registo de como me senti naquele determinado dia ou semana, para a posterioridade. Aplicar regras do NÃO!

 

NÃO me deixar afetar por negativismo alheio.

NÃO argumentar com aquilo que não vale a pena.

NÃO pensar nem cuidar de pessoas que não cuidam de mim.

NÃO deixar a vida decidir o que quer que seja sem eu ter um dizer.

NÃO me deixar afetar por a minha identidade ter sido novamente descoberta.

E mais importante: NÃO deixar que suguem a minha energia nem tão pouco a minha luz!

 

Todos temos direito a deixar que a vida nos leve por 'segundos' para sítios que não queremos para assim, sabermos realmente onde pretendemos estar e que rumo tomar. Cabe-nos, com ou sem ajuda, saber quanto tempo queremos ficar no limbo até termos a capacidade de nos levantarmos e seguir caminho. O vosso corpo e mente dir-vos-ão, quando essa hora chegar... Alinhem o foco, que eu, finalmente recebi as instruções para alinhar o meu! Bom Domingo 

 

15
Fev21

Vê-los passar

Tem sido assim, cada dia, cada semana, cada mês. Não tarda nada, um ano.

 

Tenho, como acredito que a maioria, visto a vida a passar por mim. Não tenho a real noção do tempo, do que já fiz ou do que me falta fazer. Se está na hora de ir apanhar ar ou ir dormir. Pegar nos sacos para ir às compras ou resumir-me ao meu horário laboral.

 

Antes de tudo isto, tinha formação em pós-laboral. Ia ao ginásio com uma frequência regular. Visitava os avós, ligava aos amigos. Lia livros, via séries. Planeava a minha vida.

Agora? Ironicamente, não sobra tempo. Não sobra ou só perdi a vontade e/ou capacidade de o gerir. É levantar, ir trabalhar, voltar a casa, petiscar, dormir. Quando a disposição abona, sou capaz de jantar em condições, colocar uma música animada e desfrutar da minha companhia. Dou por mim, todas as semanas, a pensar que volto aqui ao blog falar-vos mas quando efetivamente volto, percebo que voltaram a passar dois meses entre publicações.

 

Dois meses... Como é possível? Como é possível que agora que o mundo parou é que parece que o tempo tem brincado connosco? Não se sentiu o verão, as festas, o Natal, o Ano Novo. Parece que nada teve "valor" ou foi carregado do sentimento habitual. E eu, que mantenho a minha atividade laboral como se nada fosse, nada tenho para me queixar.

 

A Clínica continua aberta. A minha família saudável, os amigos também. O contrato renovou nos entretantos. Não há trabalhos perfeitos mas ali estou perto. Há quem diga que tive pouca sorte no que tive antes mas o facto, é que continuo a sentir-me no paraíso. Sinto-me abençoada por viver sozinha, ter o meu silêncio, a minha paz. Por ter aprendido a falar com os meus botões e por finalmente, gostar tanto deles! Estar cheia de planos e objetivos, ideias e projetos para tornar o meu lar cada vez mais meu e sobretudo, radiante pelo estado psicológico em que me encontro.

 

Bati ontem de frente com a frase "Quando descobres o valor que tens, não permites que mais ninguém duvide dele". Não é a primeira vez que a ouço mas agora, sinto-a de uma forma totalmente nova. Mais do que a sentir, é ver que à minha volta isso se nota. Fiz um upgrade à minha pessoa e sem dúvida, que isso, foi a melhor coisa que aconteceu neste último ano.

 

Encontrei o amor. O maior deles todos. E hoje rio-me por não perceber como demorei 23 anos a decidir procura-lo. Por não ter percebido que enquanto eu não me amasse, não poderia amar. Por não ter percebido que uma segunda pessoa serve para complementar e não completar.

E céus... Como é revitalizante por fim sentir-me completa! 

 

Que estejam todos completos e saudáveis desse lado! 

 

01
Abr20

Àqueles que chegam sem bilhete de volta

Ando há alguns meses para fazer este post. A ser correta, há meses que ando para fazer uma carrada deles mas entre a preguiça e a falta de tempo, a vida tem-me levado a melhor.

 

2019 foi um ano bastante longo. Um ano de mudanças, dúvidas mas de tantas certezas ao mesmo tempo. Um ano em que o desemprego entrou numa relação comigo e eu saí da relação que tinha. Foi o ano em que fiz a minha primeira viagem acompanhada além fronteiras. Um ano, em que os estudos me voltaram a fazer olhinhos e que eu me deixei seduzir por eles. Um ano que me trouxe pessoas e situações que me fizeram crescer tanto, em termos intrinsecamente emocionais.

 

E cresci, oh se cresci. A maior prova disso foi ter sido finalmente capaz de trocar um amor por uma amizade, com tudo o que isso acarretava. Qual é o propósito de uma relação se não caminhamos para o mesmo lado? Qual é o propósito se a base, que devia ser o amor, não está lá há imenso tempo? Chegámos a questionar-nos se alguma vez esteve sequer... E acho que essa, será de todas a pergunta mais difícil e que ficará eternamente por responder. 

 

Estava longe de imaginar tudo o que voltar a estudar me iria trazer. A anos-luz, para ser mais precisa. Trouxe-me pessoas, tão simples que nos acrescentam tanto. Que não precisam de ser de um extrato social superior para nos dar as maiores lições das nossas vidas. Obrigada a ti A., que mesmo sem saberes me amparaste. Me deste luz e esperança e me fizeste ter a coragem suficiente para dar a volta que eu tanto desesperava por dar à minha vida. Obrigada a ti Sr. Razão por me trazeres de volta e obrigada à vida por te ter colocado novamente no meu caminho. Obrigada por me acordares e fazeres ver que afinal estou viva e bem viva. Obrigada por me fazeres acreditar que tenho valor e que não podemos mudar a nossa essência só porque atravessamos uma tempestade. Que mais cedo ou mais tarde, o sol voltará a brilhar. E acredita, ele brilha.

 

Obrigada, por terem entrado e retornado, respetivamente, à minha vida sem bilhete de volta. E que nunca se arrependam, de não ter comprado a maldita viagem de regresso 

 

31
Dez19

O tradicional balanço anual

Não podia deixar de vir até aqui, no último dia deste ano de 2019.

 

Foi um ano de reviravoltas, uma montanha russa de emoções. Um ano de provações, pessoais e profissionais. Um ano de superação, de muitas batalhas vencidas e tantas outras guerras perdidas. Tudo aquilo que tomei como certo em 2018, 2019 mostrou-me que tinha melhor para me dar.

 

Voltar a estudar, depois de um desemprego totalmente inesperado, foi sem dúvida a melhor decisão deste ano. Uma decisão arrojada, muito arriscada em termos financeiros. Mas, com muito esforço, concluída com sucesso. Não só pelo aumento das minhas qualificações como pela enorme carga que conhecer pessoas novas provocou na minha vida. 

 

Terminei uma relação que me fez/está a fazer renascer das cinzas. Reforcei laços, criei novos. Percebi que tenho um grande suporte e que não tenho de ter vergonha alguma por ter que recorrer a ele. Parei de alimentar a personagem que criei e comecei a viver. Por mim, pelas minhas ambições, pelos meus sonhos. Sejam eles poucos ou muitos, ambiciosos ou meramente realistas. Assumi a minha opinião como sendo a mais importante e estou a aprender a distinguir aquelas que devem ser tidas em conta ou simplesmente descartadas. É um trabalho contínuo, um investimento pessoal. Um processo moroso mas tão, tão compensador.

 

Bem vistas as coisas, 2019 foi um bom ano. Um ano de mudanças. Que 2020 seja a minha folha em branco. E que continuem todos por aqui, a ver-me escrever esta história! Bom ano! 

 

Venham daí!

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