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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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16
Nov17

A minha prenda

Este ano, vivi um dilema monumental.

 

Tenho um excelente hábito de me presentear em diferentes alturas do ano, mas quando toca ao aniversário, tento ser sempre um bocadinho mais generosa. Gosto de sempre de comprar algo que me faz falta ou investir num produto que me traga benefícios a longo prazo. No ano passado, estava muito pobrezinha de ideias e então, porque o Doce precisava imenso, juntei o útil ao agradável e ofereci-nos um fim-de-semana de SPA. Este ano, a coisa estava muito difícil porque por incrível que pareça, não precisava de nada. Então, aparece o dilema: o que me oferecer?!

 

Desde que tirei a carta de condução que sonho ter o meu bolinhas. Mas toda a gente me desencorajou porque: "a tua mãe tem carro", "o teu namorado tem carro", "moras na cidade, anda a pé", "para que é que queres um carro? Olha que isso dá despesa e tens quem te empreste sempre que precisares!". Conseguem entender a minha indecisão, certo? Por um lado, eles tinham razão. Salvo raras exceções, tive sempre boleia para onde quer que fosse mas... Queria um bolinhas meu! Meu, entendem? Capricho, birra, chamem-lhe o que quiserem. Mas queria um só para mim! Um em que, mesmo que fizesse um risco, ninguém me ia culpar e acusar. Um em que ninguém me atirasse à cara que "pagaste a gasolina mas não pagas o gasto dos pneus". Por isso, sim. Tornou-se um capricho. Era sobretudo orgulho. E não querer continuar a pedir favores, fosse a quem fosse. (Não que a má vontade fosse constante, mas nunca tolerei bem indiretas).

 

Durante semanas vi um cartaz vermelho que dizia: "Procura carro? Não procure mais. Dia 26". Intrigada fiquei mas, depois de ver tanto stand e não ver absolutamente nada de jeito, já estava completamente desanimada. E mais uma vez, as indiretas: "se não vais comprar, para quê ver?". Porquê ver? Para me informar, para perceber o que gosto ou não num carro. O que é fundamental e o que é secundário. A performance, preços, e tantas mas tantas coisas. Comprar um carro não é como comprar um casaco. A até para comprar um casaco eu tenho que ver mais que uma vez!

 

O que abria no dia 26, era a Matrizauto. E fui, fui até ao Retail Park à procura do meu bolinhas. O que eu não sabia era que a empresa em questão, apenas vendia semi-novos de 2015 para cima, e a partir de 12000€. Não era de todo o que eu procurava. Queria um carro mais em conta, mais velho. Até 2007 no máximo, para conseguir pagar o imposto antigo. 

 

"As melhores coisas acontecem quando não estamos à espera delas"

 

A caminho de casa, o Doce sugeriu irmos a um stand que ficava em caminho. E fomos. E eu vi-o. Vi e soube logo: era aquele. Ano 2005. "Oh amor, diz-me que eu vou gostar do preço!". E gostei. Adorei, aliás. E foi assim que, depois do dilema de não ter prenda, dei-me a melhor prenda de todas: ofereci-me um carro. O que sempre foi o meu sonho, é agora o meu carro. O meu Clio.

 

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(fotografia tirada na primeira vez que o vi)

 

Tão depressa, podem ter a certeza que não me ofereço nada! Preciso de recuperar do rombo 

 

27
Mar17

A primeira vez que abasteci o carro

A primeira vez que isso aconteceu não foi ontem nem num tempo necessariamente recente mas ver acontecer aos outros aquilo que me aconteceu, fez-me soltar uma gargalhada e recordar todos os estados e momentos do pânico do dia em que me aconteceu a mim.

 

Corria o mês de Setembro quando precisei do carro da mamã para me deslocar ao trabalho. Ela advertiu-me sobre o combustível existente poder não ser suficiente para os quase 150km totais desta deslocação. O ponteiro estava no primeiro tracinho, 1/4, e achei que o dito levava bem 40€ de gasolina. Assim foi, já estacionada e pronta para abastecer o carro, visto que os trabalhadores estavam todos a atender alguém, lá tive que ir pegar na mangueira e fazer eu o trabalho. Marquei os 40€ e comecei a abastecer para o querido me poder levar ao destino sem interrupções.

 

Estávamos perto dos 30€ quando a mangueira me deu um puxão e parou. Não percebi porque é que aquilo tinha acontecido e voltando a puxar o que devia, continuei o meu serviço. 33€ outro puxão, 34€ igual. Hum, alguma coisa se passa, mas depois de olhar para todo o recinto das bombas de gasolina continuava a não haver ninguém disponível. Aperto novamente quando por volta dos 36€ a gasolina me começa a cair aos pés. Entrei em pânico total, não sabia o que fazer! A pessoa que estava atrás de mim para abastecer já estava a rir, os empregados das bombas continuavam ocupados e eu aflitíssima por aquilo ter acontecido! Corri para dentro do local de pagamento e quando chegou a minha vez lá disse o que tinha acontecido.

 

Com um grande sorriso de gozo a senhora lá me disse que não havia problema nenhum, para além de ter que pagar a gasolina vertida no chão. Voltei a questionar se não haveria problema, se o facto de ter vertido pelo carro abaixo não seria um perigo e ela ainda a rir, disse-me que não. Ok, respirei de alívio, paguei a quantia ridícula de 36,53€, entrei no carro como se nada tivesse acontecido e fui à minha vida, corada que nem um tomate pela burrice e vergonha passada.

 

Ontem enquanto a minha mãe atestava o carro vi acontecer o mesmo a um jovem rapaz na bomba do lado. Vi os mesmos sinais de pânico, vi-o a correr para o funcionário provavelmente a fazer as mesmas perguntas que eu. Senti a vontade de rir que a funcionária sentiu quando foi comigo, senti pena dele porque certamente também devia ser a primeira vez, e acredito que tal como eu, nunca mais vai abastecer o carro e vai esperar sempre que seja um funcionário a fazê-lo!

 

29
Jan17

Conclusões curiosas

Sabem o que me está a fazer bastante falta aqui? Conduzir.

 

Sentir o prazer da condução (apesar de não ter carro próprio), o ligar o rádio e ir para o meu destino. Sinto falta de ir aqui e ali, de ir no meu horário, quando quero, como quero. Sinto falta de disparatar ao constatar o preço da gasolina, falta do stress permanente que é conduzir. Falta de ofender e ser ofendida, falta de mandar umas buzinadelas a condutores parvalhões. Falta de protestar por uma manobra mal feita e ser mal tratada em pleno exercício da condução. 

 

Coisas tão banais, e é onde mais noto a falta que Viseu me está a fazer.

 

Venham daí!

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