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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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Ser feliz com adoçante!

07
Jun17

Dizem que nunca é tarde

A maior parte das pessoas apregoa que nunca é tarde demais para nada na nossa vida. Mais uma daquelas frases feitas que julgamos aplicar-se à realidade de cada um, mas que acaba por não ser necessariamente assim, verdade? Porque uma ou outra vez, lá vem o nosso poder crítico. 

 

Mas não é nada disso que vos tento dizer hoje. Hoje, quero dizer-vos algo que penso fazer para mudar a minha vida. Ou pelo menos qualquer coisa dela... Ando sinceramente a pensar voltar a estudar. Estudar, não no verdadeiro sentido de ingressar na universidade, mas em fazer uma formação extra, para aumentar as minhas hipóteses de empregabilidade.

 

Há uma área que me interessa particularmente: a administrativa. Já me imaginei em função similar, e depois da restauração e do comércio, acho que me vou virar para esse lado. Não que seja melhor ou pior, mas tenho vontade de experimentar uma coisa diferente, mais 'calma'.  Aquela vaga, era para isso mesmo. Trabalho de escritório, horários e folgas fixas. E talvez a falta de experiência e recursos no meu CV, tenha feito com que a resposta fosse o que fosse...

 

Há dias encontrei um curso para assistente de contabilidade, que pareceu mais que interessante! A junção de tudo aquilo que mais gosto. Acabei por não me inscrever porque o mesmo só começava em Setembro e seria apenas uma vez por semana. Estando por casa, uma coisa mais laboral seria o indicado para mim, mas também tenho receio que seja demasiado cansativo. 

 

Apesar de ter 21 anos, sinto-me bastante mais velha... E acho que isso é bastante mau, porque acho que já é tarde para uma carrada de coisas na minha vida. Que mentira! Mas só eu é que pareço não entender isso! Estou tão habituada a ter o meu dinheirinho ao fim do mês, que tenho deixado de lado qualquer hipótese de melhoria pessoal, e isso tem que mudar! JÁ!

 

Falaram-me para ver formações no IEFP, que pelo menos me renderia algum dinheiro, em vez de pagar tudo do meu bolso. Verdade é que estou interessada nisto e por isso, vou continuar a pesquisa e ver se encontro algo que me encha as medidas, no meu distrito! 

 

04
Mai17

Ocupar os tempos livres

Tempo livre é coisa que não me tem faltado ultimamente. Por opção, decidi quando regressei a Portugal fazer uma pequena pausa no meio laboral e aproveitar, já que o Doce se encontra também desempregado, para passarmos mais tempo de qualidade juntos. O prazo inicial por mim estipulado foram os dois meses, e como tal, as férias estão quase a acabar e está quase na altura de me fazer à vida e começar a procura de trabalho, porque o dinheiro não dura sempre!

 

No entretanto, também para aproveitar os dias livres, despoletei antigas paixões e tentei mudar alguns hábitos de sedentarismo. Tenho ido caminhar e tenho também, pintado. Pois é, voltei às pinturas. Voltei a pegar nas ferramentas que o meu extremamente útil curso de artes visuais me deu (só que não) e tenho ocupado grande parte do meu tempo assim.

 

No 12º ano foi o ano em que inseriram no nosso leque de técnicas a pintura a óleo. Aprendemos as coisas básicas de como utilizar e misturar cores, a junção de água rás ou terbentina e mesmo o próprio óleo, que não só ajuda a manter as cores fixas numa tela, como lhes dá uma maior durabilidade. Nessa mesma altura comecei um quadro. Claro que, não consegui termina-lo durante o ano letivo, tendo ficado com ele em casa, arrumado a um canto.

 

Já lhe tinha deitado o olho imensas vezes mas a danada da minha preguiça era o costume. Porque ao pegar no quadro, tinha que começar a passar um bom tempo nele. Não compensa a preparação das tintas de óleo se não se for pintar no mínimo dos mínimos duas-três horas.

 

E muito raramente, uma vez por semana se tanto, lá passo uma tarde inteira de volta da minha obra prima. Uma boa forma de não enferrujar, e uma excelente forma de passar tempo! 

 

Desse lado, alguém é da área das artes? Já experimentaram pintar a óleo? 

 

03
Mai17

Sobre o tal processo de seleção

Como disse anteriormente, na sexta fui à minha primeira entrevista desde o regresso. Ao meu primeiro processo de seleção, uma coisa que nem sabia o que ser.

 

À hora marcada lá cheguei. Estavam três pessoas, comigo quatro. Candidatas, eram só três: uma senhora com os seus quarenta anos, eu e uma rapariga com provavelmente mais um ou dois anos que eu, que achou por bem levar a mãe a uma entrevista de emprego. Pouco depois, fomos chamadas para uma sala onde nos entregaram umas folhas com testes de lógica. O momento em que a orientadora sai, foi o momento em que o recreio começou. Uma a dizer que tinha mais que fazer, a outra a dizer que tinha voltado à primária, ambas a dizerem que não estavam para aquilo, e eu, que me tentava concentrar, interrompida por elas que me picavam a entrar na onda. Como nem a cara da folha levantei, desistiram de me puxar e continuaram a festa sozinhas. Até que a senhora volta e pergunta simpaticamente o que se está a passar. A mais nova, diz arrogantemente que tem mais que fazer e que quer ir à entrevista e - passo a citar - bazar daqui. A outra, diz que não é nada e baixa-se numa aparente tentativa de concluir o exercício. De três, passámos a duas.

 

Entretanto houve uma troca de testes e recebi um teste de personalidade, enquanto que a outra senhora recebeu mais um de cálculo. Mais uns resmungares mas lá se calou. A orientadora volta e pede-lhe que a acompanhe, coisa que ela faz, mas não sem antes me desejar boa sorte para a entrevista e sair sorridente. Poucos segundos depois, a responsável volta e dá me mais um teste de cálculo. E se eu vos disser que já não me lembrava do quanto gostava de matemática?! Foi uma delícia ter um cronómetro e problemas matemáticos para resolver!

 

Chegou a minha vez e percebi que ia ser entrevistada pela senhora que nos orientou a sessão toda. Foi tudo muito básico, quis saber todo o meu historial laboral, os motivos de entrada e saída de cada trabalho, defeitos e qualidades e do resto tudo um pouco. Entretanto disse que a vaga que tinham para me oferecer (que pelos vistos não foi a mesma para todas) era trocando por miúdos trabalho de escritório. Papéis, papéis e mais papéis - tudo o que sempre quis! 

 

Disseram que num prazo máximo de quinze dias seria chamada para a entrevista no verdadeiro contexto onde me seriam ditos horários, vencimentos e funções e que, quer positiva quer negativa, seria contactada com uma resposta.

 

No dia, vim cheia de espetativas. Agora, nem sei. Costuma dizer-se: que seja o que Deus quiser!

 

28
Abr17

Vamos à primeira!

À primeira entrevista que consegui desde que cheguei!

 

Não é para nenhuma vaga de trabalho em concreto, mas sim uma entrevista de seleção para uma das maiores empresas aqui do distrito! E eu não procurei nada, recebi um e-mail deles a pedir para renovar o meu CV e quando o fiz, ligaram-me no imediato a informar da dita!

 

Até tenho medo! Nunca fui a uma coisa assim, vamos ver como corre, e se dará em algo! 

 

Desejem-me boa sorte! Eu desejo-vos um bom fim-de-semana! 

 

17
Mar17

Viver na Alemanha - o fim

Hoje é o meu último dia de trabalho. O penúltimo dia desta minha estadia na Alemanha (voo na madrugada de Domingo). Praticamente a chegar o fim de uma experiência com pouco mais de dois meses. Dois meses que foram tão longos mas ao mesmo tempo tão na medida certa.

 

Como em todas as experiências na vida, cresci. Um bocadinho como pessoa, bastante como mulher. Aprendi tanto mas ao mesmo tempo aprendi tão pouco... Experimentei sentimentos e sensações que sempre estiveram visíveis e eu recusei durante anos aceitar. Travei conflitos com coisas perfeitamente desnecessárias que estavam escondidas mas que eu quis procurar. Precisei de remexer no passado, lavar toda a roupa suja que tinha a lavar e sair de cabeça erguida.

 

Lamento a forma como vou, principalmente do trabalho. Custa-me, apesar de pouco tempo, o que fiz ao meu patrão. Aquele homem foi impecável comigo, em todos os sentidos. Deu-me férias quando não tinha direito a elas, esteve sempre disponível a ouvir-me e nunca se impôs a nenhuma das minhas decisões pessoais. Pintaram-me o homem como sendo o diabo, mas nunca eu tal vi. Quem mo pintou também não é santo, e nunca saberá o que é receber elogios pelo trabalho bem feito. (Isto porque ontem foram entregar-me a rescisão do contrato e entre muita conversa foi-me dita uma daquelas verdades incontestáveis que só se dizem quando são 100% verdadeiras porque nada se ganha em mentir. Foi-me dito que nunca aquela escola esteve tão bem limpa como durante os dois meses que eu ali trabalhei. Apesar de não ser o trabalho de sonho de uma rapariga de vinte e um anos, não posso deixar de me sentir orgulhosa e mais uma vez agradecer à maravilhosa mãe que tenho por todas as ferramentas que me deu na vida!)

 

Hoje é também dia de tratar da burocracia. Cancelar tudo o que respeita a legalização, ver se não deixo pontas soltas para depois o fisco não correr atrás de mim! Amanhã, é dia de fazer as malas e abastecer-me de tudo o que é doce para levar a quem me espera na outra ponta da Europa!

 

Respirar fundo e deixar a poeira assentar. Recomeçar, naquele que será sempre o meu país