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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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Ser feliz com adoçante!

14
Fev17

Dia dos Namorados

O dia 14 de Fevereiro é bastante deprimente para uma boa metade da população. É o dia em que a maior parte dos solteiros, se lembra com força que o é. E eu, há mais anos do que aquilo que me recordo (nesta minha vida que é muito longa) faço parte desse círculo.

 

Fazia, porque o destino ouviu as minhas preces e trouxe me os tão desejados diferentes tipos de amor. Quis o mesmo que eu não me desse em Londres e que trabalhasse na sapataria para o conhecer.  Privar com ele, descobrir que é mais velho do que aparenta, a fase do choque e o digerir a notícia. Quis o destino que ele me fizesse rir, me tratasse bem e que eu me apaixona-se. 

 

Hoje, é o primeiro dia que celebramos com o mundo enquanto casal. Esperava por isso hoje poder apelar ao consumismo: comprar prendas, receber flores, ir jantar fora, ao cinema... Esquecer que o resto do ano existe e que este é o único dia que tenho para lhe mostrar o quanto o amo. (Ironia, mas isso são coisas para outro episódio). Infelizmente, sei de antemão que não vamos jantar fora, nem vou receber flores. Porquê? Porque estamos a 2044km de distância, umas poucas fronteiras pelo meio e se não fosse o Skype, nem nos víamos...

 

Ele diz que não sabe o que me oferecer, mas eu sei o que lhe vou oferecer a ele... Foram feitas pequenas brincadeiras a respeito do assunto, onde deixei a Chic'Ana curiosa sobre o que seria assim tão espetacular que o "fará cair da cadeira". Sei que prometi contar, e vou fazê-lo, mas tive um pequeno percalço que não fez a prenda chegar a tempo. Por isso, e como ele é leitor, tenho medo que a curiosidade seja maior e que venha aqui espreitar antes de a mesma chegar às mãos dele. Só poderei contar amanhã, lá para o final do dia. Peço imensas desculpas por isso!

 

Desejo no entanto a todos os que estão desse lado, solteiros ou comprometidos, um dia muito feliz, cheio de amor e surpresas boas! Feliz dia de São Valentim! 

 

 

03
Out15

Diferenças

Há um ano atrás, quando decidi candidatar-me a uma universidade britânica, sabia que, se fosse aceite, muita coisa iria mudar na minha vida. Sair de casa, voltar aos estudos depois de um ano de pausa, conhecer pessoas novas, deixar a minha gente para trás, entre tantas outras coisas que esta mudança implicava. A parte que me moveu, foi a oportunidade de um futuro melhor. Só conseguia pensar que, uma licenciatura tirada no reino unido, ia valer uma fortuna no meu currículo. E provocar muita dor de cotovelo, claro.

 

Sou supersticiosa. Não tenho qualquer problema em admiti-lo. Já vivi situações que me fizeram acreditar que, quando alguém não gosta de ti ou simplesmente não suporta o teu sucesso, o mau olhado existe e pode vir com muita força. Não é que eu seja especial, não sou. Sou apenas mais uma comum mortal que tenta tirar o melhor partido do que a vida lhe dá. 

 

Vir para Londres, era a melhor prova que poderia ter para ver quem estava comigo e quem não. Ver quem me apoiava genuinamente, sem qualquer contra-partida. E tal como esperava, houve reacções bastante reveladoras.

 

Há umas semanas, num momento de fraqueza, disse aqui que me sentia triste por perceber que as amizades não eram tão fortes como eu julgava que fossem. Nunca fui uma pessoa com muitos amigos. Os meus conceitos de amizade, amor, família, entre outros, sempre foram muito singulares. Há uma enorme diferença entre colega e amigo, entre dizer adoro-te ou amo-te. Talvez seja por ser tão selectiva, que nunca vivi a vida normal de um adolescente. Nunca tive grandes amores, grandes amizades nem grandes festas para recordar.

 

Voltando ao ponto inicial deste post, a inveja, é um sentimento que caracteriza a minha jornada. Já ninguém acreditava que eu ia voltar a estudar. Aquilo que ninguém sabe, ninguém pode estragar. Por isso, tranquei este projeto a sete chaves durante o máximo tempo que pude. Até que apanhei o avião, cheguei a Londres, mudei os meus dados no facebook e começou a chuva de perguntas. Confesso, tenho me divertido imenso com os relatos que a minha querida mãe faz quando falamos, todos os dias, de todas as pessoas que perguntam e não perguntam por mim.

 

Fui surpreendida tanto pela positiva como pela negativa. Duas tias, que falam regularmente para saber como estou. O resto, que nem pergunta pela minha irmã porque sabem que depois parece mal não perguntar pela Nadine. Aquela única amiga, que eu pensava ser amiga e que afinal não o é. Aquele rapaz da festa, que fala comigo diariamente para saber tudo sobre esta aventura e os meus diferentes estados de espírito. Os amigos da mana, que me dizem olá pelo skype e me mandam muitos beijinhos e muita sorte. Aquele colega, com quem não falava há anos e me dá muita força para perseguir este sonho. A mãe, o pai, a irmã e os avós maternos que são os melhores do mundo.

 

Porque é nas pequenas coisas, que se veem as grandes diferenças.