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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

Sweetener

Ser feliz com adoçante!

14
Jan17

Terceiro Dia

Daqui a umas horas, faz três dias que estou em território estrangeiro.

 

O primeiro dia, foi complicado. Sobretudo quando do outro lado do portátil, alguém me disse isto. Igual quando falei com a minha mãe. Estava meia para lá, meia para cá. Não senti aquela vontade urgente de voltar, mas não me sentia tão em paz como pensava que ia sentir.

 

Ontem foi melhor. Fui trabalhar, gostei do que estive a fazer. À tarde ainda fiz umas compras, e o meu pai nunca me largou. Andou sempre comigo, levou me ao trabalho, foi-me buscar depois, não fosse eu não saber explicar como vinha para casa. Quando falei com o Doce, ele deu conta, e disse logo que eu estava diferente, a minha expressão facial estava mais leve, com outra aura.

 

Aqui ao fim de semana não se trabalha. Se trabalhar, é no sábado, e recebe-se a dobrar ou a triplicar, dependendo do tipo de trabalho, das horas feitas, e claro, dos patrões. O Domingo é que não, é completamente sagrado. Pára tudo ao Domingo: supermercados, lojas, farmácias - tudo fechado! Ao início parece estranho, mas penso que se em Portugal fosse assim, era já um pequeno passo para a felicidade dos habitantes.

 

Vamos ver como os próximos dias se vão desenrolar, e se consigo, de facto, adaptar me a morar por aqui. O meu pai está a ser fundamental nesta jornada. No primeiro dia, apanhou-me a chorar e para minha grande surpresa... Abraçou-me. Foi tão estranho e bom ao mesmo tempo. Parece que finalmente está a representar o papel que lhe foi destinado há vinte e um anos atrás.

 

 

06
Jan17

As prometidas novidades

Bom, como disse, poucos dias antes de acabar o ano, vai haver algumas mudanças aqui por este lado. Acontecem já nos próximos dias, e acho que já posso falar no assunto.

 

Desde pequena que sonho com o estrangeiro. Não sei se é pelo facto de ter nascido e vivido metade da minha vida lá, se pelo que tomei consciência a nível financeiro, se por todas as pequenas ou maiores viagens que fiz até hoje. Foi uma ideia que nunca abandonei. É uma questão que tem muitos prós mas outros tantos contras.

 

E por isso, estando desde há dois meses semi-empregada decidi optar pela emigração. Acho que estou na melhor idade para tentar. Não perco nada, só posso ganhar. E bom, espero que não se assemelhe em nada o que passei anteriormente quando decidi prosseguir, e abandonar quase ao mesmo tempo os estudos.

 

O meu pai está por lá, e já me tinha convidado várias vezes a ir.  Disse sempre que não, tendo em conta que tinha um trabalho fixo, e que nem estava assim tão mal. Mas cheguei a um ponto em que quero mais. Quero experimentar coisas novas. Aproveitar esta rampa de lançamento. Vou com casa, com trabalho. Tenho tudo!

 

Esta experiência vai servir para aquilo que servem todas as distâncias e/ou afastamentos: provar se alguns laços são de facto importantes e fortes o suficiente para perdurarem.

 

31
Dez16

Balanço de 2016

Apesar de a maioria se queixar do ano que nos deixa hoje, o meu, não foi nada mau.

 

Trabalhei numa sapataria, lugar onde adorei trabalhar, até meados de Novembro, quando optei por me demitir de livre vontade, derivado a uma situação meno feliz. Travei amizades, que se mantêm no presente e bem vivas! Arranjei trabalho logo a seguir, no mesmo restaurante onde trabalhara antes. Mantive o contacto com as pessoas fantásticas com quem tive o prazer de privar na minha curta estadia por terras de sua majestade. Conheci o meu Doce, com quem partilho desde então meses de pura felicidade e alegria. A relação com as Marias mantém-se fantástica. O pai, tornou-se mais presente e conseguiu reconquistar o seu lugar. Tive saúde, e pude viver todos os momentos ao máximo, sem ter de contar tostões.

 

Para 2017, espero mudanças. Mudanças boas, a todos os níveis. Algumas delas, começam já nas próximas semanas, mas ainda não vos vou contar por continuar a ser uma menina supersticiosa!

 

Desejo a todos os meus leitores, aos que me acompanham desde o início, aos que vieram cá parar por engano, aos que me lêem porque me conhecem no dia-a-dia, um excelente 2017. Que encontrem sempre motivos para sorrir, mesmo quando parece não haver alternativas.

 

30
Dez16

Abordagens diferentes

Antes de ontem, enquanto conversávamos com o meu pai e respetivos, pouco antes de irmos almoçar, fomos abordados por um sujeito com uma câmara e microfone, armado em jornalista.

 

Perguntou nos se tínhamos ouvido falar de um grande assalto que houve em Setúbal, numa fábrica de gomas. Logo aí percebi que era piada, mas o meu pai não. Questionou nos sobre a necessidade de nos abastecermos de gomas, visto que provavelmente o stock iria esgotar em breve ao qual respondemos todos que não éramos grandes consumidores de gomas. No final, lá disse que era uma brincadeira e entregou nos um cartão com o canal dele no Youtube para irmos dar uma espreitadela.

 

Teve a sua graça até, admito. Principalmente o facto de ele ter conseguido enganar o meu pai durante breves minutos. Verdade é que até agora, ainda não chegou nada ao canal. Veremos 

 

29
Dez16

...

Estes últimos dias têm sido cheios. Cheios de coisas boas, de trabalho, e de tudo o resto.

 

O Natal passou-se e já lá vai, enquanto esperamos pelo próximo e imaginar tudo o que ainda há de mudar até lá. As prendas já não são o que eram. Criou-se aquela ideia base de que só as crianças gostam de presentes e as circunstâncias também não permitem grandes gastos. São de maior valor os pequenos gestos e que, na maioria das vezes, dizem tão mais.

 

O trabalho tem corrido bem. O staff do restaurante decidiu adoecer todo ao mesmo tempo e entre faltas ou ausências, tenho sido um pouco mais sacrificada. Tirando a falta de tempo, não é nada que não se aguente, quando se faz algo de que até se gosta.

 

O pai tem trazido recordações de todo o tipo. Entre chocolates, episódios da vida e algumas peripécias, estou a gostar muito desta nova proximidade entre nós. Amanhã já é o último dia por Viseu, vai rumar ao Porto, terra da companheira dele e onde vai passar a passagem de ano, tendo em conta que passou o Natal cá. E nos primeiros de Janeiro regressa à Alemanha, país que o mantém, e faz feliz por enquanto.

 

Muito em breve, também farei as minhas resoluções de ano novo.

E entre os banais, algumas novidades fresquinhas