Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Sweetener

Ser feliz com adoçante!

Sweetener

Ser feliz com adoçante!

24
Abr19

Um ano de vida comum

Hoje, véspera de feriado, faz um ano que eu e o Doce juntámos os trapinhos.

 

Estes 365 dias têm sido uma aventura e uma prova constante. A decisão, ainda que precipitada, de irmos morar juntos tornou-se das melhores decisões da minha vida. Era um dos passos que mais queria, (pela independência que isso nos traz) mas que ao mesmo tempo mais receava. 

 

Houve uma redução drástica nas saídas, nas extravagâncias e nos passeios a dois. As consequências da nossa decisão ficaram à vista. Por vezes, chegámos a ponderar voltar para casa dos pais mas demos a volta e mesmo com dificuldades, ainda cá estamos.

 

O meu desemprego veio abalar ainda mais as coisas. Tinha já definidos os objetivos, o fim dos créditos e finalmente um alívio financeiro. Infelizmente, pregaram-me uma partida. Partida essa que me levou a voltar a estudar e que até agora me mantém ocupada e consideravelmente feliz. 

 

Costumo dizer, ainda que em brincadeira, que faço com o dinheiro o mesmo que Jesus fez com o pão e a sardinha. Descobri uma faceta ainda mais capaz do que aquela que já sabia ter. Tenho orgulho em mim. Em nós. E na educação que recebi (Obrigada mãe!).

 

Não vou dizer que não tenho dias em que desespero, em que não choro porque não posso comprar uma peça de roupa ou jogar uma mísera chave de euromilhões. Mas tento sempre lembrar-me que as contas, essas estão em dia. E que no final, isso é que é importante!

 

Um ano, Doce. Um ano da nossa casinha, com quase tudo o que queremos. Um ano de superação, um ano de batalhas vencidas. Mais estarão para vir, é certo. Mas se continuarmos juntos, podemos tudo! Vamos olhar para trás e sorrir a todos os que nos disseram que não éramos capazes. Porque fomos. Porque somos! 

 

31
Dez18

O melhor ano da minha vida

Este é só mais um post cheio de todos os planos que cumpri ou que pensei vir a cumprir, um clichê pegado naquele tão aguardado resumo de tudo o que foi feito neste ano. O título diz que foi o melhor ano da minha vida, e sem dúvida alguma que o foi. Nestes 23 anos, em que metade deles não entraram para esta avaliação (por ser criança, claro), 2018 foi o meu ano.

 

Comecei 2018 chateada. Chateada com o Doce, numa chatisse que virou zanga, e uma zanga que continuou a descambar pelos dois meses seguintes. Chegou ao ponto limite e a bomba rebentou. E com ela, rebentei eu também.

 

Depois de quase três anos a viver com estes sentimentos de agonia, de apatia, a juntar a outros dez de falta de amor-próprio, ganhei coragem e procurei um especialista. Resolvi-me, resolvi conflitos do passado e percebi que coisas que eu achava sem nexo, moldaram demasiado a minha maneira de ser. Percebi que fora vítima de bulling nas diferentes vezes que mudei de país. Aprendi a perdoar. E a cereja no topo do bolo: aprendi a amar-me.

 

Inscrevi-me no ginásio e mudei a minha alimentação. Disse adeus definitivo a 5kg e a 9% de gordura corporal. Aumentei a massa muscular e a minha força num geral. Reduzi no sal e drasticamente no açúcar. Deixei de beber sumos, o ponto alto de toda esta jornada.

 

Resolvi-me com o Doce e decidimos em cima do joelho, ir morar juntos. Tivemos percalços e despesas não previstas mas mesmo com uma corda ao pescoço, não nos afogámos. Dividimos tarefas de uma forma que nunca pensei ver acontecer.

 

Investi verdadeiramente em mim. Tratei o psicológico, o corporal e vai a meio o espiritual. Entrei numa duvida religiosa, e tenho questionado muita coisa desde então. Foi o pior ano, desde que me lembro em poupança. Nem um tostão. Mas sinto-me a super mulher por ter conseguido até aqui, pagar renda, alimentação, mobilar a casa, prestação do carro, ginásio, depilação a laser e afins. Foi um verdadeiro desafio, talvez o maior até hoje. 

 

Para 2019 não quero grande coisa. Espero que tudo o que alcancei não desapareça, estou deserta que chegue Julho para acabar com a prestação do carro e finalmente me sobrar algum ao fim do mês. Quero saúde para mim e para os meus. 

 

Desejo a todos vós um excelente ano novo.

Que alcancem tudo o que não conseguiram este ano e ainda mais!

 

Feliz 2019! 

 

(P.S.: Nos próximos dias responderei aos comentários que estão em atraso, visitarei os vossos blogues e farei as minhas atualizações. Acabarei de publicar o Desafio das 52 Semanas, que ficou em falta nas duas últimas semanas. Mais uma vez me desculpo. Isto de estar sem computador faz mais falta do que eu pensava)

 

27
Dez18

O nosso primeiro Natal

Começo este post com um pedido de desculpa. Desculpem por não vos ter vindo desejar um feliz natal. Como previsto, o meu portátil foi-se e como fiquei em casa nestes dias de natal, não tive acesso a um computador para conseguir dar aqui um saltinho. Acabo de perceber que fui destaque, e que a equipa do Sapo não quer que seja o fim. O fim do Toshiba foi, infelizmente. Mas o fim da Sweetener, esse não será para tão cedo de forma alguma! 

 

Este ano, foi o primeiro natal que passei com o Doce, enquanto família. Como tal, e para 'celebrar' a casa nova, a consoada foi passada aqui. Foi uma noite extremamente animada, não fosse a minha família tagarela e tudo correu dentro do melhor. Acho que todos se sentiram bem-vindos e que o espírito que se espera nestes dias foi alcançado. Os presentes, pelo menos o que me calhou, foram perfeitos. Já não me lembrava de ficar feliz e contente com todos eles. Nenhum foi uma 'desilusão'. Acredito que os nossos também tenham sido bem recebidos, embora de pouco valor mas todos com muito sentimento.

 

Agora, estou de volta ao trabalho e para compensar a gazeta no Natal vou trabalhar na passagem de ano. Uma pessoa nem queria, mas o que tem que ser, tem muita força. 

 

Espero que os vossos natais tenham sido felizes e que tenham vivido bons momentos. E toca a preparar essas resoluções de ano novo, que ele já está curioso, aí ao virar de esquina! 

 

03
Out18

Ser saudável, de corpo e mente... #6

Hoje, venho falar da segunda e mais importante vertente desta rubrica: a mente.

 

Até podemos ser muito fits, correr a meia maratona, ter um corpo escultural, uma vida desafogada, uma relação estável (seja com outrem, seja com os próprios), uma bela casa e tudo o que aparenta ser felicidade. O que infelizmente temos grande tendência a esquecer, é que a mente, é o nosso motor. O foro psicológico é só a parte mais importante de uma estabilidade geral. Podemos ter tudo o que digo em cima, mas sem a mente sã, de nada serve.

 

Abordo este tópico hoje porque nunca soube o que era gostar de mim. O eu que aparecia no espelho era tão longe daquilo que sonhava ser. Fui vítima de bulling na escola, nomeadamente quando os meus pais decidiram regressar a Portugal. Felizmente, nada físico, mas fiquei com mazelas que nem eu sabia que tinha. Muito provavelmente tudo começou aí. Os anos foram avançando e as 'amizades' mudando. As minhas colegas tinham peito, e eu não, elas davam beijinhos a tudo o que mexia, e eu não. Elas eram rebeldes, e eu não. Uma interminável lista que não vejo necessidade de prolongar. Note-se que me orgulho de ter sido uma criança calma. Foquei-me nos estudos por opção, porque foi tudo aquilo que quis. 

 

Cresci e pouca coisa mudou. O foco no estudos manteve-se, as poucas amizades também. Um primeiro amor perfeito que me fez acreditar num mundo justo, e um segundo (amor) que matou todas essas ideias. Um corpo com imperfeições e a vergonha de vestir um bikini. Uma carta de condução que não se tirou à primeira, um ingresso falhado na universidade. Todas estas coisas contribuíram para ter chegado ao ponto que cheguei. Em fevereiro deste ano tomei (finalmente) a decisão de consultar um especialista, e recorri à psicologia.

 

A medo, marquei a primeira consulta. Pensei muitas vezes o que iria lá fazer verdadeiramente e porquê gastar dinheiro quando talvez nem fosse necessário. Quando lá cheguei, a conversa fluiu tão bem que nem dei pelo tempo passar. Percebi que algumas gavetas da minha vida que eu acreditava em nada terem influência, tinham. Resolvi muitos nós e aprendi a perdoar-me. 

 

O amor próprio é a minha grande luta, e é uma luta constante. Nestes últimos meses percebi que eu tenho que me agarrar a mim em primeiro lugar e não nos outros. Porque por qualquer motivo, os outros podem desaparecer. E aproveitando a promo do leite Matinal, "Se eu gostar de mim, quem não gostará?". Gostar de nós próprios não tem de ser levado ao extremo. Quando o digo, falo nos padrões base. Aprendi a dizer não sem sentir remorsos. Aprendi a decidir mais por mim e menos pelos outros. E a minha maior vitória foi que me apaixonei pela pessoa que vejo no espelho. Com falhas, com defeitos. Porque é assim que a vida tem de ser.

 

A saúde mental é muito desvalorizada. Há pessoas que até chegam ao ponto de querer consultar um especialista mas por opiniões desconcertantes, desistem. Depois chega-se aos limites, onde o suicídio e ferir-mo-nos passa a ser uma opção. Graças a Deus, não cheguei a esse ponto, mas conheço muita gente que sim. A depressão, os esgotamentos e a apatia são reais. Procurem ajuda. Ir a um psicólogo não faz de ninguém maluco/a. Faz de alguém um corajoso/a, um lutador/a porque teve a noção que estava mal e quis tratar-se. 

 

A mudança começa aí. Nunca nos podemos esquecer que somos o maior amor das nossas vidas. O único que é verdadeiramente eterno. E por esse amor, devemos fazer tudo! 

 

17
Fev18

Será que o amor só, chega?

Esta é uma pergunta que tenho feito imenso nas últimas semanas. Embora a frequência com que a faço seja constante, ainda não consegui ter uma resposta suficientemente satisfatória.

 

Passo a vida a esconder os meus problemas, as minhas dúvidas, as minhas questões. Tenho medo, vergonha ou receio que mais cedo ou mais tarde, as minhas fraquezas e falhas sirvam como arma de arremesso. Este medo existe e está demasiado enraizado em mim, porque toda a vida foi assim. Com maior ou menor frequência, vem sempre meia farpa de algo que já lá vai. 

 

Depois de tanto, confiar tornou-se uma coisa demasiado difícil para mim. Já não sou a mesma rapariga ingénua e doce que era há bem pouco tempo. Muita coisa mudou em mim ao longo dos anos, e muita coisa ainda certamente irá mudar. Tornei-me insegura e tenho muito pouca auto-estima. Não me valorizo, não reparo em mim, não me elogio, não me aprecio.

 

Deixei de ter aquela alegria no rosto, aquele brilho no olhar. Deixei de me sentir viva. Faço as coisa porque tem que ser, porque é a rotina, porque é a vida. Londres deixou em mim marcas irreversíveis. Marcas que mesmo depois de tanto tempo, não consigo apagar ou atenuar. Desde aí, a minha vida mudou completamente. Deixei de ser eu. Deixei de ter vontade, deixei de gostar intensamente das coisas como gostava antes. Perdi a coragem, perdi a essência.

 

Aos poucos tornei-me uma pessoa mais fria, fechada. O choro virou rotina, a vontade de desistir esteve presente em dias verdadeiramente maus. Pedi ajuda e fui gozada. Limitei-me a existir.

 

Fui obrigada a ir trabalhar e o trabalho ajudou. Pouco tempo depois, o Doce esbarrou na minha vida e soube que ele a ia virar de pantanas. Percebi que tal como eu, ele usava uma máscara. E essa máscara começou e despertar coisas em mim. Relembrou-me o que eram sentimentos como a atração e o gosto. A vontade de querer conhecer. A vontade de querer sentir-me viva.

 

Vivi sempre para os estudos e nunca fui muito bem sucedida no campo amoroso. Quando alguém se interessou por mim, fiquei cega. Fui atrás que nem uma pateta, burra que nem uma porta. Foi uma relação psicologicamente marcante, de ano e meio, que terminou via SMS. Fui ridícula e pedinchei-lhe amor. E após entender que merecia melhor, segui em frente. 

 

Após quatro anos, quatro anos em que vivi bem comigo mesma, apareceu ele. Tagarela. Nitidamente mais velho, mal eu imaginava o quanto... Foi demasiado tarde quando soube, e acabei por lhe cair nas graças. Voltei a abrir-me ao amor. 

 

Vivi intensamente, fizemos tudo muito rápido. Cama, amigos, família. Tudo. Tornou-se um dado adquirido, embora ambos soubéssemos que havia um imenso caminho a percorrer. As nossas feridas estavam ainda demasiado abertas e sabíamos que mais cedo ou mais tarde ia dar asneira.

 

E deu... Finalmente consegui que ele confiasse em mim, mas não estava preparada para aquilo que ouvi. Foram demasiadas coisas ao mesmo tempo, demasiadas emoções e revelações. Demasiadas opiniões, demasiados bitaites. A minha ansiedade, esta vontade estúpida de querer tudo para ontem pode ter acentuado o lado negativo. Como se luta por algo que achamos valer a pena, quando percebemos que por trás dos sorrisos, 80% do mundo está contra esta relação? Como é que duas pessoas completamente diferentes lutam para continuar juntas.

 

Mas numa altura em que me falta a esperança apenas me pergunto: será que o amor só, chega?

 

Venham daí!

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub