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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

Sweetener

Ser feliz com adoçante!

19
Jan17

Uma semana

E bem, fez ontem perto da meia noite, uma semana que ando pela Alemanha.

 

Estou no meio termo. Como disse à minha mãe, acho que isto se assemelha mais a uma balança. Ver os prós e os contras, avaliar bem todos os pontos por mais pequenos que sejam e, no fim, saber qual o prato que pesa mais. Claro está que nem todos somos iguais, o que para uns é muito importante, para outros pode ser completamente relativizado.

 

Uma parte de mim está a gostar. Tenho manhãs de ronha, trabalho quatro horas, que por sinal, passam a correr, demoro uma hora a ir e outra a vir, o que perfaz seis horas fora de casa. Agradam-me as condições habitacionais: aquecedores ligados 24h e para meu espanto, a factura não é assim tão elevada porque o aquecimento é considerado um bem de primeira necessidade cá. As coisas são quase todas mais baratas - à excepção da carne ou peixe, que atinge valores por mim nunca antes vistos. Os transportes, já falei neles. É todo um conjunto...

 

A outra parte, quer voltar. Faz falta a mãe (como sempre), a irmã, o Doce, a família. Sim, estou com o meu pai. Sim, estou a ser bem tratada. Mas não, não é a mesma coisa... Sim, é verdade que aqui trabalhando quatro horas cada um, chega para viver. Mas será que compensa? Se não for para poupar, de que serve estar longe do nosso país?

 

Assinei um contrato por seis meses, e é esse mesmo tempo que vou tentar cumprir. O Doce disse que vinha, caso contrário, nunca teria tomado esta decisão. Vamos continuar a tentar e ver se de facto compensa tudo o que se deixa por pensarmos num futuro melhor.

 

Se há uma ideia clara, que tenho desde que cheguei, é uma vontade: juntar os trapinhos.

Não sei porquê, mas que tenho pensado imenso nisso, tenho.

 

06
Jan17

As prometidas novidades

Bom, como disse, poucos dias antes de acabar o ano, vai haver algumas mudanças aqui por este lado. Acontecem já nos próximos dias, e acho que já posso falar no assunto.

 

Desde pequena que sonho com o estrangeiro. Não sei se é pelo facto de ter nascido e vivido metade da minha vida lá, se pelo que tomei consciência a nível financeiro, se por todas as pequenas ou maiores viagens que fiz até hoje. Foi uma ideia que nunca abandonei. É uma questão que tem muitos prós mas outros tantos contras.

 

E por isso, estando desde há dois meses semi-empregada decidi optar pela emigração. Acho que estou na melhor idade para tentar. Não perco nada, só posso ganhar. E bom, espero que não se assemelhe em nada o que passei anteriormente quando decidi prosseguir, e abandonar quase ao mesmo tempo os estudos.

 

O meu pai está por lá, e já me tinha convidado várias vezes a ir.  Disse sempre que não, tendo em conta que tinha um trabalho fixo, e que nem estava assim tão mal. Mas cheguei a um ponto em que quero mais. Quero experimentar coisas novas. Aproveitar esta rampa de lançamento. Vou com casa, com trabalho. Tenho tudo!

 

Esta experiência vai servir para aquilo que servem todas as distâncias e/ou afastamentos: provar se alguns laços são de facto importantes e fortes o suficiente para perdurarem.

 

23
Ago16

Férias?! A sério?

Até custa a acredita que na segunda feira que vem estarei de férias!

 

Será mesmo verdade? Depois de um ano de trabalho e de muitas zangas para conseguir uma data decente, tendo em conta que tudo quer os mesmos dias? E que a empresa facilitou e o namorado vai de férias na mesma semana? Diria que até parece bom de mais!

 

É a primeira vez que trabalho num local tempo suficiente para ter direito a férias. Penso que será a segunda vez na minha vida que tiro férias, no verdadeiro sentido da palavra.

 

Chega depressa segunda-feira, estou ansiosa por te conhecer! 

 

01
Nov15

Atualizações

Na sexta feira disse-vos 'até logo', porque esperava contar-vos tudo e não cumpri. Por isso, hoje, tentando ser breve, passo a dizer como foi a tal entrevista.

 

Dirigi-me à loja, consegui estar lá cerca de dez minutos antes da hora marcada. Umas quinze pessoas, percebi depois, para o mesmo. 'Vou-me já embora', pensei, 'Oh, não sejas parva, espera e logo se vê'. As entrevistas estavam marcadas para as duas horas. Começaram às quatro e um quarto. Sim, às quatro e um quarto! Duas horas e meia depois! Sou muito pontual e por isso, acho que estou constantemente a querer cobrar isso aos outros (apesar de estarmos a falar de um assunto completamente diferente, não fazia ideia que poderia ser tão demorado ir ao raio de uma entrevista de emprego).

 

A entrevista em si, acho que não correu mal nem bem. É verdade, não me preparei minimamente, nem esperava ser chamada para uma 'entrevista'. Num questionário, para responder e entregar, havia uma pergunta à qual eu fiquei em dúvida. 'Disponibilidade para trabalhar em todas as nossas lojas'. Respondo que sim, sem ter qualquer ideia dos locais onde tinham lojas. Primeiro erro. Depois, senti que o facto de ter quase zero de experiência, não me ia favorecer nada, como sempre. Tenho carta de condução, uma vantagem. Não tenho carro próprio, uma desvantagem. 

 

Disseram que se, em 24 horas não fosse contactada, era porque ficou sem efeito. Ok, tudo bem. Voltei à minha vidinha e fui preparar mais currículos para entregar. Por volta das vinte horas, eu sossegada a jantar, recebo um telefonema:

 

- Boa noite, estou a falar com a Nadine?

- Sim...

- Ah, sou a colega X, era para dizer que amanhã vens comigo para a loja.

- Como assim?

- Ainda não sabes? Foste seleccionada, amanhã vens comigo. Vou buscar-te... (blá blá blá).

 

E assim foi. Ontem, já fui trabalhar. Tenho uma dor de pés inimaginável. As pernas, ou melhor, os músculos, coitadinhos... Falta de hábito. E assim, ao que parece, arranjei trabalho. Acho que fui A seleccionada. Sou vendedora de uma sapataria.