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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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Ser feliz com adoçante!

24
Abr19

Um ano de vida comum

Hoje, véspera de feriado, faz um ano que eu e o Doce juntámos os trapinhos.

 

Estes 365 dias têm sido uma aventura e uma prova constante. A decisão, ainda que precipitada, de irmos morar juntos tornou-se das melhores decisões da minha vida. Era um dos passos que mais queria, (pela independência que isso nos traz) mas que ao mesmo tempo mais receava. 

 

Houve uma redução drástica nas saídas, nas extravagâncias e nos passeios a dois. As consequências da nossa decisão ficaram à vista. Por vezes, chegámos a ponderar voltar para casa dos pais mas demos a volta e mesmo com dificuldades, ainda cá estamos.

 

O meu desemprego veio abalar ainda mais as coisas. Tinha já definidos os objetivos, o fim dos créditos e finalmente um alívio financeiro. Infelizmente, pregaram-me uma partida. Partida essa que me levou a voltar a estudar e que até agora me mantém ocupada e consideravelmente feliz. 

 

Costumo dizer, ainda que em brincadeira, que faço com o dinheiro o mesmo que Jesus fez com o pão e a sardinha. Descobri uma faceta ainda mais capaz do que aquela que já sabia ter. Tenho orgulho em mim. Em nós. E na educação que recebi (Obrigada mãe!).

 

Não vou dizer que não tenho dias em que desespero, em que não choro porque não posso comprar uma peça de roupa ou jogar uma mísera chave de euromilhões. Mas tento sempre lembrar-me que as contas, essas estão em dia. E que no final, isso é que é importante!

 

Um ano, Doce. Um ano da nossa casinha, com quase tudo o que queremos. Um ano de superação, um ano de batalhas vencidas. Mais estarão para vir, é certo. Mas se continuarmos juntos, podemos tudo! Vamos olhar para trás e sorrir a todos os que nos disseram que não éramos capazes. Porque fomos. Porque somos! 

 

22
Abr19

O que fica no pensamento das crianças

Espero que todos tenham tido uma boa Páscoa! Com doces q.b. e muita animação familiar.

 

Isto leva-nos ao tradicional almoço de Domingo, seguido da visita pascal. É por hábito ter para a mesma, uma mesa com uma jarra de flores, uma laranja, um folar ou são bento e um envelope com a côngrua. Quando finalmente chega a hora do "Cristo ressuscitou. Aleluia. Aleluia" entram pela casa,  normalmente 4 pessoas: o padre (ou substituto), o senhor que carrega a cruz, o que traz o sino e o que levanta a côngrua. (Todos sabem o que é a côngrua, certo?). Na aldeia dos meus avós os filhos destes respetivos senhores costumam vir a acompanhar a "procissão". Ontem, quando chegou a nossa vez, uma das meninas entra, vai direta à mesa e diz:

 

- Pai, aqui não há envelope!

 

O pai rapidamente a ajuda a "procurar" o dito cujo e lá percebem que sim, há envelope.

 

Uns riram-se pela audácia da miúda, outros, como eu, pensam no que se está a ensinar às crianças e em como a igreja católica infelizmente se tornou um negócio...

 

(Não me batam por esta última linha que escrevi. É a minha opinião)

 

16
Abr19

Aquele momento em que... #89

... constato com os meus colegas em como fomos crianças felizes!

 

Em como nos enchia o peito saltar nos sacos de batatas, arrancar cenouras e ficar com a rama na mão, andar em baloiços feitos de pneus ou partes de mangueiras pendurados em árvores. Correr descalços pelos regos da água durante as regas e ouvir a avó a ralhar. E tantas, tantas outras!

 

O que é que as crianças têm hoje? Tecnologia. Tecnologia e mais tecnologia.

 

E sabem o que dói mais? É quando estes assuntos vêm à conversa, os miúdos olharem para nós e acharem que somos extraterrestres por termos sido felizes com tais coisas...

 

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(Imagem retirada da internet)

 

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