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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

Sweetener

Ser feliz com adoçante!

21
Jun20

O regresso à rotina

Foi bem mais fácil do que esperei, tenho que admitir. Pensei que estes dois meses fechada em casa, de pijama e cabelo despenteado dia-sim-dia-sim, a preguiça residual, a TV de manhã à noite, as poucas e irregulares horas de sono me fossem dificultar o regresso à vida ativa mas efetivamente não. A vontade, ansiedade e até o medo do desemprego fizeram com que voltar à clínica fosse e seja o ponto alto dos meus dias. E sou tão feliz ali! Acordo todos os dias com vontade e energia para receber e atender pacientes. O funcionamento requer bastantes precauções. Estamos com praticamente metade do funcionamento, os médicos parecem astronautas e na receção anda tudo de máscara e touca. As pessoas querem tratamentos para ontem e as agendas voltaram à loucura que eram. As relações interpessoais melhoraram. Sendo o elemento mais novo da equipa, sinto-me muito mais incluída e parte da família que temos ali.

 

A formação retomou na semana passada, o ginásio já abriu. De repente, os meus 97% de ocupação diária voltaram e estou tão feliz por finalmente ter voltado a "não ter tempo".

 

Passei para vos desejar um bom domingo! Espero que desse lado estejam todos bem! 

 

04
Mai20

Ah... A tal quarentena

Há mês e meio, pela altura em que a prevenção de tornou mais rígida e que fiquei em casa em regime de layoff como milhares de pessoas, pensei para com os meus botões que "É agora! Vais voltar ao blog em força, pôr as tuas histórias, vivências, tudo isso em dia. Vais agarrar naquele curso online parado há meses e acaba-lo. Vais ler, ver aquela lista interminável de filmes que só aumenta, vais dedicar te a ti!". Pois é... 52 dias depois, não fiz quase nada disto.

 

Nas primeiras semanas confesso que consegui. Todos os dias estudava/aperfeiçoava entre uma a duas horas de uma língua estrangeira. Comia em condições, fazia as minhas aulas de ginásio dia-sim-dia-não, arrumei e limpei a casa a fundo e tive cinquenta mil ideias novas de redecoração. Fiz planos e orçamentos que ando doida para colocar em prática. Dar um ar novo a esta casa.

 

Apesar de não me sentir desmotivada, acho que o estou. Estou porque me tenho rendido ao fácil e a minha vida tem se resumido a Netflix de manhã à noite, de Domingo a qualquer que seja o dia da semana em que estamos. Chego ao ponto de me doer o rabo de tanto tempo passar sentada. É irónico, não? E a despensa? Essa inimiga silenciosa, hã?! Nunca pensei que se iria tornar a divisão mais frequentada da casa nesta quarentena que terminará com a ruína do trabalho de ginásio dos últimos dois anos! E doces? Sabem lá a quantidade de chocolates que tenho comido? Deus, já nem me lembrava do que era esta necessidade de doces... Ai, ai Sweetener!

 

Queixamos-nos de falta de tempo ou de tempo a mais. Mas neste tempo a mais, que tínhamos tanto que fazer, damos por nós a não fazer quase nada. A minha vida pré-quarentena era preenchida. Uns 97% talvez. Trabalho (regra geral) das 9h às 18h, formação até às 23h dois dias por semana, ginásio nos outros três, noite de sábado para descansar e Domingo para arrumar a casa e abastecer a despensa. E não sei se é por viver sozinha e não ter que prestar contas a ninguém mas céus, como eu andava feliz pela minha falta de tempo! E raramente me queixava dela! (Vá, só quando queria ir ao médico, lavar o carro ou a serviços que não conseguia pelos meus horários). Sinto falta de não ter tempo para relaxar, agora que forçadamente tenho tanto.

 

Hoje parece que se recupera um pouco de normalidade. Alguns serviços vão retomar, uns com horários reduzidos outros com bastantes regras e recomendações. O uso de máscara passa finalmente a obrigatório (Aleluia!). Eu cá, continuo por casa, à espera de novas ordens. A espera é que é o terrível da coisa e eu ando com tanto receio de ser dispensada... Mas bom, o pensamento deve tem que ser sempre positivo e venha o que vier, é porque tem que ser!

 

O que esta quarentena trouxe de bom, foi manter quase tudo exatamente como estava. O que não manteve, melhorou. Foi neste mês e meio que se viu quem se importa e quem manda mensagem a quem. Quem liga só para dizer que está ali e quem te faz fazer diretas e ficar meio dia ao telemóvel a falar sabe-se-lá sobre quê. São estas pessoas, as que fizeram com que a distância física fosse relativa que temos que manter por perto e estimar. E abraçar, assim que o possamos! Sou uma abençoada e estou tão grata à vida, por tudo o que me tirou e trouxe. Percebo agora que realmente foi no tempo certo. E porque estes raios de sol que me batem na cara agora me estão a fazer sorrir, sorriam também. Sejam gratos e acreditem que quase tudo, vai ficar bem! 

 

01
Abr20

Àqueles que chegam sem bilhete de volta

Ando há alguns meses para fazer este post. A ser correta, há meses que ando para fazer uma carrada deles mas entre a preguiça e a falta de tempo, a vida tem-me levado a melhor.

 

2019 foi um ano bastante longo. Um ano de mudanças, dúvidas mas de tantas certezas ao mesmo tempo. Um ano em que o desemprego entrou numa relação comigo e eu saí da relação que tinha. Foi o ano em que fiz a minha primeira viagem acompanhada além fronteiras. Um ano, em que os estudos me voltaram a fazer olhinhos e que eu me deixei seduzir por eles. Um ano que me trouxe pessoas e situações que me fizeram crescer tanto, em termos intrinsecamente emocionais.

 

E cresci, oh se cresci. A maior prova disso foi ter sido finalmente capaz de trocar um amor por uma amizade, com tudo o que isso acarretava. Qual é o propósito de uma relação se não caminhamos para o mesmo lado? Qual é o propósito se a base, que devia ser o amor, não está lá há imenso tempo? Chegámos a questionar-nos se alguma vez esteve sequer... E acho que essa, será de todas a pergunta mais difícil e que ficará eternamente por responder. 

 

Estava longe de imaginar tudo o que voltar a estudar me iria trazer. A anos-luz, para ser mais precisa. Trouxe-me pessoas, tão simples que nos acrescentam tanto. Que não precisam de ser de um extrato social superior para nos dar as maiores lições das nossas vidas. Obrigada a ti A., que mesmo sem saberes me amparaste. Me deste luz e esperança e me fizeste ter a coragem suficiente para dar a volta que eu tanto desesperava por dar à minha vida. Obrigada a ti Sr. Razão por me trazeres de volta e obrigada à vida por te ter colocado novamente no meu caminho. Obrigada por me acordares e fazeres ver que afinal estou viva e bem viva. Obrigada por me fazeres acreditar que tenho valor e que não podemos mudar a nossa essência só porque atravessamos uma tempestade. Que mais cedo ou mais tarde, o sol voltará a brilhar. E acredita, ele brilha.

 

Obrigada, por terem entrado e retornado, respetivamente, à minha vida sem bilhete de volta. E que nunca se arrependam, de não ter comprado a maldita viagem de regresso 

 

16
Mar20

Uma pausa não anunciada

Nem tinha a real noção da última vez que tinha vindo até aqui. Sabia que fora algures pelo final do ano mas só agora me apercebo que se passaram praticamente quatro meses. 

 

Quatro meses em que muita coisa aconteceu e mudou na minha vida. E sinto-me abençoada por poder dizer que quase tudo foram coisas boas. Tenho a certeza que com o devido tempo, voltarei a ser mais ativa por cá. Tive intenção e sobretudo necessidade de fazer uma pausa mas falhei ao não vos comunicar isso. Daí e por isso, lamento imenso e peço-vos desculpa.

 

Sinto-me renovada física e intelectualmente. Têm sido meses de trabalho interior, meses em que surgiram novas rotinas, novas pessoas e mais importante que tudo, novos desafios. 

 

Digo, com alegria que já me encontro a trabalhar. Esta é, uma das melhores mudanças que o mês de Janeiro me trouxe. Sou rececionista numa clínica dentária, no coração da minha cidade. Uma experiência nova e totalmente diferente. Uma área desafiante onde existem ainda 'demasiadas' coisas para aprender. Um contrato de um ano, uma equipa (até ver) agradável e sem dúvida, uma vontade enorme de ser bem sucedida neste novo desafio.

 

Tendo em consideração a pandemia que vivemos, finalmente levada a sério, eu, como pessoa que tem contacto direto com muitas pessoas e com profissionais de saúde, estou desde sábado em casa, sossegada, a aproveitar o tempo para colocar tanta coisa em dia.

 

Espero que esteja tudo bem com todos desse lado. E reforçando a mensagem já tão aclamada: Façam por ficar em casa, pelo bem de todos. Beijinhos e força