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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

Sweetener

Ser feliz com adoçante!

30
Jun17

Pessoas com sorte

Sou uma sortuda e nem sabia... Possuo a infeliz qualidade de me agarrar a tudo o que é negativo enquanto o que é importante fica de parte. Tenho tanta coisa boa que devia dar graças por ter... Todos temos um pouco desta qualidade, certo? Aquilo de querer sempre mais, querer que tudo esteja nos parâmetros que achamos corretos, que idealizamos. Ter todos os I's com pontos.

 

E porquê querer mais quando o que temos chega tão perfeitamente? Passo a vida a questionar tudo. Aquilo que tenho, o que não, o que devia ou não devia ter. Questiono porque tenho o pai que tenho mais a porcaria de família paterna que me saiu na rifa, por exemplo. Porquê?!

 

Não aceito e revolto-me, mato-me interiormente para nada! Tudo, porque durante anos vi a coisa da perspetiva errada. Tudo, porque durante anos tentei mudar coisas e pessoas que não podiam ser mudadas. E afinal sempre tive de um outro lado gente tão boa... Tios, primos, avós. Quase tudo gente que se preocupa, que está presente e que ajuda quando é preciso. Porque será que nunca vi com olhos de ver? Porque é que nunca me contentei com meia família?

 

Porque até agora, achei que tinha meia família quando na verdade é essa meia que importa.

 

26
Jun17

A Sweetener fica!

Foram praticamente duas semanas, é verdade e peço desculpa por isso. Não planeava que fosse tanto tempo mas não consegui domar a coisa de modo a ser diferente. Tive umas contrariedades de maior e não foi mesmo possível vir até aqui nem até aos vossos cantos individuais.

 

Agora voltei e por isso, vou pegar no tema que deixei em mãos antes destas férias: o anonimato. Infelizmente, e como já terá acontecido a muito boa gente por aí, o meu blog deixou de ser anónimo. Não deixou propriamente, simplesmente há pessoas que não deviam saber da existência dele e sabem. Fiquei verdadeiramente aflita e preocupada com o assunto mas depois de muito ponderar, decidi ficar. Manter tudo conforme está: o blog, o nome e minha maneira de ser, TUDO! Porque um blog é isso mesmo, um reflexo. E se nem aqui sou livre de dizer aquilo que penso, estou muito mal então... Lamento que alguém que saiba quem a Nadine é venha a ler algo que não gosta, lamento que alguém que conhece a Nadine fique a saber de algumas coisas que ela pensa mas que não diz sem ser por escrito, lamento que alguém de quem a Nadine não gosta fique a sabê-lo por aqui... Mas olhem... Temos pena! A Nadine e a Sweetener são a mesma pessoa, uma não existe sem a outra e portanto, este blog vai continuar. Tal e qual como é!

 

Não prometo, no entanto, continuar com assiduidade diária. O que me levou ao afastamento estes dias ainda não está totalmente resolvido, daí este aviso que vos faço. Mas vou fazer um esforço e espero conseguir vir cá pelo menos duas a três vezes por semana contar coisas!

 

Boa semana para todos vós! Vemos-nos por aqui! 

 

12
Jun17

O anonimato do blog

Muitas eram as expetativas criadas e planeadas, rabiscos feitos em possíveis layouts, eventuais textos já redigidos de ante-mão... Tanta, mas tanta dor de cabeça até ter o nome perfeito! Toda a envolvência pré-criação do blog foi ponderada. Muito ponderada. Apesar de não escrever nada de jeito e não querer enveredar pela área da escrita, sempre gostei de escrever. Tive um diário a maior parte da minha vida, mesmo quando me diziam que era do mais infantil que havia. Não precisava de ser um com cadeado. Um caderno com linhas era o suficiente para eu despejar tudo o que sentira ao longo do dia e todas as coisas estúpidas ou maravilhosas que fizera no mesmo.

 

Criar a Sweetener, foi como que a concretização de um sonho maior. Como tornar o meu diário público, com um infinito leque de desconhecidos. Pessoas que com a sua imparcialidade me ajudariam a resolver algumas questões pessoais e sociais, discutir temáticas nunca antes no mundo real por mim faladas. Pessoas que pelo menos me fariam ver a coisa de outra forma.

 

Daí, ter tomado a decisão de criar um blog anónimo.

 

Ter um blog anónimo, ainda que falando de nós, é uma lufada de ar fresco. Como disse em cima, é ter a possibilidade de partilhar aquilo que mais nos alegra ou apoquenta com pessoas que não nos conhecem, que não nos vão julgar. E mesmo que o façam, não interessa. Não será na nossa cara. Nem por pessoas que conhecemos diretamente e com quem lidamos todos os dias...

 

Este blog nunca foi 100% anónimo. Apesar de escondida tenho cara. Apesar de não enunciado sabem o meu nome. Sabem a minha idade, onde eu moro. Sabem aquilo que mais gosto de fazer e aquilo que não suporto. Sabem que sou uma moralista do pior. Sabem dos amores da minha vida, dos poucos amigos que tenho. Sabem que tenho baixa auto-estima e a mania de querer ser perfeita. Sabem que me desvalorizo constantemente. Sabem aquilo que é visível a todos e também aquilo que não é. E para pessoas conhecidas, soma-se um mais um e temos dois.

 

É então que esse anonimato acaba... O que se faz? Acaba-se com o blog? Desiste-se de falar sobre o melhor e o pior que enche a nossa vida? Deixam-se pessoas que nos lêem penduradas só porque temos medo que X ou Y saibam mais da nossa vida do que aquilo que é público?

 

Descobri que pessoas que fazem parte da minha realidade também fazem parte da minha virtualidade. Porque cometi um deslize meses atrás... Um print, onde me esqueci de desfocar a zona do link que vos traz aqui. De uma forma tão simples, tão básica. Achava eu que ninguém queria saber das minhas publicações... Percebi que sou afinal mais cobiçada que o esperado.

 

Que opção tenho agora? Desistir não será uma delas e torna-lo privado também não me parece assim tão bem. Mas... Não me sinto minimamente confortável com a situação. Se antes escrevia de livre espírito, tudo, exatamente como vinha à cabeça agora vou ter que pensar duas vezes. Vou ter que ponderar bem o que dizer e o que não. Vou perder a essência, porque a essência era ser livre. Ser livre com o adoçante que a vida me deu, já que não tenho hipótese de ser o açúcar na maior parte dos aspetos . Era a minha alternativa, o meu substituto e até isso me estão a tirar...

 

09
Jun17

O facebook tem coisas boas

Apesar aqui do je não ser grande fã do facebook, e muito menos perder horas a cuscar vida alheia, o mesmo proporcionou-me uma coisa muito muito boa ainda hoje!

 

Há coisa de dois anos, enquanto fazia uma arrumação geral encontrei muitas coisas que os meus pais me deixaram trazer como memória da minha infância. Entre elas, encontrei um livro muito usado naquelas bandas: o livro das amizades. Era uma espécie de caderno onde cada amigo nosso preenchia basicamente todas as informações e gostos pessoais. Servia-me como memória, e voltar a lê-lo serviu-me de alento.

 

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(imagem ilustrativa do livro que vos falo)

 

Voltando ao tempo cronológico de que falo, encontrei uma daquelas amigas que mais me marcou. Aquela especial que nos acompanha em tudo, mas que no nosso caso, com a mudança de país, acabou por ficar por ali. Trocámos cartas de Portugal para o Luxemburgo durante quase um ano, e só eu me lembro da alegria enorme que era chegar ao correio e ver uma carta dela. 

 

Sabendo que o fb era mundial, decidi pesquisar pelo nome dela na rede e por incrível que seja, encontrei. Mandei-lhe uma mensagem, onde dizia quem era e entre outros, perguntava se se lembrava de mim. Nunca essa mensagem foi respondida... Até hoje!

 

Ligo o computador como todos os dias, para vir até ao sítio onde ultimamente me tenho sentido melhor e eis que o meu e-mail me anuncia que tive resposta! Fiquei em pulgas e fui a correr ver... E não é que, 12 anos depois, ela se lembra de mim?! Estou com aquela sensação de alegria pura que nem podem imaginar!

 

Apesar de não te frequentar muito, obrigada Facebook! 

 

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