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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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Ser feliz com adoçante!

28
Fev17

Carnaval

Como já foi dito anteriormente, o Carnaval não é de todo uma celebração que me deixe necessariamente com vontade de me mascarar. Acho que em toda a minha vida, assisti a quatro ou cinco cortejos, mas nada de execional. Aqui na Alemanha o Carnaval é, aparentemente, das celebrações mais importantes do ano. Milhares de pessoas saem à rua para ver o desfile e comemorar esta data. Há um bocadinho de tudo: desde crianças a pessoas de idade, homens e mulheres, tudo com uma alegria tão grande que chega a ser contagiante.

 

Não chegámos no início, porque entre atrasos alheios à minha pessoa, os transportes também não ajudaram muito sendo que estão um caos, entre muitas linhas que nem sequer circulam para evitar atrasos e problemas ao tão aclamado cortejo.

 

As pessoas interiorizam o Carnaval de tal forma que uma semana antes andam mascarados, nomeadamente com aqueles pijamas fato-de-macaco da Primark, a coisa que mais se viu por aí!

 

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Nesta primeira fotografia, vemos habitantes locais vestidos a rigor!

 

Há música de todos os tipos e feitios: a de fundo, que sai das colunas previamente colocadas em bastantes pontos das ruas como sons de tambores, flautas e pessoas a cantar.

 

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O meu pai disse que este ano, o tema do cortejo seria o acontecimento histórico da América: Trump. Não sei onde ele terá visto tal informação porque, vi bastantes carros e nenhum deles tinha sequer a mínima semelhança com o assunto. Achei no entanto imensa piada a este, pelo contexto económico que vivemos e ver que em vez de se lavar roupa, lava-se dinheiro. Aparentemente é uma figura mítica de cá, mas que a mim, claro está, não me diz nada.

 

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Os veículos carnavalescos, não sei se era uma piada, ou se era real, mas que vi esta informação em mais que um, vi. Só podem circular a 6 km hora. Os desgraçados! 

 

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E a parte melhor deste cortejo é: lançamento de doces! Isso mesmo - doces! Chocolates miniatura, rebuçados, gomas em formato mini, tudo aquilo que possam imaginar. Entre muita gulimisse que consegui apanhar, apanhei também um dos momentos de lançamento.

 

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Ao meu lado, estava um rapaz de cadeira de rodas. Apesar da deficiência física, pareceu-me ter todas as capacidades mentais. Aquando a queda dos chocolates, ele só olhava, com alguma tristeza sem os poder apanhar. Alguma coisa em mim me fez partilhar o que apanhei com ele, que me agradeceu num gesto tão instintivo e com um sorriso tão genuíno que compensou totalmente!

 

Depois, como disse, desde miúdos a graúdos tudo fez parte do cortejo. A senhora de idade que tive oportunidade de fotografar, fez me soltar um leve sorriso, por ver que aqui, todos aderem de forma igual sem vergonha ou receio do que os outros vão pensar.

 

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No geral, gostei do cortejo. Tirei uma carrada de fotografias das quais só aproveitei um terço, apanhei e comi doces, fiz uma boa ação e vim para casa contente. Achei uma boa iniciativa e muito provavelmente nos próximos anos, já verei o Carnaval com outros olhos! 

 

27
Fev17

Viver na Alemanha - colegas de trabalho

Há um mês, falei sobre o trabalho. Hoje, falo sobre os colegas.

 

Nesta semana que passou, o patrão ligou-me e pediu-me se podia ir fazer as horas de um casal que ia de férias. Não vi problema aparente tendo em conta o gesto que ele teve ao deixar-me ir a Portugal quando ainda nem direito a férias tenho. Só cinco dias, desde ontem até quinta-feira. É ainda mais longe que a escola que faço, tendo que apanhar mais autocarros para chegar ao novo destino. O trabalho baseia-se a escritórios - é um stand automóvel. Foi-me dito que seriam três horas e meia (porque era 1h45m a cada elemento do casal), e logo quando fui ver o local, achei 'demasiado' tempo e que certamente o faria em menos. Então em comparação, a escola que faço precisaria de cinco a seis horas para fazer tudo em condições!

 

O stand é limpo de segunda a quinta, e o dia de sexta pode ser feito ao Sábado ou Domingo. Optei por ir ontem pela manhã e fiz tudo como me fora indicado quando fui ver o trabalho. Dirigi-me então aos arrumos e preparei-me para começar a limpeza pelo mais leve: os escritórios. Houve salas que me assustaram pelo nível de pó encontrado. Posso dizer com certeza que aquilo não tinha sido limpo nem na sexta-feira passada, nem na da semana anterior. Uma coisa que me foi dita pela minha madrasta (que também trabalha na empresa), foi que quem faz estes trabalhos temporários por faltas, doença ou férias dos empregados destacados ao lugar, não tem que limpar o que os mesmos deixam mal limpo. Ou seja: eu não devia ter limpo o pó a fundo como limpei. Porquê? Porque ninguém me vai agradecer, estou a fazer-lhes um favor e estou também, apenas a evitar que eles ouçam reclamações. Mesmo assim. não me arrependo. Não era capaz de ver aquilo e não limpar. Tal como não fui com a máquina de limpar o chão. Essa foi a melhor!

 

Aprendi a usar uma máquina destas na escola onde trabalho. Tenho que a encher, limpar filtros, borrachas, depósito de água suja e todas as coisas normais a respeito de manutenção. Apesar da máquina encontrada no stand ser diferente, achei estranho os sítios por onde passava estarem a ficar mais sujos do que aquilo que estavam. Decidi investigar. Ao abrir o depósito da água, ia morrendo... Estão a ver uma máquina de lavar o chão, certo? Ora, o depósito da água suja, não era água suja. Era água preta, e não estou a exagerar, preta mesmo. Até já tinha cheiro, por isso, imaginem há quanto tempo aquela água não estaria ali estagnada! Como já tinha perdido imenso tempo com estas manobras, deixei ficar tudo praticamente igual e lavei o chão à mopa sendo que amanhã, vou ver se trato do assunto como deve ser, mesmo não sendo minha obrigação.

 

Estou chocada e indignada. Como podem estas pessoas considerar-se empregadas(os) de limpeza? Eu, tenho a mania que sou uma princesa, e por isso, nunca, por sombra alguma me imaginei neste ramo. É um trabalho digno, é sim, mas custa-me de certa forma fazê-lo. Agora, apesar de não gostar, não significa que não o saiba fazer ou que não o faça em condições! E a prova é que tenho sido elogiada vezes sem conta em nem dois meses de trabalho!

 

Em desabafo, perguntei se devia contar ao patrão o que tinha visto e o meu pai sugeriu que não o fizesse. Aparentemente criaria atritos e a minha palavra não seria tida em conta. Ok, ótimo, eu fico calada. Mas caso mais alguma vez tenha que ir fazer o trabalho dos outros, seja por que motivo for, juro que não vou limpar melhor do que aquilo que eles fazem diariamente! Se limpam mal, problema deles. Eu assumo as culpas na minha escola, e nada mais!

 

25
Fev17

Os aviões e os aeroportos

Posso dizer que já andei umas poucas vezes de avião. Várias companhias, diferentes alturas da vida, pouca variedade de destinos, mas num geral, boas experiências. Desde pequena que tinha uma curiosidade enorme em viajar num. Tinha aquela ideia que seria uma experiência do outro mundo, algo incomparavelmente inesquecível. Nada como um carro ou qualquer meio de transporte público, andar nas alturas seria de certo outra categoria.

 

Quando chegou a altura, foi como se estivessem a oferecer um monte de doces a uma miúda. Numa visita da estudo no meu 11º ano, fomos a Londres, o que obrigou a utilização do tão esperado. De todas as expectativas criadas ao longo dos anos, não foi nada parecido ao que imaginei. Não que o serviço fosse mau, de forma alguma, mas sofri de tal maneira derivado à altitude que cheguei a chorar! Qual mascar pastilha ou ouvir música, nada surtiu efeito! No voo de volta a coisa já foi melhor, disseram nos que era normal nas primeiras vezes mas que depois, tudo seria tão normal como viajar de autocarro. E de facto foi. Todas as vezes que seguiram correu tudo às mil maravilhas.

 

Tive oportunidade de viajar na TAP, na EasyJet e na Ryanair. Se tenho uma preferência? Certamente a TAP. Fico contente por ver que a companhia optou recentemente por viagens low cost, dentro dos parâmetros. Seguido vem a Ryanair, aquela onde fiz a maior parte das viagens. Os preços são um mimo e então nesta minha recente viagem, fui e voltei por 50€, com possibilidade de escolher o lugar que bem quis! A EasyJet é mais um carinho especial, por ter sido a primeira companhia em que viajei e que, como qualquer uma das outras, voltarei a usar se os preços assim me agradarem.

 

Em termos de Aeroportos, tanto Lisboa como o Porto estão bem equipados. Há bastante informação e é muito difícil alguém se enganar. Em termos de facilidades, acho que Lisboa está melhor servido pelo metro, que adoro e uso sempre que à capital me desloco. Pelas diversas vezes que fui a Londres, por coincidência ou não fui sempre para um aeroporto diferente. Não tive grande tempo para apreciar as vistas nem ver todas as facilidades, mas entre Heathrow, Luton e Gatwick, sem dúvida a primeira opção. Já aqui, na Alemanha, sendo Frankfurt o mais próximo, as low cost vão para um aeroporto (Frankfurt Hahn), a restantes para o central. Só fui ao central uma vez, quando cá cheguei porque vim pela TAP. Gostei imenso, super elegante, informação bem visível e muito staff pronto a ajudar. Em Hahn, que é o preferido das viagens baratas, também não me posso queixar nada. Nomeadamente nesta última, que me foi prontamente questionado se falava alemão ou inglês, sendo inglês a minha resposta e tudo foi tratado nessa mesma língua, com uma cordialidade e simpatia fenomenal.

 

Todas as viagens feitas, treze até à data, foram sempre para Londres ou para Frankfurt.

Espero muito em breve puder conhecer outros destinos, sempre para passear, ter bons momentos junto de quem mais gosto e alargar os horizontes culturalmente falando! 

 

23
Fev17

Coisas que nos alegram a alma

Há coisas que fiz há já tanto tempo que parece que foram todas numa outra vida.

 

Nomeadamente desporto. Não falo daquele desporto que assusta só ao ouvir a palavra e faz transpirar e ficar cansado só de se pensar no assunto. Não, não é desse. Falo daquele desporto que nos aqueçe a alma. Aquele que se faz com tanto gosto que nem custa, nem dói. Que nos traz sensações de leveza tão boas e agradáveis, que nos rejuvenesce a alma por completo.

 

Eu já fiz uma coisa assim na minha vida, e se pensar bem, nem sei porque deixei de fazer.

 

Sendo viseense, desde cedo que pude apreciar o calor de uma pista de gelo. Algo que me fascinava tanto que eu nem sabia explicar porquê. Como todos nós, já tive muitas primeiras vezes de um leque tão variado de coisas e posso assegurar que patinar, foi sem dúvida, dos momentos mais marcantes da minha vida. De tal forma, que quis saber mais.

 

Rapidamente ganhei ídolos e me apaixonei pelo desporto, pouco ou nada falado em Portugal. Senti muitas vezes inveja e até raiva por não morar noutro lugar, como na América, onde pudesse dedicar a minha vida a tal, mas lá acabei por aceitar que tinha que ser assim.

 

Entre atrasos nas obras, o novo Palácio do Gelo abriu oficialmente algures em 2008. Muito na brincadeira, comecei a frequentar a pista, aos fins-de-semana, esporadicamente, com a minha irmã ou alguns colegas. Rapidamente conheci um professor, responsável pela pista que me ia dando dicas entusiasmado por eu estar entusiasmada com aquilo. Anos mais tarde, em 2011 salvo erro, fui convidada a integrar uma pequena equipa que iria proporcionar pequenos espetáculos ao público como forma a publicitar a pista. Claro que sim, era tudo o que mais queria!

 

Depois de alguns meses de treinos, quis ter os meus próprios patins. usar os que eram também do público dificultava nalguns sentidos e nada como ter uns que só os nossos pés calçam. Juntei algum dinheiro e consegui uns em segunda mão por uma pechincha! Caí da primeira vez que os calcei, tal era o entusiasmo que ao entrar na pista, me esqueci que aqueles, já eram profissionais.

 

Fui tão feliz nesses dois anos que o grupo durou. Acabou, porque havia uma equipa que pagava mensalidade para patinar, e ao saberem que nós, onze miúdas andavam a aprender o mesmo que elas mas de borla, reuniram esforços juntamente com os pais e conseguiram depois de alguns dias acabar com tudo. Com menor frequência, continuei a ir patinar. Nada era como antes pois para além de ter de pagar, não tinha o privilégio de ter seiscentos metros quadrados só para mim.

 

Com a minha entrada no mercado de trabalho, toda esta paixão se desvaneceu. Falta de tempo, cansaço, tudo junto foi mais forte. Todos os dias olhava para os meus patins e pensava porque era que não tinha força para lhes dar vida novamente. Mas raramente voltei a pegar neles...

 

Sim, ainda que principiante, já fui patinadora artística no gelo.

E sim, tenho mais saudades disso do que aquilo que posso explicar.

 

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(imagem retirada da Internet)

 

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