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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

Sweetener

Ser feliz com adoçante!

12
Jun17

O anonimato do blog

Muitas eram as expetativas criadas e planeadas, rabiscos feitos em possíveis layouts, eventuais textos já redigidos de ante-mão... Tanta, mas tanta dor de cabeça até ter o nome perfeito! Toda a envolvência pré-criação do blog foi ponderada. Muito ponderada. Apesar de não escrever nada de jeito e não querer enveredar pela área da escrita, sempre gostei de escrever. Tive um diário a maior parte da minha vida, mesmo quando me diziam que era do mais infantil que havia. Não precisava de ser um com cadeado. Um caderno com linhas era o suficiente para eu despejar tudo o que sentira ao longo do dia e todas as coisas estúpidas ou maravilhosas que fizera no mesmo.

 

Criar a Sweetener, foi como que a concretização de um sonho maior. Como tornar o meu diário público, com um infinito leque de desconhecidos. Pessoas que com a sua imparcialidade me ajudariam a resolver algumas questões pessoais e sociais, discutir temáticas nunca antes no mundo real por mim faladas. Pessoas que pelo menos me fariam ver a coisa de outra forma.

 

Daí, ter tomado a decisão de criar um blog anónimo.

 

Ter um blog anónimo, ainda que falando de nós, é uma lufada de ar fresco. Como disse em cima, é ter a possibilidade de partilhar aquilo que mais nos alegra ou apoquenta com pessoas que não nos conhecem, que não nos vão julgar. E mesmo que o façam, não interessa. Não será na nossa cara. Nem por pessoas que conhecemos diretamente e com quem lidamos todos os dias...

 

Este blog nunca foi 100% anónimo. Apesar de escondida tenho cara. Apesar de não enunciado sabem o meu nome. Sabem a minha idade, onde eu moro. Sabem aquilo que mais gosto de fazer e aquilo que não suporto. Sabem que sou uma moralista do pior. Sabem dos amores da minha vida, dos poucos amigos que tenho. Sabem que tenho baixa auto-estima e a mania de querer ser perfeita. Sabem que me desvalorizo constantemente. Sabem aquilo que é visível a todos e também aquilo que não é. E para pessoas conhecidas, soma-se um mais um e temos dois.

 

É então que esse anonimato acaba... O que se faz? Acaba-se com o blog? Desiste-se de falar sobre o melhor e o pior que enche a nossa vida? Deixam-se pessoas que nos lêem penduradas só porque temos medo que X ou Y saibam mais da nossa vida do que aquilo que é público?

 

Descobri que pessoas que fazem parte da minha realidade também fazem parte da minha virtualidade. Porque cometi um deslize meses atrás... Um print, onde me esqueci de desfocar a zona do link que vos traz aqui. De uma forma tão simples, tão básica. Achava eu que ninguém queria saber das minhas publicações... Percebi que sou afinal mais cobiçada que o esperado.

 

Que opção tenho agora? Desistir não será uma delas e torna-lo privado também não me parece assim tão bem. Mas... Não me sinto minimamente confortável com a situação. Se antes escrevia de livre espírito, tudo, exatamente como vinha à cabeça agora vou ter que pensar duas vezes. Vou ter que ponderar bem o que dizer e o que não. Vou perder a essência, porque a essência era ser livre. Ser livre com o adoçante que a vida me deu, já que não tenho hipótese de ser o açúcar na maior parte dos aspetos . Era a minha alternativa, o meu substituto e até isso me estão a tirar...

 

09
Jun17

O facebook tem coisas boas

Apesar aqui do je não ser grande fã do facebook, e muito menos perder horas a cuscar vida alheia, o mesmo proporcionou-me uma coisa muito muito boa ainda hoje!

 

Há coisa de dois anos, enquanto fazia uma arrumação geral encontrei muitas coisas que os meus pais me deixaram trazer como memória da minha infância. Entre elas, encontrei um livro muito usado naquelas bandas: o livro das amizades. Era uma espécie de caderno onde cada amigo nosso preenchia basicamente todas as informações e gostos pessoais. Servia-me como memória, e voltar a lê-lo serviu-me de alento.

 

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(imagem ilustrativa do livro que vos falo)

 

Voltando ao tempo cronológico de que falo, encontrei uma daquelas amigas que mais me marcou. Aquela especial que nos acompanha em tudo, mas que no nosso caso, com a mudança de país, acabou por ficar por ali. Trocámos cartas de Portugal para o Luxemburgo durante quase um ano, e só eu me lembro da alegria enorme que era chegar ao correio e ver uma carta dela. 

 

Sabendo que o fb era mundial, decidi pesquisar pelo nome dela na rede e por incrível que seja, encontrei. Mandei-lhe uma mensagem, onde dizia quem era e entre outros, perguntava se se lembrava de mim. Nunca essa mensagem foi respondida... Até hoje!

 

Ligo o computador como todos os dias, para vir até ao sítio onde ultimamente me tenho sentido melhor e eis que o meu e-mail me anuncia que tive resposta! Fiquei em pulgas e fui a correr ver... E não é que, 12 anos depois, ela se lembra de mim?! Estou com aquela sensação de alegria pura que nem podem imaginar!

 

Apesar de não te frequentar muito, obrigada Facebook! 

 

08
Jun17

A ganância a reinar!

Ganância? Eu nem sei se é ganância, se é falta de humildade ou pessoa mal agradecida!

 

Estou em choque com algo que aconteceu ontem, e estou mesmo!

 

Ia sossegada com a minha mãe, quando uma espécie de mendigo pediu uma moeda para comer qualquer coisa, que estava cheio de fome. A minha mãe, que vinha com trocos nas mãos de ter comprado o pão, esticou-lhe uma moeda de 2€, quase sem pensar na quantia absurda que lhe estava a dar! E imaginem, agora é que são elas! O desgraçado, diz:

 

- Oh... Mas isto não chega para um bolo e uma Ucal!

 

WHAT?! O que é isto? De certeza que ouvi bem? Até fiquei meia parva! 

 

Como é que é possível, receber 2€ assim de bandeja e reclamar que é pouco?! E ainda por cima, nem um obrigada acrescentou à coisa?! Será que isto foi mesmo real, ou eu só sonhei?

 

É incrível como ainda há tanta gente mal na vida, por opção ou não, e mal agradecidos ainda por cima! A ganância é uma coisa tão feia senhores, tão feia...

 

07
Jun17

Dizem que nunca é tarde

A maior parte das pessoas apregoa que nunca é tarde demais para nada na nossa vida. Mais uma daquelas frases feitas que julgamos aplicar-se à realidade de cada um, mas que acaba por não ser necessariamente assim, verdade? Porque uma ou outra vez, lá vem o nosso poder crítico. 

 

Mas não é nada disso que vos tento dizer hoje. Hoje, quero dizer-vos algo que penso fazer para mudar a minha vida. Ou pelo menos qualquer coisa dela... Ando sinceramente a pensar voltar a estudar. Estudar, não no verdadeiro sentido de ingressar na universidade, mas em fazer uma formação extra, para aumentar as minhas hipóteses de empregabilidade.

 

Há uma área que me interessa particularmente: a administrativa. Já me imaginei em função similar, e depois da restauração e do comércio, acho que me vou virar para esse lado. Não que seja melhor ou pior, mas tenho vontade de experimentar uma coisa diferente, mais 'calma'.  Aquela vaga, era para isso mesmo. Trabalho de escritório, horários e folgas fixas. E talvez a falta de experiência e recursos no meu CV, tenha feito com que a resposta fosse o que fosse...

 

Há dias encontrei um curso para assistente de contabilidade, que pareceu mais que interessante! A junção de tudo aquilo que mais gosto. Acabei por não me inscrever porque o mesmo só começava em Setembro e seria apenas uma vez por semana. Estando por casa, uma coisa mais laboral seria o indicado para mim, mas também tenho receio que seja demasiado cansativo. 

 

Apesar de ter 21 anos, sinto-me bastante mais velha... E acho que isso é bastante mau, porque acho que já é tarde para uma carrada de coisas na minha vida. Que mentira! Mas só eu é que pareço não entender isso! Estou tão habituada a ter o meu dinheirinho ao fim do mês, que tenho deixado de lado qualquer hipótese de melhoria pessoal, e isso tem que mudar! JÁ!

 

Falaram-me para ver formações no IEFP, que pelo menos me renderia algum dinheiro, em vez de pagar tudo do meu bolso. Verdade é que estou interessada nisto e por isso, vou continuar a pesquisa e ver se encontro algo que me encha as medidas, no meu distrito!