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Sweetener

Ser feliz com adoçante!

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27
Nov17

Os efeitos da pílula

Antes de mais, o tema de hoje é uma dúvida que surgiu como iluminação na minha mente depois de ler, ontem, um texto no blog d' A carta fora do baralho . 

 

Aliado ao 'problema' que me levou a ser operada ao mesmo, pela segunda vez este ano, enquanto adolescente, fui ainda massacrada noutro campo: o acne. Inicialmente era o normal mas cheguei a um ponto que procurei soluções e cheguei assim, à tão aclamada pílula. Tomo-a há cerca de seis anos. Depois de uma marca que me fez engordar a olhos vistos, mudei para outra que mantenho até aos dias de hoje. Ciclos regulados, acne zero e o peso voltou ao normal.

 

Voltando ao presente, e para vos fazer entender o ponto deste meu post há meses que me sinto como que apática. Quero dizer, vivo a minha vida normalmente, faço tudo aquilo que tenho para fazer mas é como que se algo não estivesse bem. Dou por mim inúmeras vezes a olhar para o ontem, não tenho aquela energia do costume. Como se tivesse virado comodista. Tanto se dá, como se deu. Estou muitas vezes a vaguear, a olhar para o vazio. 

 

Cheguei a falar com a família, com o médico para tentar perceber se fora a depressão que voltou. Segundo eles, não. Não há indícios disso e bem que podia ser só e apenas exaustão (Mas de quê?!). Acabei por deixar passar e, como não sei bem como explicar aquilo que sinto, guardei só para mim. Mas que algo está diferente, isso tenho a certeza absoluta que está.

 

Então, li esse texto e lembrei-me: e se for da pílula? 

 

Realmente já vi relatos de que, quando deixaram a pílula, se sentiram extremamente melhores com elas próprias, com menos variações de humor. Que o corpo sentiu mudanças e voltou a ser aquilo que era. E isso deixa-me a dúvida... Será que o que tenho sentido se deve a esta toma consecutiva de hormonas? Será que depois de seis anos, vou ter que optar por outras alternativas?

 

Por isso vos pergunto, mulheres desta blogoesfera: tomam a pílula? Acham que esta apatia pode ser resultado da mesma? Que diferenças sentiram quando começaram a tomar? Estarei só a culpar a pobre pílula da minha depressão mal curada e/ou preguiça? Obrigada! 

 

 

19
Nov17

As promoções e as políticas de loja

Fã assumido da Playstation, o meu Doce não conseguiu evitar o entusiasmo e posterior aquisição da maravilha do século chamada VR - realidade virtual. Com uma promoção de 50% face ao original, foi a altura indicada para a concretização deste "sonho" que carregava meses de espera.

 

Assim, hoje bem cedo, deslocámos-nos à Worten para fazer a compra. Não tendo disponibilidade física, fizemos a encomenda pelo site tendo que a pagar na hora. Ok, até aqui tudo ótimo. Aproveitámos o pack VR + câmara (indispensável) + dois jogos = 299,99€ (quase metade do preço 'verdadeiro' do conjunto. Recebemos o comprovativo do pagamento e, a folha de levantamento do mesmo que chegaria na terça-feira para delírio do homem.

 

Como só entrava ao serviço às 16h, demos ainda um salto ao centro comercial para ver se eventualmente faríamos já algumas compras de natal. É então, que entramos na Fnac. E vemos o mesmo pack. O preço? 279€. Os mesmos jogos, a mesma composição. 20€ mais barata.

 

O Doce, só diz: "Que mer**! 20€! Porra, tanto dinheiro!". E eu, na minha personalidade caracteristicamente explosiva sugiro que façamos imediatamente a devolução na Worten e posteriormente comprar ali. O Doce lembra-me que a Worten é apologista da medida "Se encontrar mais barato, igualamos o preço". Tive a iluminada ideia de lhe dizer para tirar fotografia ao cartaz, não fosse a Worten chamar-nos aldrabões. E fomos à primeira loja novamente. Após exposta a situação, fomos informados que não podiam igualar o preço, pois a fotografia que tínhamos, não provava que era esse o valor. Contra-argumentámos e mostrámos inclusivamente a data da fotografia por ele tirada. A pessoa que nos atendia ligou para um superior que lhe recuou o pedido. E nós, fizemos o quê? A devolução. Voltámos à Fnac, que para além de mais barata, tinha o pacote fisicamente e acabamos o processo de compra.

 

Se fizemos bem? Sim e não. E porquê?

 

Sim, porque conseguimos poupar 20€, que não é nada não é nada, mas dá para comprar duas prendas de Natal. Não, porque tendo a Worten a política acima indicada, não devíamos ter desistido. Devia inclusivamente ter escrito no livro de reclamações pela falta de veracidade da campanha permanente. É uma aldrabice pegada e não devia ter ficado sem a nota. Certo que foi feita uma devolução e certo é que o motivo será sabido, mas agora que penso, devia mesmo ter exercido do meu direito de cidadania que é reclamar. O consumidor foi enganado, e bem.

 

16
Nov17

A minha prenda

Este ano, vivi um dilema monumental.

 

Tenho um excelente hábito de me presentear em diferentes alturas do ano, mas quando toca ao aniversário, tento ser sempre um bocadinho mais generosa. Gosto de sempre de comprar algo que me faz falta ou investir num produto que me traga benefícios a longo prazo. No ano passado, estava muito pobrezinha de ideias e então, porque o Doce precisava imenso, juntei o útil ao agradável e ofereci-nos um fim-de-semana de SPA. Este ano, a coisa estava muito difícil porque por incrível que pareça, não precisava de nada. Então, aparece o dilema: o que me oferecer?!

 

Desde que tirei a carta de condução que sonho ter o meu bolinhas. Mas toda a gente me desencorajou porque: "a tua mãe tem carro", "o teu namorado tem carro", "moras na cidade, anda a pé", "para que é que queres um carro? Olha que isso dá despesa e tens quem te empreste sempre que precisares!". Conseguem entender a minha indecisão, certo? Por um lado, eles tinham razão. Salvo raras exceções, tive sempre boleia para onde quer que fosse mas... Queria um bolinhas meu! Meu, entendem? Capricho, birra, chamem-lhe o que quiserem. Mas queria um só para mim! Um em que, mesmo que fizesse um risco, ninguém me ia culpar e acusar. Um em que ninguém me atirasse à cara que "pagaste a gasolina mas não pagas o gasto dos pneus". Por isso, sim. Tornou-se um capricho. Era sobretudo orgulho. E não querer continuar a pedir favores, fosse a quem fosse. (Não que a má vontade fosse constante, mas nunca tolerei bem indiretas).

 

Durante semanas vi um cartaz vermelho que dizia: "Procura carro? Não procure mais. Dia 26". Intrigada fiquei mas, depois de ver tanto stand e não ver absolutamente nada de jeito, já estava completamente desanimada. E mais uma vez, as indiretas: "se não vais comprar, para quê ver?". Porquê ver? Para me informar, para perceber o que gosto ou não num carro. O que é fundamental e o que é secundário. A performance, preços, e tantas mas tantas coisas. Comprar um carro não é como comprar um casaco. A até para comprar um casaco eu tenho que ver mais que uma vez!

 

O que abria no dia 26, era a Matrizauto. E fui, fui até ao Retail Park à procura do meu bolinhas. O que eu não sabia era que a empresa em questão, apenas vendia semi-novos de 2015 para cima, e a partir de 12000€. Não era de todo o que eu procurava. Queria um carro mais em conta, mais velho. Até 2007 no máximo, para conseguir pagar o imposto antigo. 

 

"As melhores coisas acontecem quando não estamos à espera delas"

 

A caminho de casa, o Doce sugeriu irmos a um stand que ficava em caminho. E fomos. E eu vi-o. Vi e soube logo: era aquele. Ano 2005. "Oh amor, diz-me que eu vou gostar do preço!". E gostei. Adorei, aliás. E foi assim que, depois do dilema de não ter prenda, dei-me a melhor prenda de todas: ofereci-me um carro. O que sempre foi o meu sonho, é agora o meu carro. O meu Clio.

 

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(fotografia tirada na primeira vez que o vi)

 

Tão depressa, podem ter a certeza que não me ofereço nada! Preciso de recuperar do rombo